Sinfonia Cósmica

CAPA-CIENCIA-E-REDENCAO

A grande Lei tem muitos princípios e fundamentos, artigos e parágrafos. Os que acabamos de mencionar são apenas aqueles que nossa atual e parca inteligência permite-nos vislumbrar. Em nossa realidade, a grande Lei ocultou-se na intimidade de todos os seus eventos, onde age incessantemente, acompanhando a fragmentação fenomênica da queda. Seus muitos capítulos e itens, necessários ao funcionamento do Todo,  continuam ativos, produzindo benefícios ainda inalcançáveis pela nossa razão. Assim, graças à ação da grande Lei, a unidade não se perdeu e todo o universo desmoronado reconduz-se apressadamente à sua perfeita organicidade de origem.

Todos os seus seres fenomênicos, produtos da grande contração do espírito, permanecem reunidos sob a unidade da Lei, coordenados na ordem mínima para que restituam o atributo essencial perdido: a Vida eterna. Por isso, todas as leis e todos os fundamentos trabalham incessantemente, nas mais variadas plagas do cosmo, para produzir sua joia mais preciosa: a consciência, a expressar-se essencialmente como vida. “Vim para que tenham vida, e a tenham em abundância”, exarou o Cristo, determinando-nos que, por meio de sua presença, a divina e dadivosa essência da vida encontra-se sempre disponível para isentar da morte o espírito que caiu e reconduzi-lo à gloriosa ressurreição.

Dos maiores aos menores, a Lei coordena-se em famílias de regulamentos e princípios, multiplicando-se em variados capítulos e artigos, inalcançáveis pela nossa razão. Como um harmônico conjunto, sempre adaptado às condições particulares dos seres que dirige, ela estende-se a todos os rincões da criação e a todos ordena que caminhem e cresçam, para que outra vez resplandeçam na glória de origem.

Princípios de unidade e dualidade, trindade, reprodução de valores e identidade de filiação, individuação e autonomia, diferenciação, especialização e complementaridade de funções, nucleações atrativas de unidades coletivas, interação, interdependência e complementaridade, hierarquização de posições e funções, sob os imperativos da organicidade, a regência da ordem e os indultos do amor, constituem os traços fundamentais com os quais a Lei desenha o Todo e seus múltiplos universos, expressando-os como um grande, unitário e coerente pensamento, a gravitar inexoravelmente em torno de seu Criador: Deus.

Na realidade em que vivemos, devemos agregar a existência de outra Lei fundamental que ainda não mencionamos: a Lei de Retorno. Própria do universo desmoronado, essa lei menor impera sobre todos os fenômenos contraídos de nosso cosmo, com o fim de fazê-los retornar ao plano original da perfeição. A Lei de Retorno, portanto, representa a complacente ação divina em favor do resgate da criatura que caiu no báratro da desordem, da dor, do mal, da destruição e da morte. Faz-se, portanto, Lei de Salvação. Pela extensão e importância que representa, estudá-la-emos à parte em nosso próximo encontro.

Compreendamos, no entanto, que a Criação é incomensurável e a fenomenologia do ser está dotada de uma complexidade que extrapola em muito nosso parco entendimento. A grande Lei estende-se muito além de nossos olhos, a envolver absolutamente todas as manifestações no palco dessa estupenda realidade que nos abriga. Não tenhamos, portanto, a pretensão de enquadrá-la nesta curta e resumida exposição, nada mais que simplória introdução à Mecânica divina que a tudo assiste.

Curvemo-nos ante a grandeza de Deus e a magnificência de Sua Lei. Agradeçamos a bondade do Pai que nos fez produtos dessa fusão de formidáveis e sábios princípios, adaptados a todas as nossas necessidades.

Consolemo-nos por ser o primado do amor seu esteio fundamental, garantindo a todos os seus filhos a impreterível realização da felicidade, na consumação dos séculos.

Se tais ordenações não trabalhassem incansavelmente a nosso favor, jamais existiríamos. Perante essa estonteante realidade tem o homem o dever da humildade e da gratidão, reconhecendo-se produto da mais extraordinária conjuntura fenomênica que o mantém e lhe permite existir e realizar-se. Diante dessa verdade, que se abata o mais vil dos orgulhos, e se vergue a exaltada e cega arrogância humana.

 

 

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