Nenhuma Ovelha se Perderá

CAPA-CIENCIA-E-REDENCAO

A salvação será efetivamente infalível para todos. Será que Deus não respeitará a vontade do filho rebelde que não queira jamais retornar a Seu aprisco?

Os herdeiros da evolução que não se transformarem em homens novos, santificados pelos princípios evangélicos, não poderão seguir reencarnando em nossa humanidade. Continuarão recebendo da Lei novas oportunidades para se refazerem e voltar também ao Redil divino.

Podemos deduzir que os mecanismos divinos de salvação são infalíveis. Utilizando-se da dor, da nostalgia pelos bens perdidos e do anseio pela perfeição, sentimentos que impregnam toda criatura caída, a Lei reconduzirá todos ao seio do Absoluto. Fugindo do inferno da matéria e suas inevitáveis dores, movido pelo natural instinto de felicidade, o ser não tem outro caminho senão ascender aos planos superiores do espírito. Desse modo acreditamos que todos se salvarão. E temos a garantia da infalível Lei de evolução de que nosso universo físico será completamente extinto, não restando aqui um átomo sequer. (…) Por isso o Cristo garantiu-nos a certeza da salvação para todo o rebanho humano, ao afirmar que ovelha alguma das que o Pai Lhe confiou se perderá.

Ao retomar o conceito de salvação em seu mais elevado significado, em conformidade à queda do espírito, chega-se à perfeita fusão de suas duas conceituações até então conhecidas, a cristã tradicional e a espírita moderna, conferindo-lhes inteira validade. Está certa a salvação consciente, que exige nosso esforço de renovação, apregoada pela doutrina de Kardec; e corretíssima a salvação gratuita, aquela que se opera na intimidade de nosso ser, sob o beneplácito da orientação divina, conforme indicado nos Textos bíblicos.

A primeira traduz nosso necessário empenho no bem e na realização de boas obras; a segunda aguarda nossa total confiança no auxílio e na misericórdia de nosso Pai. O antagonismo entre o fundamentalismo cristão e a razão espírita desfaz-se ante a luz dessa nova concepção. As duas acham-se fixadas em verdades complementares. Agora, não obstante, podem dar-se as mãos na grande obra de redenção da humanidade.

O cristão tradicional, iluminado pelo fideísmo sentimentalista, e o espírita lúcido, abrilhantado pela fé raciocinada, tornam-se justificados pelas posições particulares que defendem. Com essa síntese, podem agora solver suas inúteis contendas religiosas, deixando de antepor-se como fanais da verdade, a combater opiniões aparentemente antagônicas. Felizes e apaziguados, que se eximam dos improfícuos atritos a que se habituaram na arena humana, pois suas crenças são nitidamente complementares, nada mais que diferentes ângulos de visão de uma mesma realidade.

Não se pode negar o imenso valor desses postulados que sanam nossas naturais divergências quando mergulhados na carne. Nada melhor que somar verdades para construir uma síntese que a todos albergue. Conciliamos assim preceitos parciais que adotamos por sagrados, e nada destruímos.

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