A doença da involução

sistema2

Com a queda, o ser deslocou o seu centro de existência, mudando o seu modo de existir da forma pura de substância, como é o espírito, numa forma menos pura, como é a energia, e daí até à mais corrompida e inquinada, a matéria.

Podemos pensar, então, que esses estados interiores do espírito eram apenas as fases previstas de um processo de corrupção progressiva do espírito, que se teriam tornado atuais no caso de uma saída sua do estado de ordem, o que lhe defendia a integridade e a saúde.

Nas normas da Lei, teria existido também este princípio, pelo qual, se o espírito tivesse querido sair da disciplina de um regime sadio de vida, teria adoecido, com a doença da involução, levando-o do espírito à energia e à matéria, que seria o curso da doença. De forma que energia e matéria poderiam ser consideradas como estados de progressiva corrupção ou decadência do estado perfeito de espírito, e este seria então o sentido que deveríamos dar à palavra queda.

Podemos dizer que a substância pode assumir vários estados, entre os quais o seu estado perfeito como espírito, e outros estados tanto mais corrompidos e imperfeitos, quanto mais sua forma se afastar do espírito para a matéria. Com a queda, a substância, que estava no estado puro, ter-se-ia arruinado, para depois tornar a curar-se, ao percorrer o caminho inverso da evolução.

O processo de libertação da forma material seria um processo de purificação; o desmaterializar-se em formas de vida cada vez mais espirituais representaria a cura que, em termos religiosos, foi chamada redenção. Este é o sentido desta palavra. A queda reduziu-se a uma grande transformação da primeira substância, o Tudo-Uno-Deus, além do qual nada pode existir. Essa substância permaneceu inalterada nos espíritos obedientes, mas, se corrompeu nos espíritos rebeldes.

Esta ideia de corrupção evita a ideia espacial das várias imagens examinadas e as substitui, completando o conceito de contração e fazendo compreender melhor como seja possível, para o espírito, assumir a forma de existência representada pela matéria. Dessa forma, ao conceito de contração do ser por deslocamento de seu centro de vida, exterior para o interior e ao conceito de que por esse caminho se possa atingir o estado da matéria, substituiu-se pela ideia mais profunda de uma transformação da substância do ser por efeito e um processo de corrupção progressiva, que vai do estado de espírito ao estado de matéria.

Assim, ao conceito de um espírito que contenha potencialmente, dentro de si, os estados de energia e matéria, nas quais o espírito se contrai e que, portanto, aflorem com a revolta, substitui-se o conceito pelo qual a energia e a matéria constituem uma corrupção da substância, acarretando doença e decadência para o espírito, por efeito da revolta. Com este último aspecto de nossa terceira representação mental do fenômeno da queda, evita-se totalmente a ideia inexata de deslocamento espacial, que tivemos de aceitar nas primeiras aproximações, ao interpretar o fenômeno.

Assim, vamos avançando laboriosamente, e construindo o grande edifício. O nosso pensamento vai cada vez mais se aperfeiçoando por graus, esclarecendo-se sempre mais, analisando, provando o que foi dito desde o princípio, com conceitos que jamais se modificaram, mas foram, cada vez mais se confirmando. Jamais retratamos uma só palavra, por ter sobrevindo um fato que a demonstrasse errada.

O trabalho consiste, sobretudo, em demonstrar, com a análise, que são verdadeiras as conclusões ou os totais das operações, colocadas antes da argumentação, quando ainda ignorávamos completamente, em princípio, o desenvolvimento futuro. Mas, a finalidade principal já foi alcançada que é a de mostrar as linhas gerais da Lei que dirige tudo e todos, e contém o pensamento de Deus.

Livro: O Sistema

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/OSistema.pdf

Faça seu comentário e participe de nosso grupo de estudos.

A doença da involução

Com a queda, o ser deslocou o seu centro de existência, mudando o seu modo de existir da forma pura de substância, como é o espírito, numa forma menos pura, como é a energia, e daí até à mais corrompida e inquinada, a matéria.

Podemos pensar, então, que esses estados interiores do espírito eram apenas as fases previstas de um processo de corrupção progressiva do espírito, que se teriam tornado atuais no caso de uma saída sua do estado de ordem, o que lhe defendia a integridade e a saúde.

Nas normas da Lei, teria existido também este princípio, pelo qual, se o espírito tivesse querido sair da disciplina de um regime sadio de vida, teria adoecido, com a doença da involução, levando-o do espírito à energia e à matéria, que seria o curso da doença. De forma que energia e matéria poderiam ser consideradas como estados de progressiva corrupção ou decadência do estado perfeito de espírito, e este seria então o sentido que deveríamos dar à palavra queda.

Podemos dizer que a substância pode assumir vários estados, entre os quais o seu estado perfeito como espírito, e outros estados tanto mais corrompidos e imperfeitos, quanto mais sua forma se afastar do espírito para a matéria. Com a queda, a substância, que estava no estado puro, ter-se-ia arruinado, para depois tornar a curar-se, ao percorrer o caminho inverso da evolução.

O processo de libertação da forma material seria um processo de purificação; o desmaterializar-se em formas de vida cada vez mais espirituais representaria a cura que, em termos religiosos, foi chamada redenção. Este é o sentido desta palavra. A queda reduziu-se a uma grande transformação da primeira substância, o Tudo-Uno-Deus, além do qual nada pode existir. Essa substância permaneceu inalterada nos espíritos obedientes, mas, se corrompeu nos espíritos rebeldes.

Esta ideia de corrupção evita a ideia espacial das várias imagens examinadas e as substitui, completando o conceito de contração e fazendo compreender melhor como seja possível, para o espírito, assumir a forma de existência representada pela matéria. Dessa forma, ao conceito de contração do ser por deslocamento de seu centro de vida, exterior para o interior e ao conceito de que por esse caminho se possa atingir o estado da matéria, substituiu-se pela ideia mais profunda de uma transformação da substância do ser por efeito e um processo de corrupção progressiva, que vai do estado de espírito ao estado de matéria.

Assim, ao conceito de um espírito que contenha potencialmente, dentro de si, os estados de energia e matéria, nas quais o espírito se contrai e que, portanto, aflorem com a revolta, substitui-se o conceito pelo qual a energia e a matéria constituem uma corrupção da substância, acarretando doença e decadência para o espírito, por efeito da revolta. Com este último aspecto de nossa terceira representação mental do fenômeno da queda, evita-se totalmente a ideia inexata de deslocamento espacial, que tivemos de aceitar nas primeiras aproximações, ao interpretar o fenômeno.

Assim, vamos avançando laboriosamente, e construindo o grande edifício. O nosso pensamento vai cada vez mais se aperfeiçoando por graus, esclarecendo-se sempre mais, analisando, provando o que foi dito desde o princípio, com conceitos que jamais se modificaram, mas foram, cada vez mais se confirmando. Jamais retratamos uma só palavra, por ter sobrevindo um fato que a demonstrasse errada.

O trabalho consiste, sobretudo, em demonstrar, com a análise, que são verdadeiras as conclusões ou os totais das operações, colocadas antes da argumentação, quando ainda ignorávamos completamente, em princípio, o desenvolvimento futuro. Mas, a finalidade principal já foi alcançada que é a de mostrar as linhas gerais da Lei que dirige tudo e todos, e contém o pensamento de Deus.

Livro: O Sistema

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/OSistema.pdf

Faça seu comentário e participe de nosso grupo de estudos.

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s