Estequiogênese

CAPA-CIENCIA-E-REDENCAO

Como dissemos, com a queda, a unidade fracionou-se em forças antagônicas, impreterivelmente abraçadas à realidade fenomênica. Partículas e antipartículas, compondo matéria e antimatéria, nascem e destroem-se mutuamente em choques colossais na hecatombe do início. Até que a lei de dualidade, impondo necessários equilíbrios, funde essas forças em oposição nas porções mínimas de matéria. Equilibram-se os corpúsculos básicos, manifestando-se, por lei de trindade, em prótons, nêutrons e elétrons. Urdidos em uma unidade fundamental, forma-se o primeiro átomo de hidrogênio.

A lei de reprodução cuidará de multiplicar os novos princípios estabelecidos, gerando a gama de elementos básicos da criação física, obra secundária e provisória que se seguiu à queda do espírito. Sob a ação dessas leis fundamentais, assistiremos ao ulterior desenvolvimento de todos os demais elementos que compõem o conjunto básico do universo material.

As forças da fusão nuclear, resultantes da impactação da primeira queda, coordenarão a progressiva formação dos novos núcleos atômicos, propiciando-se o estabelecimento de toda a série elementar do reino físico, processo que a ciência humana denominou nucleossíntese primária. E sob o império da lei de individuação, os átomos manifestar-se-ão como entidades autônomas, aparentemente independentes do Todo. Assim, pela lei da diferenciação, os filhos da substância contraída apresentar-se-ão como individuações aparentemente distintas umas das outras.

Os princípios de nucleação e coletivização determinarão aos núcleos atômicos formados reunirem-se em unidades de partículas constitutivas. E sob a ação da lei de hierarquização, ser-lhes-á imposto o escalonamento periódico para que se organizem em famílias de elementos, estabelecendo-se o tecido material do cosmo, entretecido por 94 compostos naturais. Compunha-se, assim, sob o império das sábias leis divinas, o primeiro organismo universal, enredado em partículas e moléculas, pronto a sustentar a evolução da alma na grande noite do tempo.

As entidades elevadas que nos assistem e nos instruem chamaram de estequiogênese a esse inteligente processo de formação da série básica dos elementos universais, termo que passaremos a utilizar em nossas referências.

Com o auxílio da energia gravitacional, em ação nas grandes massas de hidrogênio ajuntadas nos centros galácticos e no cerne das estrelas, as forças nucleares continuarão a repetir o processo inicial, de modo a fecundar nosso cosmo com o manancial de matéria necessário ao completo desenvolvimento do espírito.

Processo este que a ciência humana denomina nucleossíntese secundária, e compreendemos nós nada mais que a continuidade da mesma estequiogênese fundamental.

Em obediência à lei de hierarquização, cada elemento ocupará sua devida posição no conjunto da estequiogênese, estabelecendo-se o quadro organizacional da família de elementos: a chamada tabela periódica.

Interessante agrupamento levado a efeito pelas leis fundamentais do universo, que termina por agrupar as espécies elementares nas sete famílias constitutivas do conjunto periódico. Sob a ação da lei dos octetos ou repetição das oitavas, da qual certamente já ouviram falar, após a fusão de mais sete prótons nos núcleos atômicos, gera-se, na oitava posição, um novo elemento que possui as mesmas características físico-químicas dos precedentes. E assim se formam todos os elementos químicos que nos servem à grande aventura da vida.

Qual se fora harmonioso conjunto de notas musicais, irmãos, a ordenação da matéria compõe verdadeira sinfonia de conceitos, que inteligentemente repica seus elementos como os sete tons fundamentais da escala musical, estabelecendo maravilhosa e afinada peça orquestral, sob a batuta do grande maestro do universo, Deus.

Examinando o interessante e magistral processo genético do cosmo físico, impossível não nos vergar, respeitosos, ante a decisiva intervenção divina na caótica profusão de forças produzida pela queda. Através de leis sábias e precisas, a desordenada massa de seres caídos, embatumados no emaranhamento da grande condensação do início, terminou por produzir uma ordem mínima, capaz de atender às futuras necessidades do universo nascente, permitindo a estabilidade da matéria. Fato indispensável para que a consciência, agora encistada e “morta” na solidificação atômica, sobrevivesse no novo ambiente em que se projetara, erguendo-se para a vida.

Domada pelas Leis divinas, a matéria, embalada por condensações e expansões cíclicas, estava pronta para viver sua experiência fundamental: crescer, desenvolver-se e morrer, para então fazer restituir as energias fundamentais que a formaram. Por isso, o átomo nasce, vive e falece, como tudo o que existe em nosso cosmo.

Assim, a matéria não está fadada à existência eterna, sendo, como todos os filhos da queda, presença transitória no instável mundo das formas. Ela surge da condensação da substância, desenvolve-se e amadurece na série estequiogênica, por meio da fusão nuclear progressiva, organizando seus múltiplos tipos na tabela periódica, para depois sucumbir através da radioatividade, o processo de fissão nuclear.

Em meio às intensas forças liberadas nas explosões estelares, prossegue a fusão nuclear, produzindo os elementos mais densos da tabela periódica. Amontoam-se nos mundos em formação, prontos a servir às humanidades que nascerão no distante futuro. Essa fusão prosseguirá até produzir os chamados elementos radioativos, representados pelo urânio e seus derivados. Então a matéria principia sua morte natural.

Degradando-se na dispersão de suas partículas e energias constitutivas, que nela se achavam condensadas, liberta-as, fecundando o universo de novas e amadurecidas irradiações.

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