Degradação Dinâmica

CAPA-CIENCIA-E-REDENCAO

Agastam-se as ondas no reino das manifestações físicas, porém, nada, absolutamente nada pode desaparecer por completo no âmbito da Criação divina. As energias amadurecidas e retificadas pelo desgaste próprio de todo fenômeno tornam, em novo ciclo de condensação dinâmica, a se abraçarem aos átomos remanescentes no campo físico, elevando-os a novas e mais evoluídas edificações no reino das manifestações exteriores. Esse embalo alternado de expansões e contrações das ondas na linha do tempo seguirá até que a energia amadureça e produza a vida. E com a vida, promova a libertação da consciência, que carreia retida em suas malhas.

No reino orgânico, as energias sofrerão novos rebotes de seus movimentos internos, no entrechoque de mortes e renascimentos. E a oscilação seguirá seu determinismo inercial, em reciclagens intermináveis, sem jamais se extinguir de fato. Até que, afinal, aplainando-se completamente seu dinamismo, as energias deixarão o mundo das formas, para fazer ressurgir no Reino das origens a consciência, que cuidadosamente transportaram pela grande planície do tempo, devolvendo-lhe o estado de plenitude.

Essa é a grande aventura do fenomenismo dinâmico que tudo move no universo desfeito e tudo agita na inestancável febre de contrações e expansões. Portanto, o mesmo princípio de crescimento e degeneração que serve aos seres vivos pode ser observado tanto no domínio da matéria bruta quanto no reino das ondas. Como sucedeu à matéria, as ondas, em sua evolução, retificam-se paulatinamente, produzindo todo o espectro de indivíduos dinâmicos, para então aparentemente morrer na degradação dinâmica.

A degradação dinâmica das ondas, contudo, não é verdadeira extinção da energia. Como já sabemos, nada, absolutamente nada, pode morrer no universo divino, impregnado da impreterível eternidade de todos os seus valores. Nem mesmo o mal pode sucumbir, pois tudo deve se transformar nas benesses da perfeição.

Por isso, exatamente, toda ação delituosa precisa ser revivida em sua face inversa para que seu potencial destrutivo se transmude nos benefícios impreteríveis do bem.

 

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