Linhas do Erro, da Dor e da Obediência

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Qual é mais exatamente o significado contido nestas linhas?

A linha do erro expressa a nossa direção errada na procura da satisfação de um desejo fundamentalmente legítimo, para atingir a felicidade, porque a isso fomos criados. O caminho certo para ela é o da Lei, que vai direto para o S. Todos os outros caminhos são errados. É lógico porem que, como está expresso na figura, quanto mais é oblíqua a linha do erro, e com isso é menor o afastamento longe da linha da Lei, tanto menor tenha de ser o cumprimento da linha da dor, que e a de revolta à Lei e corretora do erro.

Mas o fenômeno não se esgota só com estas duas linhas, a do erro e a da dor. Se a primeira expressa a procura da felicidade em sentido errado, e a segunda a correção de tal erro pela penitência da dor, as duas linhas que, no 2º e 3º caso, aparecem em sentido vertical, não são escapatórias longe do caminho carreto da linha da Lei, mas constituem um deslocamento vertical que se dirige, no 2º caso, o da obediência, direto para o S, e no 3o. caso, o da revolta, direto para o AS.

Nestes dois casos não se realiza só uma fuga longe do caminho da Lei, como na linha do erro, mas também um caminho direto ao longo da linha da Lei, seja para Deus, seja contra Deus para o Anti-Deus. Nestes dois casos, pelo fato de que o ser trabalha não se afastando da linha da Lei, mas ficando dentro dela, percorrendo um trecho seu, se repete o motivo fundamental da primeira revolta e queda para o AS, se o ser vai em descida, e o motivo da obediência e salvação para o S, se ele vai em subida.

Podemos agora compreender como se desenvolve o fenômeno. No 2º caso a linha do erro não se resolve só em puro valor negativo de erro mas, pelo fato de que é dirigida para o alto, resulta corrigida pelo valor da linha da obediência, que com a sua positividade neutraliza a negatividade da linha do erro, resolvendo caso com uma linha de dor, proporcionalmente menor.

No 3º caso, pelo contrário, a linha do erro não somente fica com o seu valor negativo de erro, não corrigido pelo valor de alguma linha positiva de obediência mas, pelo fato de que é dirigida para baixo, resulta aumentada, porque soma a sua negatividade com a da linha da revolta, resolvendo o caso com uma dor proporcionalmente maior, porque funciona duas vezes, uma para corrigir o afastamento do erro, voltando à linha da Lei; e outra para corrigir a revolta percorrendo em subida o caminho percorrido em descida, involuindo.

Para neutralizar a negatividade de duas linhas em descida, seria necessária a presença de um correspondente caminho no positivo, isto é, de uma linha da dor maior, tal que neutraliza-se a linha do erro mais a linha da revolta. É lógico: o que pode levar os valores negativos destruidores para o seu endireitamento corretor que os neutralize, não pode ser senão um correspondente peso de valores positivos que atuem no sentido da reconstrução.

Temos então neste 3º caso uma linha corretora dupla. Ela se realiza em dois momentos; 1) A linha do erro ( – ) resulta corrigida pela linha da dor ( + ), que se desenvolve em sentido horizontal. 2) O que, pela inclinação da linha do erro, foi uma descida, e com isso se tornou também linha de revolta, para ser corrigido, tem de ser percorrido de novo às avessas em subida, como linha da obediência, fato que, como veremos, representa um valor diferente.

É necessário compreender que o impulso gerador da linha revolta não é da mesma natureza que o da linha do erro. Esta, como há pouco mencionamos, deriva de um desejo de felicidade, que por si mesmo não constitui impulso errado, porque pertence ao ser como seu direito fundamental, que ele possuía em seu estado de origem como cidadão do S. Como tal, esse impulso pertence à positividade. O que o torna errado é a sua direção de afastamento da linha da Lei, e o leva à negatividade, na medida em que se realiza afastamento.

Por outro lado, o princípio psicológico básico da linha da revolta é o egocentrismo separatista contra Deus, para substituir-se, a Ele. Aqui, pelo contrário, se trata de um impulso fundamentalmente errado, toda negatividade, porque dirigido somente como emborcamento do S no AS, para a derrota de Deus e a vitória do Anti-Deus. Neste caso não se trata de erro, mas de revolta. O pecado não é um dos pecados comuns de nossa vida, mas é o maior, o da rebeldia que gerou a queda; não e pecado que a criatura cometa contra si mesma, mas sim contra Deus. Se a linha do erro representa o princípio do afastamento, a linha da revolta expressa o princípio do emborcamento total.

Este e o pecado de Lúcifer, pecado de orgulho que tenta agredir a Deus para destrui-Lo. Não se trata da comum fraqueza humana, caminho errado na busca do gozo, mas de uma revolta consciente, feita de propósito, para atingir a sua finalidade subversiva.

Seja em subida com a linha da obediência (2º caso), seja em descida com a linha da revolta (3º caso), se trata sempre de fundamentais deslocamentos evolutivos ou involutivos, cujo resultado e ou uma construção e adiantamento para o nosso bem, ou uma destruição e retrocesso, que depois e necessário pagar com um novo trabalho de construção e recuperação.

Neste caso ao erro se junta a culpa da revolta. Isto se verifica quando se faz o mal de propósito, com conhecimento e vontade de fazer o mal.

No 2º caso, em subida, há somente erro, sem vontade de revolta, mas pelo contrario, com desejo de obediência que contrabalança a descida do erro, porque leva para o alto ao invés de levar para baixo. Esta boa vontade de seguir a Lei, embora errando, significa introduzir no fenômeno uma dada percentagem de positividade apta a neutralizar a negatividade do erro; enquanto no 3º caso a má vontade de revolta contra a Lei significa introduzir no fenômeno ainda mais elementos de negatividade, que se somam aos negativos do erro.

O ser é responsável também pelo erro sem vontade de revolta, porque ele é devido à sua ignorância, que é consequência da queda, que foi o fruto da sua vontade de revolta.

É justo então que também esse erro o ser tenha que resgatar à sua custa pela dor.

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Livro: Queda e Salvação

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/QuedaeSalvacao.pdf

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