Princípio de Ordem

CAPA-CIENCIA-E-REDENCAO

Entrementes, todas essas Leis e fundamentos não funcionariam se não estivessem coordenadas no Princípio de Ordem, a pedra angular da Constituição divina que impera sobre todas as Leis e fundamentos de Lei. A ordem produz equilíbrio, harmonia e beleza, encerrando a Criação no impreterível e perfeito funcionamento de todos os seus princípios. Por isso, o Universo é ordem e não caos. Se o caos existe é por imposição do espírito que se rebelou. Contudo, o caos em nosso mundo derruído está detido em pacotes provisórios e restritos de desordem, os quais, pelo trabalho incansável da evolução, serão adequadamente reordenados e absorvidos na perfeição do Absoluto.

O bem, o belo, o amor e a harmonia imperam incontestes no Absoluto, por imposição do irrevogável princípio de ordem. No seio da grande Lei não há então lugar para a desarmonia, a indelicadeza das formas e a imprecisão de princípios. Se tais atributos podem ser identificados ao nosso derredor, guardem a certeza, estão restritos ao nosso mundo imperfeito, deformado pela queda do espírito. Em nosso universo, irmãos, a revolta e o desamor, tolerados pela complacência do Criador e com os quais ainda nos debatemos, impõem a desfiguração dos fundamentos divinos, produzindo aberrações das aparências e adulteração dos mundos e suas paisagens.

Exatamente por isso, irmãos, existem paragens infernais nos mundos primitivos, onde feitios monstruosos vestem os seres inferiores que os habitam. Até mesmo os envoltórios de que atualmente nos servimos são andrajos indesejáveis, degradáveis no tempo, por vezes deselegantes, que nossos psiquismos ainda insipientes, detidos na perversidade e na insuficiência de todos os valores divinos, impõem-nos como provisórias apresentações no reino das formas. Estamos distantes, naturalmente, das blandícias celestes e das excelsas vestes nupciais que embelezam os anjos.

Portanto, filhos do Relativo, jamais consideremos a natureza que nos envolve, desenhada nos lastimáveis panoramas de lutas e dores, sombras e lamentos, como moldadas pelas sábias mãos do Divino Arquiteto, Criador da Vida. Compreendamo-las unicamente como produtos deformados pela nossa maldade e reflexo de nossa própria inferioridade. Se paisagens avernais contaminam nossos caminhos e desfiguram as belezas com as quais o Senhor conformou Sua Obra, devemos isso à inadequada escolha que fizemos por vivenciar o egoísmo em todas as suas expressões de crueldade.

Fizemo-nos, verdadeiramente, seres diabólicos, escolhendo viver sob o império do mal e da destruição. Então, eximamo-nos de imputar a desfiguração dos seres e seus precários ambientes de manifestação à pretensamente incompleta ação do Artista Divino, que então requereria a permanente ação do tempo para elevá-los à perfeição desejada. Deus somente poderia ter criado o Belo, o Bom e o Perfeito e nada diferente disso.

Alcemos os olhos para as altitudes celestes. Claridades inimagináveis e paragens paradisíacas acenam-nos com suas extraordinárias benesses e maravilhas, aguardando-nos na resolução dos tempos. Se agora as trevas e as agruras do mal ainda nos assediam a felicidade, o amanhã nos promete o raiar de uma nova aurora, sob os clarões do sol do amor. Aproximemo-nos da Ciência Divina, conhecendo suas Leis, a fim de melhor segui-las, para que apressemos o raiar desse novo dia no milênio que se aproxima.

Não nos apoquentemos ante as tormentas e as sombras em que o nevoeiro da morte agora nos sitia. A grande Lei continua demarcando a cabal presença de Deus em nosso mundo, deixando-nos a certeza de que Seu amor persiste labutando ao nosso lado, trabalhando ativamente pela nossa regeneração, e pela completa recuperação do nosso universo caído.

Ao lado da dor e da carência está a Lei, a providenciar-nos a cura de nossos males e a satisfação de nossas necessidades, sob a acolhida de inestancável bondade. A Lei ampara-nos os vacilantes passos, onde nossa insegurança paralisa-nos a caminhada. Ela educa a ignorância e consola a morte que ainda nos subjuga em seus tormentos. Atende ao desespero e recobra a desilusão. É força restauradora que nos ergue sempre após cada queda. É energia permanente que traz a vitória após cada derrota. É a bonança que fulgura ao fim de toda tempestade. É o dia que se segue à noite; a luz, a dissipar as trevas que insistem em ensombrar nossas veredas.

É a exuberância da primavera que supera a derrocada do inverno. É a alegria capaz de esboroar toda tristeza.

É o renascimento que supera a morte. E o bem que vence o mal.

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