Fator de Queda

CAPA-CIENCIA-E-REDENCAO

O elemento determinante que promoveu a migração do potencial espiritual para o gradiente dinâmico, e deste para a matéria bruta, foi precisamente o movimento de oscilação, ou frequência, então denominado em nossos estudos de fator de queda.

O fator de queda impôs à substância constitutiva do espírito sua mórbida inversão, pelo aumento da frequência íntima que a constitui. No estado puro, a substância não detém frequência alguma, sendo nulo seu fator de queda. Inexiste nela nenhum tipo de oscilação, caracterizando-lhe o estado de estabilidade plena.

Com o desmoronamento dimensional da queda, a substância sofreu o paulatino aumento de sua oscilação, terminando como matéria densa, em seu máximo grau de movimento frequencial. No entanto, o  fenômeno não foi idêntico para todos, pois o impulso da revolta básica teve diferentes intensidades.

Não alcançamos ainda compreender, irmãos, exatamente o que determinou essa distinção individual do motim original, apenas sabemos que o grau da contração sofrida pelo espírito foi proporcional à posição que ele ocupava na hierarquia do Absoluto, gerando variados valores para o fator de queda. E este é exatamente o elemento indutor das diferentes velocidades evolutivas experimentadas pelos filhos do Relativismo. Sabidamente, uns vão à frente, enquanto outros tardam a seguir o caminho de volta, precisamente por deterem valores distintos do fator de queda.

O fator de queda, portanto, agora particulariza nossas diferenças evolutivas. Além disso, identificamos ser esse importante fator diretamente proporcional ao grau do egoísmo vivido e pretendido pelo espírito que caiu. Logo, quanto mais a queda é reiterada nas atitudes de revolta do ser, em sua caminhada de retorno, maior será a frequência impressa aos seus veículos de manifestação. Por isso toda queda moral, nada mais que a repetição da primeira falência, embrutece e limita o potencial do ser, produzindo contenção de forças e involução de suas vestes.

 

O fator de queda faz então da frequência o denominador comum entre todos os elementos do universo, que agora reconhecemos como espírito, energia e matéria. O aumento da frequência interna do tecido da substância que nos entretece foi o responsável pela transmutação dos valores abstratos do espírito em domínios físicos. Portanto, em última análise, a única diferença existente entre a matéria bruta, as energias radiantes e a consciência pura é de natureza vibracional, pois a potência da substância que a todos compõe, em sua essência, permanece inalterada.

E, assim, concluímos que a distância que nos aparta de Deus e das inteligências  puras que habitam o Absoluto é unicamente um diferencial de frequência, jamais uma distância espacial ou um mero intervalo temporal. Estamos, então, tão perto de Deus quanto as mais altas entidades angelicais da Criação. Somente não nos damos conta disso, pois o aumento da oscilação que nos serve o espírito embruteceu-nos e roubou-nos a sensibilidade necessária para se perceber a face do Divino.

Agora acreditamos que todos, de fato, somos deuses. E apenas nos achamos momentaneamente contraídos pelo aumento de nossa vibração interna. Logo, para grande consolo nosso, temos a certeza de que as incríveis potências que nos constituem são exatamente as mesmas que edificam os anjos. Nossa natureza é em tudo idêntica à natureza divina que nos criou. Com a queda, nada perdemos, absolutamente nada nos foi retirado, como nada se perde e nada se ganha na natureza. Apenas as três grandezas que nos constituem, repetimos, sofreram diferenciação de seus relativos valores originais, por imposição de nossa insurreição de origem.

E temos a certeza de que o fator de queda se reduz com o progresso do espírito, abrandando-se mediante o exercício da bondade, e se anulará completamente após sua inclusão no Absoluto.

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