ESQUEMA GRÁFICO: INVOLUÇÃO-EVOLUÇÃO (5)

Grafico Inv-Evol

Esta figura tem um significado profundo. Ela orienta-nos, explicando a causa, a razão e o objetivo do vir-a-ser universal, mostrando-nos as origens e o porquê do processo evolutivo em que vivemos. Ela deixa-nos ver com que exatidão geométrica a sabedoria da Lei opera a salvação, depois de estar contido em sua ordem todo o desmoronamento da queda.

Para compreender a figura é necessário penetrá-la nos seus movimentos de contração e expansão, de criação e reabsorção de valores, no seu contínuo dinamismo regulador de todo o ciclo involutivo-evolutivo.

Vemos, assim, de X, um ponto, sem dimensão, nascer todo o campo de forças do AS, e igualmente do ponto Y, o S voltar à sua plenitude. A posição reciprocamente emborcada dos dois triângulos, o do S e o do AS, um que diminui na proporção que o outro aumenta, até um desaparecer na plenitude do outro, tudo isto nos mostra quando ordenadamente a Lei tenha dirigido a desordem da queda no AS, até a reconduzir toda na ordem do S.

A figura mostra-nos como, a cada ponto e posição ao longo da linha da involução ou da evolução, corresponde uma proporcionada amplitude do campo de forças negativas ou positivas dominado, amplitude expressa pela superfície contida entre os dois lados oblíquos dos triângulos que se vão abrindo ou fechando. Pode-se assim calcular a extensão do terreno que em cada ponto do seu caminho os seres viajantes dominam, e o valor das forças que eles possuem, perdendo num sentido e ganhando no nutro, conforme a direção do seu caminho.

Assim a figura não somente nos expressa com representação geométrica espacial o esquema estático do fenômeno, mas também o dinamismo que o anima e transforma a cada passo, na gênese a anulação dos espaços vitais, seja do S seja do AS.

Com o aproximar-se um do outro, os dois lados de cada triângulo, pouco a pouco se avizinham do seu vértice, e com o relativo estreitar-se do campo de forças ou espaço vital que o S ou o AS domina, com tudo isto a figura nos apresenta, expresso graficamente em formas espacial intuitiva, o conceito da anulação do S, ou AS. E ao contrário, com o afastar-se dos dois lados dos triângulos e relativo ampliar-se do campo dominado, a figura nos expressa o conceito de formação do AS, ou reconstrução do S. Se pensarmos o que isso significa, suas implicações com qualidades e consequências, um triângulo prevalecendo sobre o outro, poderemos compreender quão vastos significados a figura contém e a importância das conclusões, às quais nos poderá levar este estudo.

Temos até aqui observado, numa simples visão de conjunto, a figura em sua estrutura estática, para ver como está construída. Estudamo-la depois em seu dinamismo, isto é, no desenvolvimento das duas fases, de ida e volta.

Vimos em que consiste o processo involutivo-evolutivo, isto é, as duas fases do ciclo, de ida e volta. Explicamos que o movimento de descida ou afastamento do S, ao chegar ao ponto Y, se emborca em subida ou aproximação do S até atingi-lo.

Surge neste ponto a espontânea pergunta: por que motivo o processo da queda, chegado a esse grau do seu amadurecimento, ao invés de continuar na mesma direção, volta para trás? A que força é devido esse emborcamento do seu caminho?

Dissemos que assim acontece porque se esgota o impulso da revolta, pois a lei de cada impulso tende a progredir até atingir a plenitude da sua realização. Mas quando essa realização for atingida, o impulso não funciona mais. Então dizemos que ele se esgota porque, atingido o alvo, ele para.

Quando a causa tiver sido transformada toda em efeito, ela não existe mais como causa e com isso se anula o motor do processo. Quando o alvo for atingido, acaba a trajetória da viagem, que não pode continuar.

Quando realizamos uma obra, quando manifestamos nela o nosso pensamento e vontade, quando o que se encontrava dentro de nós em estado potencial passou para fora de nós em estado atual, a força que tudo movimentou não pode continuar.

Para continuar precisaria determinar novo objetivo e novo impulso para atingi-lo. Não há movimento que possa continuar além do seu ponto de chegada, a não ser iniciando outro caminho para outra finalidade.

Então, pela própria lei que o fenômeno traz escrita dentro de si, tudo está automaticamente pré-ordenado de modo que, no ponto em que toda a positividade da parte rebelde do S se transformou na negatividade do AS, e a obra de construção desse triângulo verde está cumprida na linha ZZ1, neste ponto o processo tem à forca de parar e, se quiser continuar, não pode fazê-lo senão mudando o tipo do seu movimento e iniciando outro caminho para outro objetivo.

Livro: Queda e Salvação

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/QuedaeSalvacao.pdf

Faça seu comentário e participe de nosso grupo de estudos

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s