A Espiral Evolutiva

CAPA-CIENCIA-E-REDENCAO

Analisemos ainda o esquema da evolução sob outro aspecto. O ciclo da substância, que já estudamos, mostra-nos inicialmente um movimento circular, feito de dois semicírculos que se completam e se abraçam. Uma vez esgotada a primeira curva, a de contração, inicia-se a segunda, a de expansão. Esses dois semicírculos vão se alternar periodicamente na corrente do tempo, levando à formação de um movimento circular que se reverbera sobre si mesmo. Uma mola estendida, feita de círculos interconectados, é a figura que se desenha em nossas mentes como consequência desse movimento. A abertura do ciclo, contudo, é expansível, pois cada curva de contração jamais se fecha no mesmo ponto de interseção anterior, porém além dele. O resultado final desse especial movimento será uma sequência de círculos contíguos não exatamente superpostos, mas que se estendem e se abrem paulatinamente na linha do tempo. Chegamos assim exatamente ao desenho mais próprio da evolução: uma espiral.

Então vemos agora que a trilha da evolução, projetada na superfície, não é mais uma reta em ziguezague ou uma senoide progressiva, porém uma espiral pulsátil. Logo, o eixo da evolução é uma curva e não uma reta. Ele abre e fecha-se, seguindo a curvatura do tempo, fazendo-nos recordar que tudo no universo relativizado obedece ao trajeto curvilíneo. Portanto, se no cosmo em que vivemos o tempo está arqueado e o próprio espaço emborca sobre si mesmo, a evolução não poderia deixar de acompanhar esse mesmo e invariável traçado.

Encontramos então que a espiral é o desenho mais próximo da realidade do caminho evolutivo. Essa é nossa estrada natural de ascensão ao plano divino. Espiral que, no entanto, não segue uma abertura constante.

A cada volta, ela fecha-se sobre si mesmo, para novamente expandir-se, rumo ao Infinito. Estamos diante, portanto, de uma espiral pulsátil, que a seguir analisaremos melhor em seus íntimos movimentos.

À medida que Francisco expunha suas interessantes ideias, imagens esquematizadas projetavam-se na tela do salão, como se flutuasse no ar, desenhadas por uma mão invisível. E vimos a espiral evolutiva movimentando-se em seu íntimo pulsar e sua resultante abertura, figurando-nos a exata noção do que o preletor nos apresentava.

Se no plano a evolução é uma espiral pulsátil, na dimensão volumétrica, compreenderemos, contudo, que a evolução perfaz o exato formato de um vórtice em rodopio no espaço. Este é, enfim, o verdadeiro diagrama da evolução, nossa linha natural de subida, copiada por todos os objetos fenomênicos em existência no Relativo. A esse esquema fundamental do progresso chamamos de trajetória típica da evolução.

Todos os filhos da queda seguem inexoravelmente a trajetória típica da evolução, que se fará a estrada natural de todo e qualquer fenômeno em nosso universo. Onde houver uma emanação energética, ela obrigatoriamente terá de percorrer esse inexorável traçado. Olhemos as galáxias semeadas na vastidão sideral – não são perfeitas espirais? Ou mesmo nossas polpas digitais, também não são círculos concêntricos e encurvados? O simples escoar da água por um ralo, bem como a trajetória das partículas atômicas, as órbitas planetárias, as correntes marinhas ou os movimentos atmosféricos, as linhas de força da pele ou o caminho de implantação dos pelos, um simples caracol ou um buraco-negro inserido na imensidão cósmica, todos, absolutamente todos os filhos fenomênicos da queda, que crescem e vivem nas leiras do Relativismo, dos menores aos maiores, expressam suas potências e suas trajetórias segundo o único protótipo, produzido pelo abraço íntimo dos movimentos de queda e ascensão: a espiral evolutiva.

Francisco, então, com sua poderosa mente, projetou-nos diversos desenhos das forças em ação na intimidade fenomênica do universo caído, mostrando-nos, do átomo às galáxias, que todos marcham na evolução segundo o traçado de uma espiral. E completou o sábio orador:

A espiral evolutiva é o desenho não só de toda progressão energética, mas também, irmãos, é o caminho através do qual a linha curva do tempo progride e as emanações do espaço se contorcem. Esse é, enfim, o esquema fundamental segundo o qual se afigura a arquitetura final do próprio universo em que vivemos, visto em sua máxima expressão, desde o Infinito.

 

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