O Milagre da Vida  

CAPA-CIENCIA-E-REDENCAO

 Foi o verdadeiro milagre da vida que fez o espírito ressurgir das cinzas da matéria, para difundir-se rapidamente em todos os rincões planetários. O raio vital mergulhara na atmosfera primitiva de nosso orbe, carreando a delicada flor da consciência, a fim de tecer para si um reduzido manto de matéria protoplásmica, de modo a permitir-lhe manifestar-se nas primevas paragens do nosso mundo.

A vida nascia ávida por fazer desabrochar a consciência, ínsita no âmago da matéria, amadurecida e constrita nos vórtices fechados do raio globular.

 O vórtice vital, produto da evolução das irradiações energéticas, recolhe os átomos leves dissolvidos na atmosfera primitiva do planeta para compor seu primeiro corpo biológico. Constituiu-se, assim, um delicado e instável organismo, essencialmente plástico, próprio para as dinâmicas e iniciais manifestações do espírito nas plagas terrenas, o qual logo evoluiria para a unidade básica da vida: a célula.

A composição dos organismos atuais comprova essa verdade. Os seres vivos, de modo geral, estão constituídos, em ordem de massa bruta, de oxigênio, carbono, hidrogênio e nitrogênio. Essa é a composição fundamental da vida, determinando-lhe aproximadamente setenta por cento de água. As frações restantes, nada mais que cerca de quatro por cento do total, estão distribuídos em proporções menores de cálcio e fósforo, sódio e cloro, enxofre e potássio; completando-se com proporções mínimas, menos de um por cento, com os demais microelementos, como o ferro, o zinco e outros.

Os metais e demais compostos pesados são pouco tolerados na massa vital, pois a vida nascente soube aproveitar justamente os elementos plásticos, abundantes e leves, existentes na atmosfera, a fim de confeccionar para si uma veste orgânica o mais maleável e menos pesada possível. A composição dos seres vivos, desse modo, atesta-nos sua origem na massa de gases atmosféricos, reunidos em precipitados moleculares mínimos pelas forças convergentes do raio globular.

O espírito em germe, carreado pelo raio globular, irradiou-se do céu e desceu à matéria, estreitando-a em seu regaço e fecundando-a de vida, para que a consciência, reclusa em seu seio, pudesse, enfim, manifestar-se no reino das formas, e assim desenvolver-se. Nesse ponto, o espírito, que havia dormido por incontáveis e silenciosos milênios nos refolhos infecundos da rocha bruta, abraça-se à matéria gasosa para com ela vestir-se, fazendo-se agora uma essência divina embrulhada por mantos físicos propícios à manifestação da vida.

Compreendamos, que o espírito pôde agregar átomos em sua passagem pelos mundos tangíveis e jungir-se com perfeição à nova indumentária carnal por ser a matéria nada mais que uma extensão da própria natureza caída. Portanto, continuamos afirmando que a matéria é o hálito do espírito, não lhe sendo um simples encarte.

 

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