Os instintos atuais do homem

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Com estas teorias, podemos entender a razão de ser dos instintos atualmente em vigor no homem, compreender a sua posição evolutiva e a razão de aí se encontrar. Mais exatamente, podemos compreender porque o ser vive na atual fase o separatismo egoísta e não a organicidade unitária.

A biologia descobriu a lei da luta pela vida, mas não o seu significado nem o porquê de sua existência. Sabemos que a meta do ser dentro do Sistema é a concórdia na unidade, ao passo que sua meta dentro do Anti-Sistema é a discórdia na luta; que o homem está situado na estrada que vai do segundo ao primeiro, ainda imerso na lei divisionista no Anti-Sistema.

Percebe-se então, a necessidade fatal das guerras, inerente ao estado de involução em que ainda se acha a humanidade; desse estado, porém deverá fatalmente libertar-se e emergir com a evolução. A lei feroz da luta pela vida deve cessar um dia, e então o homem olhará o seu passado como o de uma fera, em cuja prepotência cega se desencadeiam as forças elementares da vida nas trevas da mais profunda inconsciência. Mostra-nos a visão que tudo isso vai terminar, fatalmente, e o porquê e o como, e quais serão as novas condições de vida.

Faz ver o contraste entre o involuído, que acredita ser tanto maior o seu valor quanto mais gente esmagar, e o evoluído, que acredita, ter tanto maior valor quanto mais abraçar o próximo, para colaborar.

Explica-se, assim, porque os instintos de agressão e destruição são tanto e mais fortes, quanto mais o ser é involuído. Quanto mais se aproxima do Anti-Sistema, tanto mais o indivíduo é levado a ver, em seu próximo, um rival inimigo e, portanto, ver na destruição deste uma conquista de espaço vital e, com isto, a alegria de viver.

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Origem da matéria

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Por que a parte espiritual de nossa personalidade deve viver num corpo material, que representa o polo oposto? Que significado tem isso?

Em nossa personalidade humana, físico-espiritual, situada ao longo do caminho evolutivo, ou seja, de regresso, reencontramos as três fases: matéria, energia e espírito, que são as percorridas pelo ser decaído, primeiramente na descida involutiva, e depois na ascensão evolutiva, nos dois períodos de ida e volta do ciclo completo, exposto na visão.

O espírito representa a parte mais evoluída, antecipando o futuro e cujo ponto final é o Sistema.

O corpo representa a parte mais involuída, recordando o passado (animalidade, subconsciente) e cujo ponto final é o Anti-Sistema.

Na composição do ser humano, encontramos os elementos que vão do mineral ao espírito, porque ele está percorrendo em subida a estrada da evolução, transformando um no outro.

Donde se originou a matéria constituinte do nosso universo?

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 Reencarnação e a Teoria da Queda

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Se fosse verdade, como alguns sustentam, que Deus houvesse criado os espíritos simples e ignorantes, para depois se tornarem completos e sábios com a própria evolução, donde teria surgido e que significado teria esse jogo de voltar atrás, da vida para a morte, a cada novo passo?

É necessário tornar bem claro: a evolução não tende apenas a subir, como deveria ocorrer numa criação que nasceu imperfeita e destinada a aperfeiçoar-se, mas tende, também, intermitentemente a retroceder.

Urge explicar essa técnica estranha de construção, mediante a qual a evolução constrói, para depois demolir reconstruindo mais alto; em seguida tornar a demolir para mais tarde reconstruir mais acima assim por diante. Que maneira estranha de avançar, retrocedendo a cada passo! O fato de uma primeira criação simples não o justifica de maneira nenhuma.

Os que admitem a reencarnação e negam a teoria da queda, não percebem como estão ligadas estreitamente as duas coisas, e que, negando a queda, negam o Anti-Sistema e tudo o mais que possa explicar a presença da morte e dessa alternativa vida-morte, chamada reencarnação.

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Vida e Morte: polos opostos do mesmo Fenômeno

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A evolução, ao permitir-nos o afastamento do Anti-Sistema, nos liberta da morte, porque nos leva ao Sistema onde esta não existe. Os fatos confirmam estas asserções, pois, quanto mais a vida é involuída, tanto mais rápida é a mudança vida-morte a que está sujeita.

Que significa isso?

No estado monocelular ou microbiano, a vida do indivíduo pode reduzir-se a poucos minutos. Ora, é lógico ser presença da morte tanto mais frequente, e a incerteza da vida tanto maior, quanto mais retrocedermos ao Anti-Sistema. Mas, a evolução nos conduz para a vida, com isto reforça as suas posições e, subindo, mais se torna longa e resistente.

A morte, qualidade do Anti-Sistema, está sempre pronta a ameaçar o instinto fundamental da vida. Esta, porém, que não quer morrer, é obrigada a defender-se e, para defender-se, é levada a desenvolver todas as qualidades necessárias a esse fim. É por isso que surgem e se aperfeiçoam os sentidos, para desempenhar a tarefa mais urgente, que é do ataque e defesa, exatamente como ocorre com as novas invenções científicas, empregadas em primeiro lugar para fins bélicos de ataque e defesa.

Dessa forma, o ser é impelido a evoluir, pelo terror da morte e pelo anseio de viver, ou seja, por sua instintiva repulsa ao Anti-Sistema e por sua atração ao Sistema. A sua primeira conquista dos poderes dos sentidos tende a completar-se, mais tarde, com a conquista dos poderes intelectuais.

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O Medo da Morte

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De onde deriva o medo natural que o ser tem da morte?

Ela é o símbolo, a lembrança e a prova da queda no Anti-Sistema.

Representa a negação da primeira qualidade do ser, isto é, existir.

A morte exprime um contínuo e repetido assalto do Anti-Sistema contra o Sistema, para destruí-lo. Reproduz o suicídio tentado pelo espírito, ao lançar-se no abismo da matéria. É o chamamento terrível do Anti-Sistema para a destruição, e a volta de seu impulso demolidor de tudo.

Quando a morte se aproxima, o ser sente-se tornar a cair no abismo do aniquilamento, em que já desmoronara, com a queda. Sente-se aterrorizado ao ver-se novamente preso no ciclo da queda, que torna a pegá-la a fim de arrastá-lo para baixo.

Isto prova que o ser conhece o Sistema, com o seu estado de plenitude de vida pelo qual sempre anseia, e conhece o Anti-Sistema, com o seu estado de negação da vida, no qual se precipitara com a queda. O seu maior instinto é agora afastar-se deste, para voltar ao Sistema.

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Significado da Morte e da Reencarnação

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Qual a causa determinante do fenômeno da morte e qual o significado do fenômeno conexo da reencarnação?

O fenômeno da morte faz parte de uma série de conceitos negativos, que por esta sua natureza negativa faz parte do Anti-Sistema, mesmo na presença de uma natureza positiva da parte do Sistema. Os dois pólos contrários, afirmação e negação, constituem um equilíbrio de opostos que se presumem e se condicionam mutuamente, só podendo existir em função um do outro.  Assim, em todas as coisas encontramos, ligados aos pares, os dois conceitos constituindo o mesmo princípio, antes em seu aspecto positivo, depois em seu aspecto negativo.

Deste modo, no caso agora em observação, a base e a origem do conceito estão no polo positivo, em forma de afirmação, significando vida;  sua parte oposta, ou seja a morte, só é concebível em função da vida, como uma corrupção desta por inversão. O primeiro representa a posição íntegra, situada no Sistema, o segundo a posição decaída, corrompida no Anti-Sistema.

Ora, no estado de perfeição do Sistema, tudo é vida e consciência e não há lugar para o conceito de morte e inconsciência. No estado de Sistema, o espírito permanece sempre presente em si mesmo, em plena luz de consciência. Aproximamos estes dois conceitos de vida e consciência porque, a substância da vida é constituída pela consciência do existir e a substância da morte pela perda dessa consciência.

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A Iluminação Espiritual

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O modo atual de conceber o nosso “eu” representa apenas a corrupção ou cisão do estado unitário original, cisão ocorrida no período de descida, pois agora, no período da subida, vemos a transformação evolutiva levar de um ponto a outro superior, executando um processo oposto, o da reunificação.

Com efeito, quantos estudaram ou experimentaram esse amadurecimento evolutivo, sabem ter sido constituído por uma dilatação do “eu”, transbordando de seus limites comuns para expandir-se em tudo o que, no plano comum humano, constitui o “não-eu”. Daí começa a surgir, no ser, uma consciência diferente, com novas sensações e concepções, uma psicologia sem limites, como uma consciência cósmica. Transforma-se, então, a vida, de uma luta contra tudo e todos, num amplexo universal, no qual se abraçam todas as criaturas irmãs. E tudo isso, unificado em redor do centro supremo: Deus.

Nesse estado de ânimo, encontrado nos místicos que realizaram a grande catarse espiritual, não há todas as qualidades próprias do sistema?

Chega-se a conceber então o próprio “eu”, em unidade como o todo e o todo em unidade com o próprio “eu”. A realização completa desse estado de consciência não vem justamente representar o estado final da evolução, com a integração do ser na unidade do sistema? Naqueles que subindo começam a aproximar-se, o universo não aparece mais separado do “eu”, exterior e intensivo, mas sim como consciência de si mesmo, como um todo permeado da presença vital de Deus, do pensamento e da inteligência de Sua Lei, como um ser vivo, dirigido por um “Eu” universal, dentro do qual existe o nosso “eu”, como um momento seu, de cuja consciência faz parte a nossa consciência.

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A Personalidade Humana

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Quais serão os novos estados de consciência que a evolução vai desenvolver na personalidade humana?

Se, o conhecimento passou com a queda, das mãos da criatura, antes consciente colaboradora da Lei, às mãos da Lei, a quem teve de obedecer cegamente, verifica-se com a evolução o processo oposto, ou seja, uma restituição do conhecimento das mãos da Lei às mãos da criatura que, voltando a ser colaboradora consciente, não é mais constrangida a obedecer cegamente, mas apenas por adesão livre e convicta.

Com a evolução ocorre, pois, na criatura, um processo de dilatação de consciência e conhecimento, implícito no desenvolvimento de todas as individuações da vida, também por sua vez, implícito de forma ampla na reunificação, pela lei das unidades coletivas, dos elementos que se separam no Anti-Sistema e agora voltam ao Sistema.

Com a evolução acontece, para a consciência da criatura, o que ocorre naquele processo de reunificação. Aparece, com a unificação em grupo, um princípio diretivo diferente, para o novo estado orgânico do ser, e dirigido por uma nova lei; como a cada maior unificação, se atinge um valor acima dos alcançados pelas unificações menores precedentes; com a evolução também aparece para a consciência da criatura uma nova lei, um princípio diretivo diferente, pelo novo modo orgânico de conceber (não mais analítico, mas sintético) e se atinge um poder maior de compreensão e de concepção.

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A Liberdade Conquistada

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O pensamento de Deus, que dirige tudo, é lógico e previdente. Não se pode deixar a livre escolha de dirigir-se, a quem caminha nas trevas, mas apenas a quem dá bastante garantia de possuir conhecimento para não cair e arruinar-se. Por isso, a liberdade chega à proporção que se desenvolvem paralelamente o conhecimento e a inteligência.

Assim o crescimento da inteligência assume função muito importante no desenvolvimento da evolução, pois representa a qualidade que torna sempre mais independente do determinismo dos planos inferiores, atribuindo cada vez mais ao indivíduo funções diretivas, até permitir-lhe como acontecerá ao homem futuro, tomar ele mesmo as rédeas do fenômeno da evolução e dirigir, assim, o desenvolvimento da vida em seu planeta.

Nos planos mais baixos, imersos no Anti-Sistema tudo é determinismo, tanto mais quanto mais descemos.

Na matéria, tudo é automático, calculável, previsível, porque nesse plano, em seu conjunto, não há liberdade. Mas tudo se passa diversamente, se subimos aos fenômenos da vida; e mais ainda se chegamos aos fenômenos da psique e do espírito, com os quais o ser se liberta cada vez mais do determinismo, tornando-se senhor autônomo de suas ações.

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Desenvolver a Inteligência

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Vimos que a evolução realiza uma série de transformações na natureza do ser, substituindo-lhe as qualidades do Anti-Sistema pelas do Sistema.

Qual a razão de a evolução desenvolver inteligência?

O que ocorreu, com a queda, à inteligência que dirigia o Sistema?

Ela continua a dirigir o Anti-Sistema, para salvar para a criatura, pois a queda significa destruição da luz da compreensão, ficando nas trevas da ignorância.

Então, quanto às qualidades cognoscitivas e diretivas, dominantes no Sistema, deve ter ocorrido o mesmo que acontecera, com a queda, às outras qualidades.

A queda não representou uma destruição das distintas individuações, mas a destruição do seu estado orgânico de Sistema, reduzindo-a ao estado desorganizado de Anti-Sistema, assim, a inteligência representada pelas qualidades cognoscitivas e diretivas não foi destruída, mas permaneceu apenas na mente que regia o Sistema e o Anti-Sistema, ou seja, em Deus e em Sua Lei, enquanto escapava das mãos da criatura, por ter caído nas profundas trevas da ignorância.

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