A força do destino

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No cumprimento de um destino há uma necessidade absoluta de realização, mas ela não é rígida e mecânica, mas uma vontade contínua, uma  pressão constante implacável, impulsionando para se realizar, de modo que está pronta para isso, logo que o ambiente o permita. Ela funciona por tentativas, mas com a maior tenacidade, aproveitando todas as oportunidades.

Eis, então, que na férrea atuação da lei de causa e efeito penetra uma elasticidade de adaptação às circunstâncias do momento. Se não encontrar logo as condições para se descarregar, a pressão dessa força continuará esperando a oportunidade, mas nessa espera ela se irá concentrando sempre mais porque cada vez mais comprimida pela falta de desabafo. Assim, aquela força continuará impelindo e sempre com mais urgência no mesmo sentido, estabelecido pela lei causa-efeito, até que estourará conseguindo transformar-se em realidade, no fato concreto.

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Aprender a evoluir

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A diferença entre o evoluído e o involuído é que só o primeiro dirige, conscientemente, a sua vida. Esta é uma sabedoria que o ser tem de conquistar com o seu esforço, como faz o menino para aprender a andar, caindo, levantando-se e caindo de novo.

Mas aonde o conhecimento do ser não chega, aí funciona automaticamente a Lei, que o leva na sua corrente. Se ele introduzir nesta os seus impulsos errados a procura de desvios, a Lei o corrige com a dor.

O progresso se realiza, então, não se chocando com a reação da Lei que se rebela contra as tentativas erradas, mas em forma tanto mais fácil e rápida, porque a evolução não é mais travada pela luta entre dois impulsos opostos, mas sustentada e estimulada por dois impulsos concordantes que se somam, o da Lei e o do ser.

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O caminho de volta

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Como visto, a verdadeira imortalidade é a que a evolução realiza levando o ser até o S, acima da matéria até ao espírito, do estado de inconsciência próprio do AS ao estado de consciência próprio do S.

Assim, no período da vida todas as experiências ficam registradas no subconsciente como numa fita. Na outra forma de vida que chamamos de morte, o ser transporta essa gravação para observá-la.

Essa é a fase de decantação e filtragem, de digestão e assimilação, de interpretação e compreensão, fase oposta e complementar à precedente, trabalho que antes, no meio da luta, não podia ser feito.

Essa nova operação será tanto mais profunda e perfeita, quanto mais o ser for evoluído.

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Por que existe a velhice?

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A velhice é produzida pelo impulso do AS, impulso negativo, destrutivo, antievolucionista, que funciona como freio do progresso em subida, porque quereria paralisá-lo. Este impulso do AS triunfa com a morte do ser, mas temporariamente, porque há também o impulso oposto do S, que logo volta e por sua vez prevalece, desenvolvendo-se em cheio com uma nova vida.

A revolta gerou o dualismo, e por isso a evolução é trabalhosa, porque para se realizar, ela precisa do esforço do indivíduo para vencer a resistência do AS, que quer o reino do anti-Deus, e não o reino de Deus.

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O dinamismo evolutivo

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O homem antes de desenvolver as suas qualidades racionais, ele se dirige pelo instinto. Só depois de ter atravessado o período de repetição automática instintiva que resume rapidamente o passado, o indivíduo inicia na fase consciente o trabalho de continuar construindo a sua personalidade.

Neste período da maturidade que o indivíduo toma iniciativas novas, continuando o trabalho de construção da sua personalidade, realizado no passado e armazenado no subconsciente. É o período dinâmico das novas experiências, a fase ativa da exploração e assimilação. É uma viagem do eu que se lança fora, no mundo exterior, onde encontra choques, devora e assimila impressões.

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Como moldar o destino

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A vantagem de conhecer a técnica do desenvolvimento do destino, está no fato de possuirmos um conhecimento para escolher o caminho melhor, e com isso um meio para dirigir o destino inteligentemente, evitando choques com a Lei, os erros e as correlativas dores, que cumprem a função de o endireitar.

Assim possuiremos a arte de moldar o nosso destino, o que significa possuir a técnica da construção da nossa personalidade: sabedoria fundamental, de libertação e salvação, porque ela nos permite subir para níveis de vida cada vez mais adiantados, e por isso mais felizes.

O destino é o caminho que o indivíduo percorre na construção da sua personalidade. Os resultados dependem da escolha que ele faz deste caminho, conforme ou contra a Lei, aproximando-se ou se afastando dela.

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Trajetória no Destino

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É preciso entender que o processo da construção da personalidade é único, canalizado dentro do universal processo evolutivo, sujeito as regras estabelecidas; entender que é orientado dentro de um plano pré-ordenado e necessariamente orientado para um telefinalismo.

Tudo isto faz parte da técnica da reconstrução do universo.

A ignorância não deixa ver senão um nosso pequeno destino momentâneo, separado daquele imenso processo, isolado no vazio, enquanto tudo é lógica consequência e férrea continuação, como acontece no caminho de um projétil lançado no espaço.

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Herdeiros de nós mesmos

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Como vimos, a lei de causa-efeito liga de maneira incindível: passado, presente e futuro, num único fenômeno em continuação. No passado encontramos o material já adquirido, que utilizamos para construir no presente, mas no presente podemos juntar ao velho material outro novo para construir o futuro, sempre melhor se quisermos.

Esta análise do fenômeno nos permite atingir três resultados:

1) Observando as qualidades que hoje possuímos como elementos constitutivos de nossa personalidade, podemos reconstruir o nosso trabalho que em nós as gravou, conhecendo o tipo de experiências vividas em nosso passado, que como resultado nos levaram à atual estrutura de nossa personalidade; podemos, por fim, conhecer o conteúdo de nossas vidas passadas.

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O dono do destino

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O que acontece na vida depende do indivíduo e de como ele viveu o seu passado.

O tipo de existência que nos deram os nossos pais e o seu ambiente é a consequência  da escolha feita pelo indivíduo ao nascer, porque por lei de afinidade ele foi levado a se aproximar dos indivíduos que possuíam qualidades afins àquelas por ele adquiridas nas suas vidas precedentes.

No início de cada vida tudo o que foi vivido no passado está escondido, gravado  no  subconsciente. É sobre esta base que cada nova vida continua construindo o edifício da personalidade.

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A justiça da Lei

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Acima das sagacidades humanas, o que de fato manda e acaba vencendo é a justiça da Lei.

O homem do 2.º tipo obtém a sua vantagem imediata de vencer no seu mundo e com essa satisfação recebe a retribuição do seu trabalho, momentânea que acaba com a vida. Na vida seguinte ele se encontra no mesmo nível evolutivo, sem ter ganho um passo.

O homem do 3.º tipo é um desterrado e vencido neste mundo, onde não encontra senão luta e sofrimentos, está envolvido num duro trabalho de evolução que o outro biótipo não conhece, mas constrói o seu futuro. Na sua vida seguinte ele receberá o fruto desse trabalho, porque se encontrará num mundo de nível evolutivo mais adiantado, usufruindo bens valiosos.

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