Deslocamentos Oblíquos do Ser

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Estudaremos assim em vários dos seus aspectos esse fenômeno da tentativa do ser em busca de escapatórias laterais ao impulso corretor da Lei, para realizar a sua vontade de revolta sem ter de chocar-se com a reação da dor.

Observemos agora o caso em que a linha do erro não se afasta em sentido horizontal, perpendicular à linha da Lei, mas em direção oblíqua. Temos que considerar primeiro a linha do erro, que expressa o impulso gerador do fenômeno, fato que estabelece a forma do seu desenvolvimento, a medida da linha da dor e sua consequência.

A linha do erro pode então ser oblíqua em duas direções:

1) dirigindo-se para o alto, isto é, para o S;

2) dirigindo-se para baixo, isto é, para o AS.

Como poderemos então calcular qual será a correspondente linha da dor que leva o ser à linha da Lei?

Aqui a direção oblíqua introduz no fenômeno novos elementos, já que ela implica um deslocamento não somente lateral, de afastamento da linha da lei, como no primeiro caso, mas também um deslocamento que se repercute ao longo daquela linha, em sentido vertical, seja de subida ou de descida. Assim se a posição oblíqua for dirigida para o alto da figura, então a linha do erro terá percorrido também um trecho da linha da Lei em sentido evolutivo, para o S; e se a posição oblíqua for dirigida para baixo, então a linha do erro terá percorrido também um trecho da linha da Lei em sentido involutivo, para o AS.

Nestes dois casos, que chamaremos o 2º e o 3º caso, tendo em vista o primeiro,  horizontal, já estudado, o desvio adquire e representa valores diferentes, porque não se trata mais, como no 1º caso, só de um afastamento da linha da Lei, enquanto tudo permanece sempre à mesma altura na escala da evolução, isto é, à mesma distância e na mesma posição a respeito do S como do AS. Nestes dois casos, pelo contrário, o deslocamento da linha do erro, sendo oblíqua, gera também correspondentes deslocamentos na posição ao longo da linha da Lei.

Mais exatamente, no 2º caso (oblíquo em subida) verifica-se um deslocamento de aproximação para o S, com todas as respectivas vantagens como consequência evolutiva; e no 3º caso (oblíquo em descida) verifica-se um deslocamento para o AS, com todas as respectivas perdas como consequência involutiva. No desenvolvimento do processo do endireitamento corretor, para chegar a conhecer quais são os seus resultados finais, é necessário então levar em conta e calcular o valor de todos esses movimentos, que vemos expressos pelo comprimento das linhas que observarmos na figura.

Aqui a linha da volta ou da dor não é constituída somente pela contrapartida igual à linha do erro, mas por um caminho mais longo e complexo, no qual aparecem outros elementos, cujo valor é necessário definir. Enfrentemos então o problema mais de perto, observando as suas diferentes posições em nossa figura. Ela nos apresenta três modelos ou casos fundamentais.

1º) O primeiro caso e o do afastamento horizontal, de que já falamos. Ele está expresso pelo percurso NN1N, isto é, pelo comprimento da linha verde do erro e da linha vermelha da dor.

A primeira linha nos expressa a medida do afastamento para fora da linha da Lei, ou caminho percorrido em sentido negativo na ida, o que é igual à segunda linha que nos expressa a medida do trabalho de nova aproximação à linha da Lei, ou caminho a percorrer em sentido positivo de volta.

A fórmula deste 1º caso é :  NN1 ( – ) = N1N ( + )

2º) O segundo caso é o do afastamento oblíquo em subida. Aqui o problema se torna mais complexo, porque podemos encontrar muitas posições e relações diferentes entre as duas linhas, a do erro ( – ) e a da dor ( + ), a segunda encarregada de neutralizar a primeira. Para simplificar escolhemos, como na figura, só duas posições principais, representando todas as outras possíveis apenas variações destas. Cada posição pode ser expressa pela sua fórmula.

  1. a) Posição a, do 2º caso. Esta posição do afastamento oblíquo em subida resulta do percurso NN2N3. Pelo fato de que a linha do erro é em subida, o caminho reconstrutor pela dor acaba no ponto final N3, e não no ponto de partida N, como no 1º caso. Assim neste caso o deslocamento lateral do erro implica também na trajeto NN3, percorrido em subida, em sentido positivo evolutivo, ao longo dia linha da Lei, em favor do ser. (Representa uma vantagem para ele tudo o que o leva para o S).
  2. b) Posição b, do 2º caso. Esta posição resulta do percurso NN4N5, e é semelhante à precedente. A diferença é só esta: que o afastamento é ainda mais oblíquo em subida, com a consequência que assim se intensificam, acentuadas com maior evidência, as qualidades do caso precedente ou posição A. Pelo fato de que alinha do erro é ainda mais em subida, o caminho reconstrutor pela dor acaba não na ponto final N3, mas no ponto N5. Assim neste caso o deslocamento lateral do erro implica também no trajeto NN5, percorrido em subida, em sentido positivo evolutivo, ao longo da linha da Lei, maior que o precedente, em favor do ser.

3º) O terceiro caso é o do afastamento oblíquo em descida. Aqui nos encontramos nos antípodas do 2º caso, precedente. O mesmo processo se repete, mas às avessas, em forma emborcada, gerando por isso valores opostos. Aqui também, como acima, para simplificar escolhemos só duas posições principais, deixando as outras possíveis posições intermediárias. Aqui também cada posição pode ser expressa pela sua fórmula, como veremos.

  1. a) Posição a, do 3º caso. Esta posição do afastamento oblíquo em descida, resulta do percurso NN6N7. Pelo fato de que a linha do erro desta vez e era descida, o caminho reconstrutor pela dor acaba no ponto final N7, e não no ponto de partida N. Assim neste caso o deslocamento lateral do erro implica também no trajeto NN7 percorrido em descida, em sentido negativo involutivo, ao longo da linha da Lei, em prejuízo do ser. (Representa um da- no para ele tudo o que o leva para o AS).
  2. b) Posição b, do 3º caso. Esta posição resulta do percurso NN8N9, e é semelhante à precedente. A diferença é só esta: que o afastamento é ainda mais oblíquo em descida, com a consequência que assim se intensificam, acentuadas com maior evidência, as qualidades do caso precedente ou posição Pelo fato de que a linha do erro é ainda mais em descida, o caminho reconstrutor pela dor acaba não no ponto final N7, mas no ponto N9. Assim neste caso o deslocamento lateral do erro implica também no trajeto NN9, percorrido em descida, em sentido negativo involutivo, ao longo da linha da Lei, maior que o precedente, em prejuízo do ser.

Eis o esquema geral dos três casos e suas posições.

Livro: Queda e Salvação

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/QuedaeSalvacao.pdf

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