Consciência e Vibração

CAPA-CIENCIA-E-REDENCAO

As grandezas divinas que nos integram o ser eterno, em obediência ao princípio de autonomia, são suscetíveis de sofrer a ação de nossa vontade. Podemos impor-lhes a frequência que desejamos, mas não podemos agregar ou retirar delas nenhum valor. E o que determina o grau de íntima vibração de nossas potências divinas é exatamente o quilate de nossos sentimentos.

Sob baixa condição de amor, ou seja, a vivência franca da paixão por si mesmo, o espírito promove o aumento da frequência de suas recônditas forças, adensando-as em matéria. E a verdadeira prática do altruísmo reduz-lhe as vibrações interiores, fazendo dilatar ao infinito sua substancial potencialidade. Portanto, em última análise, o egoísmo contrai-nos as manifestações divinas, enquanto o amor as expande.

Passíveis de se expressar em fórmulas matemáticas, tais princípios nos mostram, assim, que quanto mais egoisticamente se manifesta o ser, mais intensamente ele vibra, e mais densa se torna a tessitura substancial que o compõe. E chegamos à indiscutível conclusão de que o gradiente de matéria que portamos mede exatamente o quilate da patologia egoica que transportamos nos arcanos da alma.

A matéria então é pura manifestação mórbida do ego contraído, e nada mais que isso. Por isso ela inexiste no Reino do espírito puro. A conclusão máxima que retiramos desses conceitos é que a degeneração egocêntrica é a única força capaz de produzir matéria no palco da Criação divina. E entendemos, enfim, exatamente por que nosso universo físico é uma doença no seio da Eternidade, aguardando o desenvolvimento de nossa capacidade de amar para se curar complemente.

Chegamos à constatação final, no estudo do reino ondulatório, que frequência e consciência são grandezas inversamente proporcionais. Quanto maior é a frequência de um ser fenomênico, menor será sua manifestação de consciência. E ao inverso, quanto menor sua frequência, maior será a pronunciação de sua consciência.

Logo a redução da frequência das energias que nos servem ao psiquismo é o fator que promove a dilatação do raio de nossa consciência. Quanto menor a frequência que imprimirmos à substância do espírito, maior será nosso quilate de conscientização. Portanto, maior também será nossa interação com as inteligências superiores e nosso conúbio com o campo divino. E quanto maior for nossa unificação com o Pai, maior também será nossa vivência de felicidade e o teor de nossa plenipotência.

E como já afirmamos repetidas vezes, foi exatamente a aspiração pelo egoísmo, nosso pecado fundamental, que nos promoveu o automático e absurdo aumento da frequência da substância que nos fundamenta o ser, fazendo-nos então encerrar-nos em nós mesmos e retirar-nos do campo divino, onde nascemos.

O aumento da oscilação vibracional impôs-nos o completo silêncio da consciência, caracterizando-nos a condição de aparente morte espiritual. Mas a redução da frequência da substância promovida pelo progresso, através do atrito evolutivo e da dor, liberta as potências divinas que em nós jazem adormecidas. Evoluir, portanto, não consiste em agregar valor algum ao nosso ser eterno, uma vez que em espírito tudo possuímos e tudo somos.

Evoluir é então, em última análise, nada mais que transmudar matéria em consciência, ou seja, transformar forças físicas em potências espirituais, o que pressupõe simplesmente a redução de frequência das grandezas originais que nos integram o ser.

O trabalho da Lei de evolução consiste exatamente em promover a redução de nossa vibração própria, através do constante atrito da dor, necessário para se desgastar em nós as inadequadas intenções do egotismo e acepilhar-nos paulatinamente as vestes físicas. A misericórdia divina disponibiliza-nos, porém, um poderoso agente capaz de substituir a ação do buril e do cinzel no trabalho de esculpir-nos o espírito: a opção pelo exercício do amor. O amor, vencendo o egoísmo, aplaina a rudeza da alma, libertando as potências divinas para o usufruto pleno do ser, sem a necessidade da dor evolutiva. Eis a síntese máxima a que todas essas conjecturas nos conduzem.

Como veem, irmãos, não precisaríamos de tão pronunciada cerebração para chegar a essa simples constatação, pois o Cristo já a havia antecipado em suas maravilhosas lições. Não obstante, a mente amadurecida do homem moderno, cristalizada na fria racionalidade, requer disquisições intelectivas por vezes complexas para se alcançar as verdades mais simples, que em todos os tempos estiveram a seu dispor. E assim nosso trabalho intelectivo consiste nada mais que revestir de aparente modernidade revelações já entregues ao homem desde tempos remotos, tornando-as palatáveis à exigente mente hodierna. O bolor dos séculos não pôde destruí-las, exatamente por deterem elas o sabor da eternidade.

E não precisamos, evidentemente, conhecer todos esses postulados teóricos para colocar em prática suas pertinentes conclusões. Ainda que ignoremos todos esses preceitos, a vida, sempre sábia e generosa, expõe-nos às experiências reencarnatórias, à dor e às vicissitudes, justamente para agastar-nos a frequência dos veículos físicos com os quais insistimos em nos vestir. E assim, por força de Lei, terminaremos como consciências livres dos empecilhos da matéria, prontos a viver a condição de espíritos puros. E vestir-nos-emos senão com a pura substância que deve entretecer todo Filho do Altíssimo.

Até que desenvolvamos a plena capacidade de amar, abdicando-nos completamente dos interesses egoicos que ainda nos servem, o doloroso e exaustivo labor evolutivo permanecerá desbastando-nos os envoltórios densos, promovendo a paulatina redução da frequência e retificação de todas as potências que nos servem no trânsito da existência. E terminará por lapidar-nos completamente o ser para que a divindade, agora oculta em nosso cerne, volte a resplandecer seu intenso fulgor de origem.

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