Lei de Trindade e Lei de Reprodução

CAPA-CIENCIA-E-REDENCAO

Lei de Trindade

 A terceira grande Lei, igualmente derivada da unidade, é a Lei da Trindade Universal. Segundo esse fundamento, a substância formativa da Criação deve expressar-se em trilogia de aspectos conceituais e constitutivos, produzindo o princípio ternário do Universo, que encontraremos na intimidade de toda expressão fenomênica.

É por ela que denotamos em nosso cosmo a presença do espírito, da energia e da matéria, como apresentações fundamentais da Trilogia básica da Criação.

E é ainda por ela que as três manifestações da Trindade universal consubstanciam-se mais uma vez na indissolúvel Unidade. Simbolizados por Espírito Santo, Pai e Filho, respectivamente, a lei da Trindade universal motivou nosso estudo no último encontro e, por ora, não tornaremos a discorrer sobre seus conceitos.

 

Lei de Reprodução

Partamos, portanto, sem demora para a quarta grande Lei, a Lei de Reprodução, ou Lei de Filiação. Essa Lei determina que todo produto da Criação deve germinar outro idêntico a si próprio. Por isso todo Filho deve fazer-se novo pai, comprometido, por item de Lei, a gerar rebentos de si mesmo. Esse fundamento, como princípio genético do cosmo, reverbera no Infinito, a impor-se sobre todo evento, produzindo a multiplicidade fenomênica do Universo, em obediência à ordem: “Crescei e multiplicai-vos.” Isso faz do ato de criar o gozo maior da alma.

A Lei de reprodução, aplicada ao Divino, resultou na criação do Universo, fruto de Sua espontânea doação por amor à Criatura. Tendo por substrato a substância incriada, a Criação se estabelece no seio do Criador como emanação do próprio e sagrado hálito. E pela Lei de reprodução a Criação faz-se de igual natureza do Criador, por ser filha natural de Sua ínsita substância.

Compreendamos, não obstante, que a criação da qual participamos, materializada no Relativo, embora seja de origem divina, em nada mais se assemelha aos puros atributos do Criador. Ela não parece mais ser-Lhe filha natural, exatamente porque a grande revolta do espírito fez degenerar sua original pureza, maculando-a de espaço e matéria, energia e tempo, caos e dor, trevas e morte.

E entendamos ainda que ao Filho, em qualquer instância, não é dado o direito de gerar a partir do nada.

Feito de substância incriada, ele, por sua vez, não pode originar substância incriada, mas apenas manipular aquela que já existe. Seu ato de gerar restringe-se assim a moldar sobre o substrato universal, originário de Deus e que a tudo permeia, as próprias criações. Isso faz de toda criatura, um criador em plano menor, pois somente Deus, o Pai supremo, é Criador no plano maior, sendo capaz de conceber a partir do nada. Através da Lei de Reprodução, destarte, o Filho torna-se colaborador da obra de Seu Genitor, compartilhando-Lhe a inusitada alegria de procriar.

A grande Lei de reprodução deve satisfazer, mais uma vez, o imperativo do amor. Através do amor paternal, a substância que integra um ser fenomênico deve ser doada, sem limites, a seu descendente. Mesmo em nossa realidade, onde impera o vil prelo de egoísmos, essa Lei não é facilmente desobedecida. Vemo-la mesmo entre os mais selvagens seres, que praticam integralmente o amor filial, doando a seus rebentos o melhor de si mesmos. Lei que torna todos capazes de sacrificar a própria vida em favor da prole, assegurando-se assim a sobrevivência das espécies, ainda que nos reinos mais inferiores da vida física.

Não vemos esse fundamento, base essencial da existência, atuante em todas suas multivárias manifestações fenomênicas? Uma simples bactéria não doa integralmente tudo o que possui em favor do novo ser que dela brota? Este então é impreterível alicerce que define a própria vida.

Entrementes, o princípio do amor, indispensável à manutenção da Unidade, pede ao ser criado amar não apenas os próprios rebentos, mas de igual modo os filhos alheios. Evidentemente que, em nosso mundo, movido essencialmente por interesses egoicos, esse fundamento a todo instante é francamente desobedecido. Por opção do ser que faliu, e não vontade de nosso amoroso Pai, o espírito caído devora os filhos alheios como se fossem estranhos à própria substância e independentes de suas interações afetivas.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s