Princípio de Ação e Reação

CAPA-CIENCIA-E-REDENCAO

A Lei do dualismo gera ainda, por irrevogável necessidade de equilíbrio, o princípio de reação, segundo o qual, a toda ação deve opor-se uma reação de igual intensidade e sentido contrário. E mais uma vez esse fundamento impede que toda ação no universo fenomênico exista sem seu necessário limite. Assim, todo impulso deve encontrar seu fim na reação que desencadeia.

Esse é o alicerce que dá equilíbrio ao funcionamento do Universo, em todas as instâncias, recurso indispensável da grande Lei para que tudo exista em perfeita harmonia. Em sua essência pura, o princípio de ação e reação, no entanto, não pressupõe, como já o afirmamos, absoluta oposição entre seus valores, fato que somente se pode constatar em nosso universo derrocado.

Além disso, o binômio ação-reação deve guardar estrita identidade de seus produtos. Por isso, todo efeito terá sempre a mesma natureza de sua causa. Esse postulado permite-nos conhecer, pela índole da reação, o caráter da ação que a provocou. “Dize-me que reações sofres e dir-te-ei as ações que a engendraram”, é a consequência direta desse importante fundamento a mover a Criação, determinando, para todos, a irrevogável colheita segundo a semeadura.

No Universo perfeito, sendo a ação de natureza perfeita, gerará reação de igual qualidade. Sendo a ação dativa, a reação será o bem. Sendo a atuação amorosa, originará sempre a felicidade. Sendo ordem, formará somente equilíbrios. E assim, o dualismo fenômeno que em tudo opera jamais se manifesta no Absoluto em posição de valores, mas, sim, como afirmamos, em perfeito sinergismo de forças.

Ora, se um efeito está impregnado de dor, sua causa só pode ser o mal. Se está infesto de desordem, sua origem seguramente é a rebeldia. Logo, irmãos, a dor e o mal que encontramos em nosso mundo não podem ter sua origem no absoluto amor de Deus e sua impreterível ordem.

Não estamos afirmando que ordem e bondade não fazem parte de nosso mundo, evidentemente que não. Se não existissem, a vida em nosso universo não teria sido possível. Não obstante, de forma inegável, em meio às florações da benevolência e da organização, o caos e o mal crescem em profusão ao nosso derredor. Então, pela lei de reação, somos obrigados a reconhecer que a revolta e o mal estão nas origens do nosso cosmo, os quais somente podemos imputar ao espírito que caiu, jamais a Deus.

Como vimos, a substância afastou-se de Deus pelo movimento. Mas, pela inversão de seu íntimo movimento, determinado pelo princípio de reação, filho da Lei dualista e seu princípio cíclico, deve voltar a Deus, sua fonte. A inestancável Unidade convoca assim ao retorno a Deus de tudo o que de Deus partiu, ainda que por iníquo ato de revolta.

Por isso nosso universo caído, por inerente força de reação, está impregnado de um inestancável afã por unir-se novamente ao Divino. Porquanto, como filhos do Divino, estamos irrevogavelmente imantados pelo amor de nosso Pai que, desde os rincões do Infinito, permanentemente nos evoca a regressar a Seu aprisco.

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