Evolução das Ondas

CAPA-CIENCIA-E-REDENCAO

Sob a atuação das mesmas leis fenomênicas, as ondas individuam-se, diferenciam-se, formam unidades coletivas e propagam-se nos espaços em variadas e múltiplas possibilidades de manifestações.

Arrebanham em sua passagem os átomos remanescentes da caminhada evolutiva, agitando-os em novas e admiráveis construções, a fecundar o universo de multivariadas ocorrências fenomênicas, que vão da matéria bruta à vida, em um espectro contínuo de apresentações.

Começando na matéria, esta nada mais que uma onda estacionada, o espectro das energias continua então nas expressões da consciência, como manifestações do pensamento. Une-se a família das ondas com a matéria e o espírito, os quais verdadeiramente ela intermedeia. Aquém das ondas gravitacionais, de intensíssima frequência, encontrar-nos-emos com as ondas de matéria. E além das ondas eletromagnéticas, deparar-nos-emos que as emanações vitais, que a seguir consideraremos.

A fim de elucidarmos a evolução das ondas, que comumente chamamos dinamogênese, devemos compreender que as energias jovens, de frequência e reduzidíssimo comprimento, possuem elevado poder de penetração, e mesmo destruição, possuindo propriedades físicas que as aproximam da matéria bruta. Invadem a matéria orgânica, quais dardos rijos, destruindo sua delicada composição. Este é o caso das ondas da radioatividade e dos raios X, nocivos à vida animal. Recordemos que a própria matéria bruta nada mais é que essa onda muitíssimo mais curta e de frequência incrivelmente elevada, a ponto de se tornar aparentemente concreta e impenetrável.

As ondas amadurecidas, por sua vez, agastadas no atrito contra a natural resistência que o domínio espaço-tempo lhes impõe, acalmam-se em vibrações paulatinamente mais lentas, em progressiva retificação de suas oscilações. Assim evoluem as ondas, que progridem então das curtas e altamente dinâmicas às longas e quiescentes.

As ondas de altíssima frequência e reduzido comprimento são típicas dos planos materiais e formam os objetos físicos e corpos biológicos próprios dos mundos densos. Já as energias de baixa frequência e longo comprimento entretecem os planos elevados, possuindo expressões mais equilibradas e suaves, próprias para a manifestação do espírito superior.

E entendemos ainda que a maldade do ser representa não só o fator desagregador das projeções dinâmicas que dele fluem, mas é igualmente o agente intensificador das energias que irradia. Logo, as expressões do ódio, do orgulho e de todos os demais filhos do egoísmo adensam nossas irradiações, prendendo-nos nos planos densos, por sintonia vibracional. E, consequentemente, os impulsos do bem e do amor reduzem-nos as oscilações dinâmicas, projetando-nos nas esferas elevadas e menos densas. E assim, compreendemos que a evolução representa uma paulatina redução de frequência e aumento de comprimento das potências do espírito, até libertá-lo completamente na estabilidade plena que impera no Absoluto.

Como já vimos, o aumento de frequência gera matéria. Logo a redução de frequência resulta na produção de imponderabilidade, fazendo dilatar a consciência, libertando-a dos vórtices de aglutinação derivados da queda. Então, à medida que a evolução permitir-nos diminuir nossa frequência de manifestação, desmaterializamo-nos, induzindo nossa potência espiritual a livrar-se da contenção física e expressar-se de forma cada vez mais diáfana, porém paulatinamente mais potente.

O campo espiritual que envolve a Terra e neste momento nos alberga compõe-se naturalmente de ondas de mesma natureza daquelas que se manifestam na realidade densa. Assim como a matéria extrafísica, expressam-se, porém, em especial espectro de vibrações, que as fazem imperceptíveis aos sentidos carnais do homem comum. Aqui, no entanto, elas se sedimentam em camadas ou faixas vibratórias distintas que se superpõem, originando as diferentes dimensões que formam nosso mundo.

As mais densas e sombrias entremeiam a crosta planetária e são habitadas pelas almas atormentadas e francamente malignas. Já as mais diáfanas e iluminadas são ocupadas pelos espíritos superiores. E, como já denotamos, há uma vasta gama de esferas intermediárias, como esta em que nos encontramos, onde se acomodam os desencarnados em trânsito da inferioridade para a superioridade, quais somos nós.

Essas esferas, no entanto, em decorrência da admirável arquitetura em que se expressam, não se separam por intervalos espaciais, mas sim pelos díspares tônus vibratórios que as caracterizam.

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