Mensagem de Francisco de Assis

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Mensagem de Francisco de Assis dirigida a Pietro Ubaldi,

recebida por Chico Xavier, em 17 de agosto de 1951, em Pedro Leopoldo

Pedro,

O calvário do Mestre não se constituía tão somente de se­cura e aspereza… Do monte pedregoso e triste jorravam fontes de água viva que dessedentaram a alma dos séculos. E as flores que desabrocharam no entendimento do ladrão e na angústia das mulheres de Jerusalém atravessaram o tempo, transformando-se em frutos abençoados de alegria no celeiro das nações.

Colhe as rosas do caminho no espinheiro dos testemunhos… Entesoura as moedas invisíveis do amor no templo do coração!… Retempera o ânimo varonil, em contato com o rocio divino da gratidão e da bondade!… Entretanto, não te detenhas. Caminha!… É necessário ascender.

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Ubaldi, o homem

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Apresento-me como homem.

A Entidade que me inspira mediunicamente e sobre mim exerce autoridade, no pensamento e na ação, deve ter um representante terreno, alguém que assuma todo o peso da luta e da responsabilidade; que totalmente se exponha, moral e fisicamente, aos perigos de uma realização novíssima, ao trabalho que toda grande conquista e todo progresso impõem, à necessária tensão para ultrapassar todos os obstáculos.

Tal sou e assim me coloco hoje, ao ingressar na vida pública.

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Prece de Ubaldi

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Senhor!

Aqui estamos em Tua Presença, buscando nos concentrar, a fim de olhar o nosso íntimo, onde Tu habitas, abrindo, também, a nossa mente à Tua Luz e o nosso coração ao Teu Amor.

Nada temos a Te pedir, pois Tu sabes todas as nossas necessidades, como sabemos também ser a nossa felicidade o Teu maior desejo, ainda que tenhamos de alcançá-la pelos caminhos da dor.

Nós Te pedimos somente forças, Senhor, para obedecer a Tua Lei, pois temos certeza de que a dor desaparecerá um dia, e conquistaremos a felicidade perfeita, quando conseguirmos viver na Tua Ordem.

Ilumina, pois, a nossa mente com a Tua Luz, aquece o nosso coração com Teu Amor, a fim de que possamos caminhar sempre juntos, no cumprimento de Tua Lei.

Assim Seja!

Breve História do Monismo (5)

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Artigo de autoria do Dr. Gilson Freire, da cidade de Nova Lima (MG), que dividiremos em 5 partes para uma melhor reflexão sobre o tema apresentado e estudado: O MONISMO

5ª Parte

Pelo fato de podermos reduzir tudo a um tipo único, torna-se possível assim compreender toda a estrutura da criação, pois se conhecermos os princípios que regem um determinado fenômeno, basta extrapolá-los para as maiores ou menores unidades que lhe seguem, uma vez que todos lhes serão análogos. Assim o Todo sempre copia a si mesmo, o microcosmo repete o macrocosmo e nas menores particularidades fenomênicas se acham sempre presentes os mesmos fundamentos gerais que regem a criação. Um idêntico pensamento gera galáxias, guia mundos, constrói átomos e também forma seres fecundados de vida, sentimentos e vontade. Isso nos leva a reafirmar, como aprendemos em A Grande Síntese, que uma mesma potência se faz coesão no átomo, atração no mineral, luta no animal, simpatia no homem e amor na angelitude.

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Breve História do Monismo (4)

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Artigo de autoria do Dr. Gilson Freire, da cidade de Nova Lima (MG), que dividiremos em 5 partes para uma melhor reflexão sobre o tema apresentado e estudado: O MONISMO

4ª Parte

E interessante diferenciarmos logo o monismo ubaldiano do panteísmo, defendendo-o das incorretas injunções que muitos estudiosos lhe imputaram, compreensíveis, ante as dificuldades de nosso concebível atual em lhe alcançar toda a maravilhosa extensão conceitual. Fato que, como vimos, se repete frequentemente na história humana, sempre pronta a condenar o que não pode ser prontamente compreendido.

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Breve História do Monismo (3)

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Artigo de autoria do Dr. Gilson Freire, da cidade de Nova Lima (MG), que dividiremos em 5 partes para uma melhor reflexão sobre o tema apresentado e estudado: O MONISMO

3ª Parte

Como vemos, muitas são as acepções que se podem imputar ao monismo que, embora sendo a doutrina da unidade, não se eximiu de se diversificar na pulverização do fragmentário pensamento humano que ainda não conhece o caminho para a síntese. A despeito do valor de todas elas, nos ateremos, em nosso estudo, ao monismo ubaldiano, por se tratar do nosso objetivo, abstendo-nos de um estudo comparativo e pormenorizado de todas as demais vertentes interpretativas. Assim sendo, consideraremos doravante toda referência ao monismo como sendo genuinamente aquele que integra o pensamento de Ubaldi, eximindo-nos de indicar-lhe a origem.

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Breve História do Monismo (2)

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Artigo de autoria do Dr. Gilson Freire, da cidade de Nova Lima (MG), que dividiremos em 5 partes para uma melhor reflexão sobre o tema apresentado e estudado: O MONISMO

2ª Parte:

No início do século XX, o filósofo e biólogo alemão Ernst Haeckel, utilizando o pensamento evolucionista de Charles Darwin, tentou explicar a vida, o universo e a própria consciência, segundo um monismo genético e mecanicista. Ele foi o primeiro pensador moderno a intentar, com a ajuda do evolucionismo nascente, a unificação da Biologia com a religião.

Ainda que seu pensamento monista não tenha abrangido a essência divina, seu brilhantismo se revelou na descoberta da existência de um princípio unificador regendo a evolução, chamado lei biogenética, segundo o qual cada animal percorre, a partir da fase embrionária, todas as etapas evolutivas que o levaram a ocupar o seu lugar na ordem natural.

Em suas próprias palavras, “a ontogenia recapitula a filogenia”, sendo a ontogenia o desenvolvimento embrionário individual e a filogenia a história evolutiva da sua espécie, princípio que foi prontamente absorvido pelo pensamento espiritualista moderno. Somando-se a lei biogenética de Haeckel à palingenesia, foi possível unificar a evolução biológica com o espiritualismo, adotando-se o princípio espiritual como a unidade da vida, proporcionando-se maior coerência aos processos vitais e conferindo telefinalismo às mutações genéticas, antes consideradas fenômenos completamente casuais.

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Breve História do Monismo (1)

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Artigo de autoria do Dr. Gilson Freire, da cidade de Nova Lima (MG), que dividiremos em 5 partes para uma melhor reflexão sobre o tema apresentado e estudado: O MONISMO

1ª Parte:

O universo é regido por um princípio único.       P. Ubaldi (A Grande Síntese)

Definimos o monismo, em seu aspecto filosófico mais abrangente, como o substrato ideológico que apregoa a existência de uma substância única, subordinada a princípios também unitários, na composição de tudo o que existe no universo. Em seu significado mais simples, monismo é a doutrina da unidade, cuja palavra advém do grego monás que designava, na filosofia pitagórica, “toda complexidade que se faz um todo coeso”. Ela se opõe ao dualismo que admite a existência de duas entidades independentes na criação – espírito e matéria – e ao pluralismo, o qual adota a diversidade de fundamentos e de substâncias para se explicar o universo.

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Chico Xavier e Ubaldi

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Carta de Chico Xavier a Clóvis Tavares, na qual fala de Ubaldi

Pedro Leopoldo, 30 de março de 1950

Estou encantado com a sua dedicação ao nosso abnegado apóstolo de Gubbio.

Ele é sempre grande e sublime em meu pensamento.

Quando estiver em suas mãos, leve a ele, apesar do oceano que nos separa, sob o ponto de vista espacial, a certeza de nosso carinho e devoção permanentes.

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Biografia Resumida de Pietro Ubaldi

ubaldi80Pietro Ubaldi, filho de Sante Ubaldi e Lavínia Alleori Ubaldi, nasceu em 18 de agosto de 1886, às 20h30. Ele escolheu os pais e a cidade onde iria nascer, Foligno, Província de Perúgia (capital da Úmbria). Foligno fica situada a 18 Km de Assis, cidade natal de Francisco de Assis. Até hoje as cidades franciscanas guardam o mesmo misticismo legado pelo grande “poverelo” de Assis, que viveu para Cristo, renunciando os bens materiais e os prazeres deste mundo.

Pietro Ubaldi sentiu desde a sua infância uma poderosa inclinação pelo franciscanismo e pela Boa Nova de Cristo. Não foi compreendido, e nem poderia sê-lo, porque seus pais viviam felizes com a riqueza e com o conforto proporcionado por ela. A senhora Lavínia era descendente da nobreza italiana, única herdeira do título e de uma enorme fortuna, inclusive do Palácio Alleori Ubaldi. Assim, Pietro Alleori Ubaldi foi educado com os rigores de uma vida palaciana.

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