Criação Única no Absoluto

CAPA-CIENCIA-E-REDENCAO

Nestes estudos compreendemos que a Criação original foi única. No entanto, custa-nos entender, ante a prodigalidade da vida universal, que Deus não continua criando em nossa realidade.

Com efeito, ao analisarmos o sucessivo escalonamento dos seres com nossa estreita visão racional, presa nas ilusões da forma, somos levados a acreditar que Deus segue criando permanentemente no palco do espaço-tempo, o que não pode corresponder à realidade.

Deus, que é uma potência pertinente unicamente ao Absoluto, não poderia criar no Relativo. Sua criação seria instável, jamais perfeita. Aqui nada se cria, como nada se destrói, tudo apenas se transforma, como nos diz a famosa assertiva de Lavoisier. Então este plano em que agora vivemos não é o mundo das origens, não é o berço do ser.

Sendo o espírito uma edificação eterna, ele somente pode ter sido criado no seio da Eternidade. Logo, a única origem possível para o espírito, como fruto genuíno de Deus, é o Absoluto. Sem compreender esse postulado essencial e axiomático, e ao observar que, em nossa realidade, há seres acima e abaixo de nossa posição evolutiva, julgávamos que Deus estaria criando espíritos na sequência cronológica, ou seja, uns antes e outros depois, por toda a ilimitada extensão do tempo. E assim acreditávamos que aqueles que seguem na nossa dianteira foram criados antes de nós; e os que estão na retaguarda de nossos passos, nasceram depois de nós.

A Criação realmente divina e original está muito além de nossos acanhados referenciais, deu-se fora do tempo, onde não há primeiros e últimos, onde tudo ocorre em um presente eterno, sem passado e sem futuro. Uma vez ocorrida a queda é que assistiremos a esse avanço escalonado dos seres, em diferentes velocidades evolucionais, o que caracteriza a criação progressiva. Logo, ao nosso derredor, estamos vendo nada mais que a gênese secundária que se seguiu à queda. E não podemos mais, com os acanhados veículos da razão, conceber o que foi ou é a primeira Criação.

Nossa equivocada pretensão de fazer-nos ponto de referência da Criação divina leva-nos a julgar que Deus cria na dimensão em que vivemos.

Somente no Relativo encontraremos a chamada criação progressiva, como uma escalada de seres estendida no tempo, rumo ao Absoluto. Aí sim, nessa esteira de ascensão, vemos que uns vão à frente, outros aparentemente se detêm, enquanto muitos seguem a passos lentos a meio do caminho. E já sabemos que essas diferentes velocidades evolutivas se devem aos distintos potenciais em que se deu a primeira queda. No entanto, permanece a dúvida quanto à origem dessa queda diferente para cada um. Custa-nos compreender a justiça desse processo, pois não nos deixa de intrigar a imensa distância evolutiva que separa os últimos dos primeiros.

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s