Princípio de Organicidade

CAPA-CIENCIA-E-REDENCAO

Ao observarmos a ação conjunta de todos esses princípios e fundamentos da grande Lei, vemos que eles objetivam em última instância a formação de organismos no Universo, como unidades indispensáveis à manifestação do ser no santuário da Criação. Fato que nos leva a definir este princípio como outro artigo igualmente fundamental da grande Lei, ínsita ordenação, da qual fenômeno algum é capaz de evadir-se.

Exatamente por isso a Obra divina faz-se um grande organismo a abrir-se em infindáveis conjuntos de organismos menores. Eis por que nosso universo, da unidade atômica ao ser vivo, dos mundos e sistemas estelares aos arquipélagos galácticos, constitui-se de um conjunto de unidades orgânicas autossustentáveis, em uma sucessão de organismos menores, albergados em organismos maiores, de um extremo a outro do Infinito.

O princípio de organicidade determina então que todo eu fenomênico somente exista e se manifeste desde que se faça uma conjunção de organismos menores, a consorciar-se, por sua vez, a sistemas orgânicos maiores que o integrem ao Todo.

E compreendemos então que todos os fundamentos da grande Lei que delineamos, como a fusão na unidade, a reprodução de valores, a necessidade de trocas mediante especialização de funções, complementaridade de produtos e serviços, a nucleação e a coletivização sob a ordenação hierárquica são, todos, quesitos indispensáveis para que o Todo funcione como uma entidade orgânica.

Eis então que a unidade básica do Universo é o organismo. Esse é o protótipo da Criação, sem o qual nada pode existir. Isso faz do universo um organismo essencialmente vivo em todos os seus planos de manifestação, ainda que nas expressões mais brutas da matéria.

Compreendamos, mais uma vez, irmãos. Com a queda e a interposição da desordem oriunda daqueles que negaram a Lei, houve séria rotura do princípio de organicidade, terminando por gerar a matéria, onde a vida parece inexistir. Nos sáfaros domínios da massa bruta, podemos afirmar que a organicidade teria se perdido definitivamente não  posse o amor divino, que permaneceu junto do ser caído, conduzindo-o à mínima ordem possível para que o espírito não deixasse de existir. O Senhor, como nos afirmou o Cristo, não quis a morte do pecador. Manteve-se a seu lado para que produzisse a organização fundamental do átomo. Até que o ser caído, vestido de átomos aparentemente inertes, restituísse a organicidade perdida, própria da vida superior. E estamos agora em busca da máxima organicidade que somente o verdadeiro amor pode produzir: o Reino de Deus, o qual o Cristo veio ajudar-nos a reedificar em nós.

Enfim, elucida-se que uma congregação de elementos somente pode converter-se em um organismo se a simbiose e o colaboracionismo fizerem-se atributos espontâneos de seus membros. Simbiose e colaboração que são genuínos filhos do amor. Por isso, mais uma vez, o amor torna-se o cimento essencial à confecção e sobrevivência do organismo, sem o qual este se desfaz na dissolução de sua unidade e na dispersão de seus elementos. Portanto, sem amor não há união. Sem união não há manifestação orgânica. Sem manifestação orgânica não há vida. Sem vida, a centelha divina acesa permanentemente no espírito extingue-se para sempre, retornando indiferenciada ao Todo de onde proveio.

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s