Princípio de Periodização

CAPA-CIENCIA-E-REDENCAO

Observemos ainda que a Lei de diferenciação organiza-se conforme o princípio de periodização. Segundo esse interessante artigo de Lei, os filhos da Criação distribuem-se em tipos específicos de acordo com um padrão determinístico que se repete periodicamente, levando-os a se organizarem em grupos e famílias, de acordo com a basilar identidade de funções e complementaridade. Eis a razão última por que a ciência terrena encontrou na tabela periódica o justo critério de classificação dos elementos químicos do universo físico.

Segundo os estudos da Terra, irmãos, os compostos simples encontrados no cosmo, quando dispostos segundo seus crescentes números atômicos, terminam por formar grupos ou famílias que compartilham propriedades semelhantes. Essa fundamental propriedade da natureza é exatamente a mesma que leva os seres vivos a se organizarem em espécies, famílias, gêneros e reinos, encontrados entre plantas e animais. E, creiam, no reino hominal, igualmente distinguimo-nos uns dos outros de acordo com os mesmos fundamentos, embora a ciência que estuda a  personalidade humana ainda não se tenha dado conta do fato, levando-a a considerar todos os indivíduos de uma mesma espécie vestidos por panoramas psíquicos e caracterológicos absolutamente iguais.

Notemos ainda que, em nossa realidade, a queda projetou o ser na perda da consciência que ele detinha de si mesmo e de seu papel na Grande Unidade divina. O ser tornou-se “não-ser”, passando a existir como uma entidade inorgânica, sob o regime da mínima organização possível para que pudesse ao menos existir. Fez-se o universo material, sustentado pelos vários tipos específicos que compõem a tabela periódica dos elementos naturais. Nesse reino básico do universo desmoronado, o ser fenomênico perdeu sua identidade própria, diluindo-se em uma multidão de seres que lhe são aparentemente semelhantes.

Assim, nos reinos inferiores não se faz possível a distinção entre os diversos elementos de uma mesma espécie, que sobrevivem como verdadeiras almas coletivas. À proporção, no entanto, que ascendem pela esteira evolutiva irão reconquistar a identidade de origem, manifestando-se paulatinamente como personalidades dessemelhantes umas das outras, embora compartilhem as propriedades comuns à espécie a que pertencem. É o que se observa, por exemplo, no reino humano, onde cada personalidade parece ser única no extenso universo de manifestação das almas, diferentemente de um bando de animais, composto por indivíduos indistintos uns dos outros. Portanto, a evolução atuante em nosso cosmo processa a paulatina apuração da individualidade, levando os seres a se distinguirem cada vez mais uns dos outros. Exatamente por isso é muito mais fácil diferenciar um ser humano de outro que separar um elemento químico de seu semelhante, ou mesmo uma planta ou um animal inferior de seus iguais.

Desconhecendo o comportamento da grande Lei, o homem exige que seu irmão lhe seja cópia perfeita, esperando que cada qual pense, atue e aja de acordo com os mesmos princípios que o particularizam. É preciso respeitar a individualidade de cada um, pois ainda não compreendemos perfeitamente o determinismo que demarca a diferenciação dos múltiplos tipos humanos, cada qual motivado por distintos impulsores. Embora demarcadas por identidade de origem, suas almas funcionam segundo tendências próprias, cujas raízes se estendem à geração divina da individuação, fato para nós ainda diluído na insciência que nos caracteriza.

No futuro conheceremos melhor esses fundamentos que delineiam a personalidade humana e então saberemos com mais propriedade acomodar-nos na função que a sociedade nos pede. Libertando-se do regime de competições em que vivemos, cada qual desempenhará seu papel na comunidade em que vive, desenvolvendo trabalho em proveito não apenas de si próprio, mas prioritariamente em benefício do conjunto que o abriga.

Assim, o homem, nada mais que uma célula social, não será mais inimigo da unidade orgânica que o asila. E os dirigentes da sociedade, por sua vez, não verão mais o indivíduo como um ser que almeja antes de tudo espoliar o bem comum em benefício próprio. O indivíduo amará a comunidade, à qual servirá com alegria e desprendimento. A comunidade amparará o indivíduo como a maior motivação da própria existência. Desse modo, alicerçada no legítimo colaboracionismo, a sociedade converter-se-á em verdadeiro organismo, produzindo inigualáveis frutos de bem-estar, paz e prosperidade para todos. Então não haverá mais empeços para que as potencialidades humanas atinjam o esperado Reino dos Céus.

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