Constituição da Matéria

CAPA-CIENCIA-E-REDENCAO

Poderemos agora, até onde nos é possível e segundo os conhecimentos atuais do mundo, compreender a constituição íntima da matéria. O estudioso da Terra, intrigado, pergunta-se qual seria o último substrato a formar as partículas atômicas e de que este, afinal, estaria feito.

Não é possível responder a essa questão sem nos remetermos à substância original, criada por Deus, pois ela é a base de tudo o que existe.

A matéria nada mais é que sua mórbida condensação, fruto da queda. Desse modo, a natureza íntima da matéria, por ser unicamente a substância compactada, escapa-nos ao entendimento.

O único que sabemos é que a substância é uma parcela individuada da consciência divina, e como tal está urdida no mais puro pensamento do Criador. Portanto, em última análise, deduzimos que tudo o que existe é um constructo da consciência, que nada possui de concreto em sua íntima natureza. E assim, o substrato que a tudo sustenta no universo tem como base a absoluta imponderabilidade, feito unicamente de forças, não possuindo nenhum resíduo concreto em seus alicerces.

Então, com o desmoronamento dimensional da queda, o tecido da consciência contraiu-se, passando a manifestar-se com as conhecidas propriedades de peso e medidas. Logo, compreendamos a matéria como o produto final do adensamento de “véus” da consciência, o que hoje a ciência da Terra denomina de campo, sem que saiba exatamente o que seja tal entidade.

Assim compreendemos que, embora a matéria, como substância, advenha da criação divina, sua apresentação concreta no palco do espaço-tempo não é obra original de Deus.

O Criador não lhe imporia os atributos que lhe observamos, uma vez que a instabilidade, a transitoriedade e a degradação que a caracterizam distanciam-na da perfeita realidade que entretece os originários produtos da mente divina.

Elucida-se desse modo que a matéria é nada mais que uma onda de consciência adensada em altíssima frequência. Tão elevada é sua oscilação e em tão diminuto espaço ela se agita, que nossos sentidos não podem perceber seu movimento, induzindo-nos a considerá-la uma massa compacta, impenetrável e ilusoriamente estática. Assim, pois, a matéria, que tão concreta aparenta-se aos nossos sentidos, está feita unicamente de movimentos, nada mais que vibrações. Exatamente por isso, se pudéssemos observar os últimos elementos da matéria, não os veríamos jamais como partículas isoladas no espaço, mas como nuvens imprecisas e instáveis, incapazes de separarem-se do próprio campo espacial que os circunda. E terminamos por compreender que a matéria, em sua essência, é pura energia.

Sendo a matéria filha da energia, o universo torna-se um fenomenal oceano de forças, conformadas em  campos de potências, feitos da mais pura imponderabilidade. Desfaz-se a visão mecanicista do mundo, que agora deixa de ser entendido como uma imensa máquina para se transformar em uma colossal teia de processos e eventos. E faltará pouco para se compreender que essa fantástica edificação advém do mais puro pensamento.

O invisível, irmãos, recebeu o aval da ciência do mundo denso e não tardará o dia em que essa fenomenal construção será compreendida como a irradiação de uma Consciência suprajacente, a qual só poderá ser imputada a Deus. Neste dia, irmãos, a esfera do além será descoberta nas dobras desses campos de energias que vestem e sustentam a dimensão física. Deus será uma proposição científica, e os mortos tornar-se-ão realidade aos olhos da carne.

A matéria então inexiste como matéria propriamente dita, reafirmamos. Ela nada mais é que manifestações de vibrações em formas de tons, harmonias e ressonâncias. Estes são então os elementos que em última análise constituem a realidade física, a qual, ilusoriamente, faz-se concreta às nossas percepções corporais.

Consequentemente concluímos o que já havia determinado a antiga tradição védica no mundo: nosso universo é produto de uma desbaratada ilusão de nossos sentidos. A imponderabilidade é sua base constitutiva, apesar de tão veementemente impressionar-nos os sentidos físicos ou espirituais. Eis o que é nosso universo, eis  o que somos nós e de que estamos vestidos, em sua última instância. Portanto, repetimos, nós e toda a realidade exteriorizada em formas ao nosso derredor somos nada mais que manifestações alucinatórias, produzidas pela precipitação da consciência nas reduzidas contorções do espaço e do tempo.

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