Princípio de Individuação

CAPA-CIENCIA-E-REDENCAO

Destarte, a grande Lei de reprodução tem outros artigos. Ela se estende ao princípio de individuação.

Também chamado de princípio de autonomia ou princípio de liberdade, esse item da Lei faz que cada filho, a despeito de herdar a identidade paterna, torne-se, por sua vez, uma entidade autônoma, aparentemente independente da fonte de onde proveio. Portanto, o princípio genético induz a formação de novos tipos que ilusoriamente se sentem apartados de sua origem. Pai e filho separam-se como individualidades próprias, ainda que unidos pela identidade de estirpe e de constituição.

Pela lei de individuação, imposta pelo verdadeiro amor, a Criação gera filhos livres, dotados de liberdade de escolha, impedindo-se que a obra de Deus formasse autômatos indistintos, escravizados pela Vontade Maior. Embora guardem semelhança de origem, por se constituírem da mesma substância genética que a tudo forma, destacam-se do Todo como seres emancipados, providos de identidade própria.

Sob a ação do princípio dualista da Lei, a autonomia deve, não obstante, compensar-se com o inevitável fundamento da interdependência. Assim, a despeito do distintivo de liberdade, os indivíduos filhos fundem-se como partes do mesmo quinhão de substância oriunda do manancial divino e que permanece inseparável em si mesma. Assim a Lei impede o completo isolamento de qualquer de seus rebentos, pois o Criador determinou que a existência somente se faz possível mediante regime de troca. Portanto, na concepção divina, a independência sustenta-se na interdependência de todos os seus filhos. Interdependência regada, mais uma vez, pelo irrevogável primado do amor. Então, pela Lei, a vida deve sustentar a vida, em permanente permuta da substância fundamental que a todos entretece. Por isso o egoísmo gera a morte, e o insulamento, em qualquer instância da Criação, conduz à inevitável degradação do ser, por faltar-lhe o sustento que somente o amor confere.

Assim o Todo-Deus divide-se em deuses-menores, aparentemente independentes do Centro gerador. Não obstante, o fundamento do amor, mais uma vez, impede a fragmentação do Todo sob a ação do princípio de individuação, mantendo-se através da identidade e da interdependência a perfeita fusão de seus elementos.

Já no universo desmoronado, a coesão substancial do amor foi superada pelo princípio de individuação, trazendo como consequência o fracionando fenomênico da Unidade. Entrincheirados no ego e encastelados no orgulho, os seres caídos passaram a viver a ilusão de plena independência do Todo, negando-se a intercambiar suas potencialidades de origem. Enfraquece-se não só o conjunto, mas sobretudo o indivíduo, que jamais subsistirá sem a genuína e constante troca de valores entre seus membros. Depauperadas e famintas de amor, seguem as fileiras de almas falidas pelos caminhos do Relativismo, mendigando permanentemente afeição, acolhimento e sustento, sem admitir que o móvel de todas as suas dores e carências encontra-se na opção pelo atroz individualismo e apriorística negação do amor.

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