A Constante Divina

CAPA-CIENCIA-E-REDENCAO

Na Criação original, Deus doou de Si um idêntico potencial de realização para cada um de Seus infinitos filhos, o que a Teologia superior convencionou denominar constante divina. Esse potencial de realização, a constante divina, é assim absolutamente idêntico para todos os filhos da Criação, pois não se justificaria que o Criador distribuísse valores distintos para seus diferentes filhos.

Jesus falou-nos dessa constante ao referir-se, na parábola dos trabalhadores da vinha, que o Senhor pagava exatamente um “denário” para todos os tarefeiros, independentemente da “hora” em que iniciassem o serviço, ou seja, independentemente de seus posicionamentos hierárquicos no grande organismo universal.

A constante divina distribuiu-se em três grandezas, conforme determinação da Lei de trindade, a saber: a grandeza espiritual, que produz o Espírito, ou ideia pura; a grandeza dinâmica, que gera a vontade operosa, o Pai ou o verbo; e a grandeza estática, que forma o Filho, ou o produto.

Desenha-se, desse modo, a Trindade Universal que já estudamos. No Reino divino, a grandeza espiritual é plena; a dinâmica, intermediária; e a estática, mínima. Por isso, entendemos que, no Absoluto, o espírito é uma  fagulha ilimitada do pensamento de Deus, em sua mais pura expressão; a energia inexiste como vibração, unicamente, porém, como vontade; e a matéria bruta é apenas um potencial não manifesto.

Com o processo da queda, houve uma inversão na distribuição das grandezas que integram a constante divina doada a cada um. A grandeza espiritual fez-se mínima, reduzida pelo gradiente estático que então se tornou máximo, embalada pela potência dinâmica agora invertida em seu sentido. A substância do espírito adensou-se em precipitados de massas, fazendo “morrer” a consciência nos abismos da matéria bruta. A constante divina, no entanto, em seu valor total e original, manteve-se, como sempre se mantém, inalterada.

Mediante esse novo conceito, entendemos agora que a queda provocou nada mais que uma redistribuição dos valores originais da constante divina. De modo que houve apenas uma redução do gradiente espiritual em função do aumento dos gradientes dinâmico e estático. A soma total, entretanto, de todas as grandezas do ser jamais se modificou.

Informa-nos o Cristo, em sua famosa parábola, que o Filho pródigo ao se retirar da Casa paterna solicitou ao Pai a herança integral a que tinha direito. E a bondade do Senhor a doou para que não partisse de mãos vazias. Logo, em última análise, o espírito que caiu pela liberdade que o Criador lhe concedeu nada perdeu de sua herança paterna, continuando a possuí-la de forma integral, embora em diferente gradação de seus valores originais.

Elucida-se então que, pela queda, passamos a caracterizar-nos como seres eviscerados, ou invertidos, trazendo agora por fora aquilo que nos era um interior potencial de realização. Com a evisceração, o espírito em nós passou a ocupar-nos o cerne invisível, e a matéria fez-se-nos patente em forma de exóticas vestiduras exteriores. As incríveis potências que nos constituem a grandeza espiritual de origem transferiram-se para os domínios reduzidos do átomo, onde passaram a existir como as forças fundamentais da matéria. Nossa consciência, antes plena, contraiu-se a seu estado mínimo, induzindo-nos à morte na inconsciência.

A evolução sob esse ângulo, consiste exatamente no processo de nova inversão de nossas grandezas, fazendo-as retornar à distribuição original que as caracterizava. Portanto a evolução nada acrescenta à nossa bagagem divina, que em todo o momento, a despeito da queda, permaneceu e permanece sempre igual a si mesma.

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