Identidade entre Espírito e Matéria

CAPA-CIENCIA-E-REDENCAO

Espírito e matéria passaram então a ser vistos como substratos de naturezas diversas e não elementos de mesmíssima origem e constituição. Eis então assoalhadas as razões do dualismo fenomênico em que as grandes religiões monoteístas, muitas consideradas modernas, ainda se demoram. O monismo substancial que estamos aprendendo, que considera  espírito e matéria como produtos idênticos, vem agora em socorro aos nossos equívocos. Não temos mais dúvidas de que a matéria é o hálito do espírito, e não um elemento inerte do qual se serve apenas para evoluir.

Se não houvesse a perfeita identidade substancial entre ambos, eles não poderiam abraçar-se da forma tão exitosa como o fazem. E estamos evoluindo agora, na verdade, não exatamente para nos libertar da matéria, mas sim transubstanciá-la em sua manifestação original, a pura emanação divina, cuja expressão ainda desconhecemos.

Por que o espírito deixa para trás seus resíduos físicos, como se tivessem existência independente deles, por isso que nos confunde e nos leva a apartar a matéria do espírito…

A observação superficial da natureza por vezes nos confunde. Lembremo-nos sempre de que a matéria inexiste por si só, e se a alma se desprende do corpo inerte de carne, ao desencarnar, isso não pressupõe que as unidades espirituais subalternas que o mantinham deixem de fazê-lo.

Recordemo-nos do conceito de coletivizações hierarquizadas e entenderemos o fenômeno. Somos um cosmo em miniatura, feitos de incontáveis unidades menores, a serviço de nossa unidade maior, escalonadas dos níveis mínimos ao máximo, que é nossa consciência superior. Ao devolver nossa veste grosseira à natureza, sua organização maior termina por desagregar-se por falta do governo central; sua contraparte densa, no entanto, permanece como produto de entidades inferiores, as quais apenas a fazem retornar a seu estado bruto, o “pó”, representando as bases minerais que nos sustentam, desde o nível intra-atômico. Eis exatamente por que o corpo físico não se desfaz inteiramente em energias livres quando a alma o abandona.

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