Momentos sucessivos da Salvação

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Eis a série dos momentos sucessivos com os quais, por um encadeamento lógico, se desenvolve o processo da salvação:

1) Deus é bom e quer o nosso bem e felicidade.

2) Bem e felicidade não podem ser atingidos, a não ser no seio do S.

3) Deus, respeitando a liberdade do ser, o deixou afastar-se do S, e com isso cair no mal e na dor do As.

4) Para regressar ao seio do S é necessário evoluir. A salvação está na evolução para recuperar o que foi perdido.

5) Por não haver outro caminho para a salvação, Deus nos impulsiona para que avancemos ao longo de nossa trajetória evolutiva.

6) O ser não pode voltar ao seio do S, senão livre e consciente.

7) Então Deus não pode escravizá-lo. Uma máquina ou autômato, embora perfeito e obediente, não serve.

8) O ser, para voltar ao S, tem absolutamente de transformar-se, ficando livre, sem coação.

9) Não resta a Deus outra coisa senão educar-nos, sem usar a força e a escravidão, que não educam. Deus não pode querer o absurdo. Ele não age loucamente, mas com sabedoria e poder.

10) Por isso não há para Deus outro caminho, senão o de nos educar, para nos fazer conscientes cidadãos do S.

11 ) Para se tornarem tais, os alunos têm de aprender a lição, experimentando-a livremente.

12) O que significa: aprender à sua custa; livres de cometer erros, sem que depois seja possível fugir às suas consequências; livres de se afastarem do carrinho da Lei, mas não dos dolorosos efeitos que esse afastamento produz.

13) Por isso Deus usa o único método que satisfaz a todas essas exigências, isto é, o método do constrangimento indireto.

14) Esse constrangimento é representado pelas reações da Lei, que nos devolve em forma de dor cada violação nossa contra sua ordem, golpeando-nos, até que aprendamos a lição, ensinando-nos a não errar mais.

O método da reação da Lei resolve o caso. Ela diz: o ser fica livre de violar a Lei à vontade e de afastar-se do S. Mas com isso ele se afasta da felicidade e cai no sofrimento, perde em positividade e vida e aprofunda-se cada vez mais na negatividade da morte. Então, se o ser não quer anular-se, tem de voltar para trás e evoluir para sair com o seu esforço do inferno que gerou para si.

Esta é a encruzilhada em que ele se encontra: ou ter que sofrer sempre mais, se quiser continuar satisfazendo o seu desejo de revolta, ou arrepender-se e mudar a sua trajetória, se quiser libertar-se do inferno e reconquistar o paraíso perdido. São os próprios resultados da sua revolta que o obrigara a revoltar-se contra ela, cujos frutos são amargos dentais para ele os aceitar.

É o que nos confirmam os fatos que nos oferece a vida. Os seres estão-se disputando os fragmentários sobejos da grande vida que possuíam no S. Aprofundados no AS, não é possível viver senão em trechos entrelaçados com períodos que negam a vida, sempre abraçados à morte, devorando-se uns aos outros numa luta contínua.

A existência tem de ser ganha a todo o momento com o próprio esforço, o que significa necessidade de evoluir, experimentando, aprendendo e assim desenvolvendo a inteligência e acordando o espírito. Da grande vida no S não ficou senão esse pobre resto, uma vida fechada no tempo e a cada momento despedaçada pela morte, que está sempre à espera, espiando-a para destruí-la. Quem pode aceitar isto para sempre?

Eis então o que gera o impulso irresistível para a libertação dessa condenação e com isso a necessidade de fazer o esforço de evoluir. Eis em que consiste o livre constrangimento com o qual a Lei obriga o ser a atingir a sua salvação, voltando ao S. Até então a nossa vida, insegura, com medo em cada instante de perdê-la, terá de ser defendida com o nosso esforço de toda hora. E muito teremos de lutar e sofrer, para poder subir todo o caminho da volta e atingir no s o ponto final de chegada.

Livro: Queda e Salvação

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/QuedaeSalvacao.pdf

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