Posição atual do Homem

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A atual fase do homem é a do ser que está cumprindo os primeiros passos para sair da animalidade, onde o mais comum é representado por aquele que chamamos de involvido. Trata-se de maior ou menor caminho percorrido, de posições diversas no caminho da evolução. Mas todos permanecem irmanados num organismo único, em que os poderes maiores dos mais adiantados importam em maiores deveres em benefício dos mais atrasados.

Todavia o tipo verdadeiramente homem, no sentido de já se haver distinguido completamente da animalidade é representado pelo evolvido, enquanto do outro lado, debaixo da média, o selvagem e o delinquente representam o tipo que permaneceu ainda quase totalmente no plano da animalidade.

Notamos, pois, estas graduações:

1º) o ser exclusivamente animal, que precede evolutivamente o aparecimento do homem ao longo da escala zoológica;

2º) o tipo selvagem ou o delinquente, que representa o homem que, não obstante morfologicamente parecido com o homem, permaneceu ainda substancialmente no estado animal;

3º) o tipo humano dominante que representa uma transformação, mais ou menos adiantada, do animal em homem;

4º) o tipo hoje super-humano, excepcional, que, porém, constituirá o tipo normal humano do porvir, representativo da transformação completa do animal em homem. É destes, dois últimos tipos que nos ocupamos aqui, denominando involuído o terceiro e evolvido o quarto.

Eis a posição do homem atual. Não se pode deixar de reconhecer que ele é guiado pelos instintos, o que o coloca na posição biológica da animalidade. Nisto ele acompanha quase automaticamente o que a sabedoria da vida impõe aos primitivos ignorantes, para fazê-los cumprir o que corresponde aos seus fins. Neste terreno o homem obedece como os animais, sem saber as razões e sem perceber os fins daquilo que faz.

No seio da raça humana nasceram, embora excepcionalmente, seres superiores, super-homens evolvidos, situados, por seu desenvolvimento moral e mental, completamente acima da animalidade, isto é por qualidades que esta absolutamente não possui. E estes super-homens tomaram o corpo do involvido submergido na animalidade, mesclaram-se com ele na mesma vida, submetida aos mesmos instintos e funções, ensinaram-lhe muitas coisas que ele não conhecia e que sozinho não teria conseguido conhecer.

Com a palavra, com os escritos, com os exemplos, eles deixaram ideias e normas de vida, um patrimônio precioso, que a animalidade nunca haveria podido produzir, descido de mais elevados planos de evolução, um patrimônio acessível pela fé, a ser assimilada para a ascensão e que foi chamado revelação.

Na humanidade existe esta semente, esta lição a ser apreendida, guia para evolver, que não é encontrada na animalidade. Na terra apareceram os profetas, os gênios, os heróis, os mártires do ideal, os santos.

Iluminam a animalidade dominante, deixando atrás deles uma esteira de luz. Andando sobre esta esteira, a humanidade moveu-se para superar a própria animalidade. Deu-se, assim, início a um caminho novo, desconhecido na fase animal anterior, o caminho da superação da animalidade. Assim é que o involuído sobe, passo a passo, daquele nível até o do evolvido.

Eis a posição atual do homem. Constitui tarefa dos poucos seres superiores que nascem no seu seio, como pioneiros do porvir; antecipar as bases futuras da evolução. Os pioneiros apareceram, traçaram o caminho e indicaram a meta. Isto significa será aquele o terreno a ser alcançado.

O homem está, pois, na fase de transformação, ao longo da senda que o conduz do animal ao verdadeiro homem. Os instintos são animalescos, mas a eles sobrepõem-se religiões, leis, ideais, normas  éticas disciplinadoras da conduta, um mundo desconhecido pela animalidade. Mesmo em estado embrionário, aguardando desenvolvimento, há no homem a inteligência, a espiritualidade. O homem é um ser que embora possua muitos pontos comuns com o animal, todavia pensa, acredita em princípios, olha para os ideais, coloca problemas e efetua pesquisas para conquistar o conhecimento.

Achando-se em fase de transição, é natural que o homem, no âmbito de sua vida, encontre os princípios de duas leis diferentes: os da animalidade e os da espiritualidade. É exatamente o terreno humano aquele onde estes princípios se chocam, disputando o domínio do homem.

Há a lei da animalidade forte de um passado que não quer morrer, e há a lei da espiritualidade representativa do porvir ao qual pertence a vida. A evolução arrasta o homem do primeiro no segundo mundo. E é para chegar até lá que o homem vive, luta, sofre, experimenta e aprende.

A grande massa da humanidade está em caminho; os indivíduos, embora estejam uns mais adiante e outros mais atrasados, todos estão na mesma senda. Oscilam entre os dois planos de vida e entre as duas leis que os regem. Ora lançam-se num, ora no outro; ora ouvem e escutam a voz do bem e efetuam o esforço da subida, ora abandonam-se às forças inferiores e retrocedem. As vezes propendem para o Anti-Sistema, outras vezes para o Sistema, e isto até que consigam emergir da animalidade, tornando-se verdadeiros homens, ingressando no reino do evolvido.

As religiões, então, são vividas espontaneamente, dispensando condenações ao inferno; obedece-se, então, ás leis sem necessidade de, sanções, vive-se, enfim, ,como viveram os seres superiores descidos na terra para iluminá-la. A atual fase de transição estará superada e o homem poderá então situar-se definitivamente num plano superior da evolução.

Livro: A Grande Batalha

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/AGrandeBatalha.pdf

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