Origem da matéria

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Por que a parte espiritual de nossa personalidade deve viver num corpo material, que representa o polo oposto? Que significado tem isso?

Em nossa personalidade humana, físico-espiritual, situada ao longo do caminho evolutivo, ou seja, de regresso, reencontramos as três fases: matéria, energia e espírito, que são as percorridas pelo ser decaído, primeiramente na descida involutiva, e depois na ascensão evolutiva, nos dois períodos de ida e volta do ciclo completo, exposto na visão.

O espírito representa a parte mais evoluída, antecipando o futuro e cujo ponto final é o Sistema.

O corpo representa a parte mais involuída, recordando o passado (animalidade, subconsciente) e cujo ponto final é o Anti-Sistema.

Na composição do ser humano, encontramos os elementos que vão do mineral ao espírito, porque ele está percorrendo em subida a estrada da evolução, transformando um no outro.

Donde se originou a matéria constituinte do nosso universo?

As teorias expostas explicam não apenas a gênese da matéria, mas também resolvem o problema de sua extinção final, dando um sentido à sua existência, explicando a finalidade a que está sujeita, e justificando-lhe a presença.

Sem essas teorias, não se sabe de onde proveio a matéria, como pode ter nascido, finalmente, e como poderá desaparecer. Isso porque é indispensável uma sua eliminação final, se não quisermos que o estado de imperfeição inerente a ela jamais se resolva, o que tornaria fracassada a obra de Deus. Só com a visão se resolve a necessidade lógica de tudo retornar ao estado de perfeição em Deus.

Ora, se presenciamos a passagem de matéria a energia na desintegração atômica, a de energia a espírito em nosso organismo; assim a energia elétrica, de onde se originou a vida, atingiu no homem o seu mais alto grau de evolução, na forma de energia nervosa, transformando-se através do cérebro em pensamento imaterial, que constitui o espírito.

A estrutura celular cerebral representa o mais alto grau de complexidade e perfeição a que a evolução levou a matéria. Temos, assim, diante dos olhos o trajeto completo evolutivo do mundo físico ao espiritual.

Podemos, agora, dar uma resposta melhor a quem pergunta por que nosso espírito deve viver na Terra num corpo.

De fato, verificamos que a vida só chega às funções psíquicas quando conduziu a matéria a tal grau de elaboração e perfeição que transformou a substância mineral em cerebral. Veja a que estado de complexidade deve alçar-se a simples estrutura atômica da matéria inorgânica, para poder tornar-se instrumento de tão altas funções!

Quantas elaborações, desde a matéria inorgânica do solo às plantas que a assimilam, aos animais que assimilam as plantas ao comê-las, ao homem que os assimila, igualmente uns aos outros, até que os átomos da primeira substância inorgânica, assumiu posições cada vez mais complexas. Chegam por fim a dispor-se de modos particularíssimos nas evoluídas células cerebrais!

Chegados a este ponto, o espírito de tal forma se potencializou e desvencilhou de sua forma material, que a evolução ocorre além desta, a qual não lhe é mais necessária, como suporte à sua manifestação. Então, o funcionamento do espírito se apoiará na energia, primeiro na circulante no sistema nervoso, e depois na radiante e além deste, e, enfim, também acima de tais meios, apenas como pensamento puro.

À frente de toda essa transformação, pois, está o espírito que excita a matéria que a sustém, embora dela se nutra, para reconstruir-se. Por isso, deve o espírito descer a um corpo físico, por este representar o banco de suas operações da elaboração evolutiva, como também porque, reconstituindo-se nos planos inferiores consegue sanear a substância decaída que ficou atrás, para a subida ser universal e compacta e não aparecer, na unidade do todo, separações demasiadas grandes, ameaçadoras.

Não se trata de substâncias diferentes, mas apenas de formas diferentes da mesma substância. Matéria e espírito são contíguas e conjuntas, e portanto não se pode reconstruir o espírito senão tornando a transformar a própria substância, de seu estado de matéria no estado de espírito. Este é a locomotiva que arrasta todo o comboio dos planos mais atrasados da evolução, ao longo do caminho da subida.

Foi o espírito que chefiou a revolta, pondo-se no caminho da descida. Compete-lhe agora o esforço do regresso, sendo esta a razão porque precisa reencarnar na Terra. O trabalho da evolução só pode ser feito pelo espírito, que necessita, por isso, dobrar-se voltando lá embaixo, tornar a descer na matéria, para transformar a substância que a constitui, nessa outra sua forma, que é o espírito.

Explica-se assim, paralelamente, porque o ser humano encontra na Terra todo o necessário para construir civilização e bem-estar, mas com a condição de querer e saber fazer esse trabalho. No passado involuído, teve de viver nu, num mundo hostil para o qual, se quisesse viver, deveria fazer o esforço necessário para transformá-lo num ambiente a si favorável, porque a reconstrução tem de ser realizada pelo homem através de seus esforços e dores.

Em seu passado, o homem tinha em redor de si apenas a desordem buscada por si mesmo com a queda, apenas as formas decaídas da substância, a matéria, a energia e as mais elementares formas orgânicas, como plantas e animais. Devia, portanto, impor-se a essa desordem, para aí estabelecer a sua ordem, até conseguir colocar-se à frente do fenômeno da evolução terrestre, para dirigi-la, transformando o planeta em sua habitação cada vez mais confortável. Seu dever era atravessar e superar toda a fase representada pela lei da luta pela vida, o que significa reabsorver o separatismo do Anti-Sistema, para conseguir a unificação do Sistema.

Para progredir nesse caminho, o homem tem de aprender a destruir todo o seu egoísmo individualista, próprio do Anti-Sistema, e começar a viver em colaboração com os seus semelhantes, irradiando-se numa só unidade orgânica: a humanidade.

Livro: O Sistema

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/OSistema.pdf

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