Impulsores Extrínsecos

CAPA-CIENCIA-E-REDENCAO

Muitos outros impulsores intrínsecos integram a fantástica mecânica evolucional, estabelecida pelo Criador, a fim de reconduzir com êxito todo o universo desmoronado à sua perfeição original. Apresentar-lhes-emos outros deles, irmãos, ao alcance de nossa observação, mais adiante.

Como a inteligência divina tem pressa em resgatar-nos para a grandeza de origem, ela se serve também dos poderosos aceleradores que chamamos extrínsecos, e que igualmente nos apressam a viagem evolutiva.

Cuidemos agora de considerar os mais primitivos e importantes deles, igualmente indispensáveis à alçada progressiva do espírito.

O primeiro refere-se às condições precárias que o báratro físico impõe ao espírito, fazendo-o afugentar-se dele o mais depressa que pode, a despeito de nele demorar-se por incontáveis milênios. As vicissitudes e exigências da vida orgânica, a enfermidade, a degeneração corporal e a morte rondam permanentemente a felicidade do ser caído no universo desmoronado, suscitando-lhe empreender a mais rápida possível fuga aos planos superiores da Criação. Dentre esses excitantes extrínsecos, destacamos a dor evolutiva, a luta e a seleção natural como os mais importantes a impeli-lo na grande aventura do crescimento.

 

Dor-Evolução

A dor evolutiva, cuja presença na mecânica do progresso não pode ser explicada senão pela queda, torna-se indispensável para retirar o ser do sossego, que gostaria de encontrar nas plagas relativistas. Atiçando-o, qual ferrão ou espora, ela excita-nos à permanente caminhada pela longa vereda do progresso. As agruras próprias da natureza, como frio ou calor, intempéries e hecatombes, produzindo ameaças e desconfortos; a escassez de alimentos que impõe a agonia da fome; as enfermidades naturais e as lacerações da carne que levam à degradação, à fraqueza orgânica e, enfim, à morte, funcionam como dores evolutivas, excitantes do devenir, uma vez que o espírito sente nos recessos de seu ser que não nasceu para sofrê-las. A imposição desses naturais óbices terminará por estimulá-lo ao desenvolvimento da inteligência para que convenientemente delas proteja-se e afaste-se.

Enquanto o espírito adormecia sob a couraça da matéria bruta, vestido de insensibilidade e inconsciência, estava isento das dores da carne. Assim que ingressa, no entanto, no reino biológico, a evolução o excita a construir delicados apêndices nervosos, que o habilitam à captação de impulsos do meio ambiente, tornando-o, portanto, altamente sensível. Com o nascimento da sensibilidade, necessária ao soerguimento da consciência, os seres em evolução ingressam inevitavelmente na escola da dor. E com a dor experimentarão agora inigualável avanço, desenvolvendo mais rapidamente agilidades e destrezas. Desse modo serão levados a aprender novas e extraordinárias habilidades no grande laboratório da vida animal superior, a despeito de adestrarem-se de igual forma na percepção dos próprios sofrimentos, impostos pela existência. E assim, a dor se deixa estampar ativa e irreprimível nos painéis sensíveis do caminhante do devenir.

O estudioso do espírito, que ainda ignora a grande queda, julga que as tremendas injunções a que os seres vivos se sujeitam na carne nada mais seriam que estimulantes do progresso, ainda que muitos antevejam no fato uma grande injustiça do Criador, por expor seres ainda inocentes aos vultosos embates e sofrimentos que a vida inferior representa. Hoje, no entanto, cientes de que os personagens da liça física são almas degradadas pela revolta, entendemos que seus sofrimentos evolucionais lhes são não só necessários ao avanço, mas justos e meritórios, por coibir os desmandos inatos que portam nos arcanos da consciência eterna.

Com a dor o espírito crescerá desmedidamente, tornando-se um dos mais importantes propulsores da evolução, sobretudo no reino humano, como veremos na sequência de nossos estudos. Além dos fenômenos degenerativos do envelhecimento, em ação natural nos organismos vivos, nascerá no homem, mais tarde, a dor expiatória e sua enorme gama de possibilidade de sofrimentos, como novos propulsores evolutivos, a acelerar a caminhada da alma na rota dos milênios. Assim, fomentado pela dor, a alma conhecerá a Lei de Deus e aprenderá a segui-la, conquistando mais rapidamente os estratos superiores da angelitude.

 

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