Filho da Luta

CAPA-CIENCIA-E-REDENCAO

Irmão, deixa teu nicho de sombras, onde lamentas o passado de dores que viveste. O sol da esperança  tornará a raiar anunciando o Reino de Deus nas estradas do porvir.

Ergue-te e caminha. Não podes deter-te.

Deixaste a Casa do Pai, onde te plenificavam as virtudes que o Senhor por bondade doou-te.

Malbaratando-as, tornaste-te um poço de incontidos desejos, pois anseias ardorosamente por reconquistar os bens perdidos, dos quais te sentes genuíno herdeiro.

No desterro do exílio, fizeste-te um peregrino da vida e não encontras repouso. Sois feito para caminhar.

Estacionar no ócio ou na apatia é para ti a própria morte.

Estafaste tuas forças na grande batalha da vida e na conquista de habilidades que já não mais te servem à caminhada evolutiva. Com a alma em penúria, e os alforjes da consciência vazios de divícias eternas, lamentas agora tanto esforço na aquisição de valores efêmeros. Enfim, amontoando desilusões, compreendes então que todo atributo erigido em bases ególatras, nas areias do Relativismo, não pode resistir à onda do tempo, que tudo desfaz em seu inesgotável pulsar.

Urge, irmão, corrigires os desvios do desejo. Não te demores no prélio em defesa dos interesses do ego inferior. Abandona as armas da perfídia e atira-te na conquista dos tesouros imorredouros do amor e da sabedoria, aqueles que os ladrões da decepção não alcançam sufocar, a traça do arrependimento não faz soçobrar e a ferrugem do tédio não pode consumir.

Cria não na efemeridade das formas exteriores, mas edifica no espírito construções imperecíveis que detenham o sabor de eternidade. E cuida de alicerçá-las nos tirantes da sabedoria, nas vigas da beleza, nos traços da harmonia e nas rijas colunas do verdadeiro bem, para que vençam as procelas do tempo e sirvam-se ao soerguimento da perfeição em ti mesmo.

Deixa à margem do caminho o pesado fardo do pretérito, que já não te serve à ascese redentora e atira-te na reconquista do relicário celeste que dilapidaste. Lembra-te, nosso Pai aguarda-te na alvorada do porvir, ansioso por conferir-te a inesgotável abundância de todos os bens.

Sufoca, irmão, a inferioridade em que te comprazes, e segue mirando o futuro majestoso que te aguarda na cascata dos séculos. Desperta para o amor. Aspira ao verdadeiro amor. Vive intensamente o amor, se almejas aportar nas magnitudes divinas. Enfim, irmão, exalta a glória de Deus nas alturas celestiais e implanta, com boa vontade, a paz na Terra!

 

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