Formação do Mundo Espiritual

CAPA-CIENCIA-E-REDENCAO

Se o mundo espiritual formou-se simultaneamente ao nascimento da vida orgânica, a dimensão espiritual existia antes disso?

Claro que existia, apenas não era habitado por seres da Terra. Desde que o planeta desprendeu-se da massa solar, ele irradia ao derredor seu campo espiritual, qual se lhe fora aura natural. Unicamente espíritos superiores, todavia, nessa primitiva etapa, percorriam essas paragens, auxiliando no preparo da biogênese terrena. Assim que as condições geofísicas tornaram-se propícias, os raios globulares, partindo desse campo de energias sutis, como vimos, criaram os primeiros seres vivos no plano denso.

Estes, naturalmente, logo passaram a desencarnar em massa, preenchendo assim as esferas espirituais em suas camadas mais adensadas. Entrementes, o pensamento contínuo inexistia nessas primevas criaturas, de forma que elas não podiam ainda expressar nenhuma atividade orgânica após o desenlace físico. Permaneciam elas no mundo espiritual em estado de latência, aguardando pronto e novo retorno à carne.

Somente com a conquista da razão, no reino humano, é que o espírito pôde manter a integridade consciencial necessária para o sustento da organização perispirítica, após o desenlace. Esse momento demarca a sobrevivência incondicional da alma depois do túmulo. A partir daí é que os homens desencarnados passaram a preencher de intensa atividade as zonas espirituais do planeta. A rica civilização que hoje ocupa o mundo dos Espíritos desenvolveu-se, desse modo, como uma extensão das sociedades terrenas, e somente muito mais tarde é que, avançando a passos mais ágeis, passou a dominar a vida humana na crosta planetária.

Foi a persistência do pensamento contínuo depois da morte que permitiu a plenitude da vida espiritual no chamado mundo dos mortos. Paulatinamente as paisagens do além passaram a refletir, pela maior plasticidade de sua matéria constitutiva, as emanações psíquicas dominantes de seus amontoados humanos, contorcendo-se ante suas baixas condições morais. Desse modo, as paragens avernais, sombrias e hostis, surgiram primeiro em consonância aos baixos anseios do homem barbarizado e guerreiro do início.

Os planos iluminados apareceram somente mais tarde, quando a bondade passou a irradiar-se de forma preponderante no pequeno contingente de almas que a conquistou, rompendo a barreira inicial do egoísmo dominante. E entenderemos também que apenas a partir da fixação da vida humana após a morte é que alguns animais, como aqueles que observamos em nosso plano, encontraram condições para aqui se expressar. Fato impossível, como sabemos, não fosse o sustento proporcionado pela irradiação da aura conjunta dos espíritos que aqui vivem.

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