Princípio da Semente

CAPA-CIENCIA-E-REDENCAO

Observemos ainda mais de perto a ação da Lei dos núcleos. Em nosso universo, sob o embalo da contração motivado pela queda, esse fundamento induz o Princípio da Semente, ao qual também já nos referimos em nossa última exposição. Segundo essa extensão da Lei de nucleação, todo fenômeno, no cosmo degenerado, deve nascer como um ponto em potencial, pronto a desenvolver-se até sua máxima expressão possível no plano em que se projeta.

Após esse pleno desenvolvimento, nova contração impor-lhe-á outro retorno a novo estado de semente, levando-o assim a existir como um fenômeno oscilante e cíclico, feito de crescimentos e contrações, manifestações e aparentes extinções. Ou seja, tudo nasce, vive e morre, para renascer e tornar a morrer, para existir unicamente como um ser oscilante nas escarpas do tempo e nos precipícios do espaço. Portanto, em nossa realidade falida, todos os núcleos devem pulsar alternando expansão e recolhimento.

Até as estrelas no céu obedecem a tal fundamento. Elas concentram-se em poderosos centros gravitacionais, atraindo matéria a seu derredor, para então expandirem-se como pontos de irradiação e depois sucumbir na explosão de suas potencialidades, gerando fecundos sistemas de mundos. Assim desenvolve-se a vida dos astros, assim operam as galáxias, que nada mais fazem que repetir o mesmo e geral modelo genético do cosmo. Assim vivem todos os seres fenomênicos de nosso universo, sejam biológicos ou inorgânicos. E nessa aparentemente interminável dança de eventos funciona toda a criação desmoronada e seus inumeráveis filhos, até que todos se estabilizem na Unidade do Absoluto.

Como um reflexo da primeira queda e da inicial expansão invertida, todo eu fenomênico deve nascer de  um broto, que depois irá gerar novos germes e assim sucessivamente, fazendo de nosso universo uma imensa gleba de florações, em desenvolvimento nos campos do Infinito. Desenvolvimento que se manifesta em princípio, meio e fim para todo eu fenomênico, a se expressar nos domínios da grande queda. Fato que nos remete ao Cristo, quem asseverou assemelhar-se o Reino de Deus a uma semente da mostarda. Com o desmoronamento dimensional, a plenitude divina que nos constituía condensou-se em forma de um potencial a aguardar maturação no tempo. Tornou-se assim a menor de todas as sementes, que, ao desenvolver-se e restituir sua plenipotência de origem, far-se-á, entretanto, a maior de todas as florações divinas.

 

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