Ondas Contrativas e Ondas Expansivas

CAPA-CIENCIA-E-REDENCAO

Continuemos a observar a morfologia das ondas. Embora elas se façam de cristas e depressões aparentemente equidistantes de seu eixo, encontraremos em nosso universo dois protótipos fundamentais de ondas de acordo com a predominância de um desses dois elementos.

As ondas então se dividirão em dois grandes grupos: aquelas em que há um nítido domínio do pulso contrativo, e outras que têm preponderante a fase expansiva. As primeiras são energias de contração, ou centrípetas, cuja ação dominante é a atração ou centralização em seu cerne de origem. O exemplo típico é a força gravitacional. As segundas são as energias de expansão, irradiantes ou centrífugas, cujo protótipo é a luz. Duas classes de ondas que refletem nada mais que a prevalência de um dos dois pulsos basilares que, após a queda, passaram a embalar o ciclo da substância, a contração e a expansão.

A ciência humana, irmãos, já constatou que nosso universo é um condensado de espaço-tempo, matéria e energia, subordinado a um vertiginoso movimento de expansão, que se iniciou em um ponto que sofreu uma grande e súbita explosão. Naturalmente que uma igualmente estupenda condensação de forças a precedeu. E muitos pensadores postulam que essa fantástica energia de dilatação findará, ocasionando a seguir nova e fenomenal concentração do nosso universo. São teses que aguardam no campo terrenal a confirmação dos fatos.

Não há, porém, dúvida de que elas corroboram os postulados da queda e a subsequente dilatação evolutiva que assistimos em nosso mundo.

Hoje, no entanto, sabemos que o cosmo físico e dinâmico sofre uma nítida ascendência das forças expansivas sobre as contrativas. Exatamente por isso a evolução é mais poderosa que a involução, movendo nosso universo a progressivo crescimento. Logo, temos a garantia, pela Lei de retorno, de que a expansão do cosmo vencerá sua mórbida tendência a contrair-se, como reflexo da primeira queda. Não haverá, portanto, uma nova grande concentração das potências universais, porque a evolução conduzirá todas elas à plenitude espiritual de origem, o estado de dilatação plena e retificação de todos os pulsos dinâmicos que nos integram o campo de manifestação.

Em decorrência do predomínio do movimento expansivo, que atinge a própria malha do espaço que nos entretém, não encontramos em nossa realidade ondas absolutamente equânimes, cujas cristas sejam exatamente iguais às depressões. Haverá sempre a predominância e um ou outro pulso, determinando assim a existência de forças nitidamente contrativas ou marcadamente expansivas em ação no palco fenomênico. Assim as energias existem em pares antagônicos, sob a ação da lei de dualidade, distribuindo-se entre positivas, as expansivas, e negativas, as contrativas.

Essas duas forças básicas do universo, gerando dilatação e contenção, pulso centrípeto e centrífugo, abraçam-se permanentemente para produzir toda a complexidade universal. Por isso nosso cosmo faz-se um conjunto dualizado entre a dinâmica construtiva e destrutiva, de atividade e de repouso, de expansão e de contração, que em síntese refletem a oposição entre o espírito e a matéria, as luzes e as trevas, a evolução e a involução.

Dinâmica oscilante que no campo biológico corresponde a crescimentos e degenerações, vida e morte; na sexualidade, às forças masculinas e femininas; e no campo moral, às tendências egoicas e altruístas, refletindo a arquetípica luta entre o bem e o mal, que caracteriza nosso mundo e nossa existência.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s