Bem-Aventuranças

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“Que importa se ganhei ou perdi, se estou bem ou mal, se sou rico ou pobre, amado ou amaldiçoado; se Tu estás aqui, Se­nhor, e eu não me encontro mais sozinho, e Tu estás ao meu lado e me animas?”

Que importa a riqueza ou a miséria exterior, se dentro de mim canta a magnificência do universo?

Que importa se nada mais possuo, se sou desprezado e ignoro meu amanhã, se atingi a fonte das coisas eternas?

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Confissão

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Ubaldi vai mais fundo e busca nele mesmo a causa de sua própria dor, e num daqueles mergulhos interiores, sente-se culpado e único responsável por tudo que aconteceu, isentando todos os demais personagens do drama, assume o peso da responsabilidade e se confessa diante de Cristo:

Pequei, Senhor Mea culpa, mea culpa.

Outrora, sorriam em mim, com o Teu sorriso, o céu e a Terra.

Agora, tudo se me afigura tétrico, melancólico e deserto;

Perdi toda luz e toda ressonância em minha desolação..

Sou desprezível.

Sei que Te traí e Te reneguei.

Agora, já não tenho nada para ofertar-Te, a não ser mi­nha culpa.

Pronto estava o espírito para seguir-Te e ascender contigo.

Mas a carne recalcitrante quis volver ao lodo.

Ela me acorrentou em baixo é me venceu.

Não tive forças para arrastá-la.

Sobre o coração experimento o peso imenso do remorso de quem traiu seu doce amigo.

Ofendo-Te e Tu me acaricias;

Insulto-Te e Tu me per­doas;

Abandono-Te e volves a buscar-me.

Toma-me a alma, torna-me a vida.

Ela Te pertence até o último respiro.

Livro: Grande Mensagens

 http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/GrandesMensagens.pdf

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Mensagem aos Homens de Boa Vontade

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No XIX Centenário da Morte de Cristo

Do alto da Cruz vos contemplo, homens de boa vontade, de todas as raças e crenças. Estas vos dividem; a minha palavra vos unifica.

Não falo somente aos Cristãos, porém a todos os meus filhos, que são os justos da Terra, qualquer que seja sua raça ou fé. Falo a todos, não considerando vossas diferenciações humanas. Minha palavra é universal como a luz do sol. A Divindade não se pode isolar numa igreja particular. Eu vos digo o que é verdadeiro e justo, e o que vos falo perdura a quem quer que seja dito. A mentira que me desfigura passa: eu permaneço. Não importa que a bondade seja explorada pelos maldosos; o Bem acaba triunfando. Eu amo a todos.

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Mensagem da Nova Era

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Pietro Ubaldi (Natal de 1953)

No silêncio da noite santa, como te falei pela primeira vez para iniciar a obra, volto a falar-te agora, após tantos anos. Retorno em meu ritmo decenal, iniciado na Páscoa de 1933 com a “Mensagem aos Homens de Boa Vontade” e a “Mensagem aos Cristãos” e prosseguindo na Páscoa de 1943 com a Mensagem da Paz.

Desta vez, dez anos depois, neste 1953, volto a falar-vos, porém no Natal, porque este é dia de nascimento e esta é a Mensagem nova: no Natal, como aconteceu em 1931, porque, após todas as outras Mensagens pascais, esta é a que conclui a série.

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Mensagem da Paz

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Escrita na Noite de Quinta-feira Santa, no Monte de Santo Sepulcro, diante de Verna (Páscoa de 1943 )

Minha última mensagem, pela Páscoa de 1933, XIX Centenário da morte de Cristo, dirigida, em dois momentos aos Cristãos e aos homens de boa vontade, foi minha derradeira palavra naquele ciclo de preparação e esperança.

Já se encontram amadurecidos muitos acontecimentos ali preanunciados.

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Mensagem aos Cristãos

No XIX Centenário da Morte de Cristo

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Ó Cristãos do mundo inteiro, que tendes feito, em dezenove séculos de trabalho, pela realização, na Terra, do Reino dos Céus?

Ao lado da criação de uma civilização, da direção milenária dada ao pensamento humano, de obras colossais da arte, de uma multidão de mártires, gênios e santos, ao lado de todo bem que o Cristianismo tem trazido por força da divina centelha que o anima, quanto mal proveniente da fraqueza humana em cujo meio tem operado! Quanta resistência tendes oposto a esse divino impulso que anseia por elevar-nos! Quanta tenacidade vossa para permanecerdes substancialmente pagãos! Quantas tempestades não tem o homem desencadeado, com suas paixões, em torno da nave da Igreja de Roma!

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Mensagem do Perdão

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(2 de agosto de 1932, dia do “Perdão da Porciúncula” de São Francisco)

Filho meu, minha voz não despreza tuas pequeninas coisas de cada dia, mas delas se eleva para as grandes coisas de todos os tempos.

Ama o trabalho, inclusive o trabalho material. Coisa elevada e santa, o trabalho, presentemente, foi transformado em febre. De que não se tem abusado entre vós? Que coisa ainda não foi desvirtuada pelo homem? Em tudo vos excedeis e, por isso, ignorais o labor equilibrado, que tão elevado conteúdo moral encerra: se busca o necessário ao corpo, ao mesmo tempo contenta o espírito. E, no entanto, transformastes esse dom divino, com o qual poderíeis plasmar o mundo à vossa imagem, em tormento insaciável de posse. Substituístes a beleza do ato criador, completo em si mesmo, pela cobiça que nunca descansa. Quantos esforços empregados para envenenar-vos a vida!

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Mensagem da Ressurreição (Pascoa 1932)

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De além do tempo e do espaço chega minha voz. É uma voz universal que fala ao mundo inteiro e verdadeira permanece através dos tempos. A verdade não pode sofrer mudanças se olhada por esta ou aquela nação, se observada por uma raça ou outra, porque a alma humana é sempre a mesma em toda parte, se examinada em sua profundeza.

Venho a vós, na Páscoa, acima de tudo para iluminar e confortar, pois vos achais imersos numa vaga de dores. Crise a denominais e a imaginais crise econômica. Eu, porém, vos digo que se trata de uma crise universal, crise de todos os vossos valores morais, de todas as vossas grandezas. É o desmoronar-se de todo um mundo milenário. Digo-vos que a crise se encontra sobretudo em vossas almas: crise de fé, de orientação, de esperanças. É o vertiginoso momento de grandes mutações.

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Mensagem de Natal (1931)

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No silêncio da Noite Santa, escuta-me. Põe de lado todo o saber e tuas recordações; põe-te de parte e esquece tudo. Abandona-te à minha voz; inerte, vazio, no nada; no mais completo silêncio do espaço e do tempo. Neste vazio, ouve minha voz que te diz – ergue-te e fala: Sou eu.

Exulta pela minha presença: grande bem ela é para ti; grande prêmio que duramente mereceste. É aquele sinal que tanto invocaste deste mundo maior em que vivo e em que tu creste. Não perguntes meu nome; não procures individuar-me. Não poderias; ninguém o poderia. Não tentes uma inútil hipótese. Sabes que sou sempre o mesmo.

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Grandes Mensagens

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Aqui, vamos encontrar as sete Mensagens de “Sua Voz”, inspiradas a Pietro Ubaldi, em datas e lugares diferentes.

A pri­meira: “Mensagem do Natal,  psicografada no Natal de 1931, na Torre da Tenuta Santo Antônio, em Colle Umberto (Perúgia);

A segunda: “Mensagem da Ressurreição”, ditada na Páscoa de 1932, no quarto humilde de uma pensão onde morava, diante da Igreja São Pedro (o Apóstolo), em Módica (Sicília);

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