Significado da Morte e da Reencarnação

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Qual a causa determinante do fenômeno da morte e qual o significado do fenômeno conexo da reencarnação?

O fenômeno da morte faz parte de uma série de conceitos negativos, que por esta sua natureza negativa faz parte do Anti-Sistema, mesmo na presença de uma natureza positiva da parte do Sistema. Os dois pólos contrários, afirmação e negação, constituem um equilíbrio de opostos que se presumem e se condicionam mutuamente, só podendo existir em função um do outro.  Assim, em todas as coisas encontramos, ligados aos pares, os dois conceitos constituindo o mesmo princípio, antes em seu aspecto positivo, depois em seu aspecto negativo.

Deste modo, no caso agora em observação, a base e a origem do conceito estão no polo positivo, em forma de afirmação, significando vida;  sua parte oposta, ou seja a morte, só é concebível em função da vida, como uma corrupção desta por inversão. O primeiro representa a posição íntegra, situada no Sistema, o segundo a posição decaída, corrompida no Anti-Sistema.

Ora, no estado de perfeição do Sistema, tudo é vida e consciência e não há lugar para o conceito de morte e inconsciência. No estado de Sistema, o espírito permanece sempre presente em si mesmo, em plena luz de consciência. Aproximamos estes dois conceitos de vida e consciência porque, a substância da vida é constituída pela consciência do existir e a substância da morte pela perda dessa consciência.

Explica-se, dessa forma, o estado atual do homem, que tendo percorrido um trecho da subida evolutiva, acha-se a meio caminho entre o Anti-Sistema e o Sistema; por isso divide sua existência entre a forma-vida e a consciência, própria do Sistema, e a forma-morte e inconsciência, do Anti-Sistema.

Que é a morte, então?

A morte é um estado de obscurecimento de consciência, atingido com a queda no Anti-Sistema, por inversão da luz da consciência que o ser possuía no estado de Sistema. Daí resulta ser a morte cada vez mais morte (isto é, perda de consciência) quanto mais o ser se encontra imerso no Anti-Sistema, ou seja, é um involuído; por outro lado, a morte é cada vez menos morte (isto é, perda de consciência) quanto mais o ser se aproxima do Sistema, ou seja, é um evoluído.

Desse modo, como já dissemos, quanto mais se evolui, tanto menos se morre e menos o morrer é morte. Como a involução criou a morte, assim a evolução a destrói.

Nos planos intermediários nos quais se encontra o homem, temos a parte física, o corpo feito de matéria pertencente ao Anti-Sistema, e o espírito representando a parte mais próxima do Sistema; o espírito, ao repetir o motivo da queda, se encarna, recaindo assim no Anti-Sistema.

Essas duas partes representam, no homem, os dois polos, Anti-Sistema e Sistema, entre os quais oscila a cada nova encarnação, para que, evoluindo, se afaste cada vez mais do primeiro e se aproxime do segundo.

Que acontece então com a morte?

Nessa ocasião, a parte física, pertencente ao Anti-Sistema, morre; mas não morre a parte espiritual mais próxima do Sistema. Isto acontece como efeito do princípio de que tudo o que pertence ao Anti-Sistema morre; e tudo o que pertence ao Sistema não pode jamais morrer, por ser feito da vida.

Eis então, que a morte, se para o corpo pode ser quase igual para todos, pode, no entanto, ser bem diferente para a parte espiritual. Essa diferença será tanto mais acentuada, quanto mais o indivíduo for espiritualmente evoluído e se distanciar dos planos comuns e mais baixos da vida. Em outros termos, a morte será tanto menos morte, e a parte espiritual permanecerá sempre mais viva e consciente na morte, quanto mais o ser for evoluído, ou seja, estiver mais próximo do Anti-Sistema, reconquistando-lhe as qualidades.

Só o evoluído readquire plena consciência depois da morte, tanto mais plena, quanto mais for evoluído. Consciência quer dizer conhecimento do pensamento diretivo da Lei, do plano geral do universo e de sua posição, para realizar, como operário de Deus, a própria função e a do próprio destino de ascensão.

Os animais vivem apenas no plano físico do corpo, não podendo, por isto, gozar depois da morte, de uma vida consciente, que não possuem, pois ainda não conquistaram. Saem da vida física e a ela voltam por um fenômeno automático, determinístico, assim como caem as gotas da chuva, sem sabê-lo.

A massa involuída da maioria dos seres humanos está pouco mais acima desse nível e permanece semi-consciente, ou seja, com uma consciência limitada ao da sua forma mental sensória no ambiente terrestre.

A morte não pode mudar o tipo de personalidade. As ideias dominantes são conquistadas por longa repetição, até adquirir seu hábito; as novas qualidades, constituindo os novos instintos, formam-se com a técnica dos automatismos e não se improvisam nem sequer com a morte.

Resulta daí que, comunicar-se mediunicamente como os desencarnados, não representa, na maioria dos casos, senão um transbordar do próprio material humano baixo, do qual a Terra já está saturada e já temos bastante, com pouco a nos ensinar.

Com a evolução, o centro da vida se afasta do plano material cada vez mais no sentido do plano espiritual. Quanto mais é involuído o ser, tanto mais a vida terrena lhe é não só a verdadeira vida mas também toda a vida, tanto mais lhe é preciosa e tanto mais perdê-la significa verdadeiramente morrer.

Quem não possui uma vida intelectual e espiritual em que viva liberto do corpo, teme a morte, porque nela se sente realmente morrer. Ao contrário, quanto mais evoluído for o ser, tanto menos para ele a vida corpórea é a verdadeira vida ou toda a vida. Ele conhece uma vida maior, onde sabe ser eterno e indestrutível; ninguém pode matá-lo, a não ser a sua própria vontade de involuir, praticando o mal.

O seu inimigo não é mais o seu semelhante, que não lhe interessa mais vencer, porque não lhe disputa o espaço vital. Sua luta é contra a própria animalidade, única coisa que o impede de dominar, subindo. O evoluído, ao descobrir essa vida maior, não teme a morte, porque sabe que não morrerá de maneira nenhuma.

Livro: O Sistema

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/OSistema.pdf

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