ESQUEMA GRÁFICO: INVOLUÇÃO-EVOLUÇÃO (4)

Grafico Inv-Evol

Se a primeira parte do ciclo está constituída por um processo de inversão da positividade da parte rebelde do S na negatividade do As, a segunda parte é constituída por um processo de endireitamento da negatividade do AS na positividade do S, devolvendo ao S a parte corrupta que dele se afastou. Em Y acabou o caminho da descida ou involução e inicia-se o do regresso em subida, ou evolução.

Observando a figura veremos que ela nos expressa todo o processo do ciclo completo, que contém, nos seus dois movimentos fundamentais de descida e subida, quatro deslocamentos, isto é:

a) no movimento de descida,

1) o deslocamento do estado de nulidade da negatividade do AS, ao estado de plenitude daquela negatividade (gênese do triângulo verde);

2) o deslocamento do estudo de plenitude da positividade do S, ao estado da nulidade daquela positividade (destruição do triângulo vermelho).

b) no movimento de subida,

3) o deslocamento do estado de plenitude da negatividade do AS, ao estado de nulidade daquela negatividade (destruição do triângulo verde);

4) o deslocamento do estado de nulidade da positividade do S, ao estado de plenitude daquela positividade (reconstrução do triângulo vermelho).

Eis que a segunda parte do ciclo, inversa e complementar da primeira, o completa e conclui a segunda parte do mesmo fenômeno. Se na primeira parte, como há pouco dissemos, se passa da plenitude da positividade, à plenitude da negatividade, vemos agora que na segunda parte do ciclo se passa da plenitude da negatividade à plenitude da positividade.

Então todo o fenômeno da queda se reduz à gênese do dualismo, feito pelos dois sinais opostos + e -, dualismo pelo qual num primeiro momento a positividade se torna negatividade gerando o AS, e num segundo momento a negatividade volta à positividade, reconstituindo-se no S.

O processo do endireitamento evolutivo, que corrige o precedente da inversão involutiva do S para o AS, se inicia na linha ZZ1 no AS, que aqui se encontra em sua plenitude e no ponto Y no S, que aqui se encontra reduzido a um ponto.

Estamos na fase do maior constrangimento da positividade e da expansão da negatividade vitoriosa. Mas neste ponto o originário impulso da revolta que gerou a negatividade, aprisionando a positividade do S, se esgota e volta a prevalecer o caráter fundamental dos dois impulsos, isto é, o do AS, que não pode deixar de seguir a sua natureza negativa que o levará até a renegar a si mesmo, anulando-se assim no caminho do regresso como negatividade, a isto levado também pelo impulso do S, que não pode deixar de manifestar-se reagindo ao constrangimento sofrido dentro da negatividade do AS, afirmando a sua indestrutível natureza positiva, agora que o esgotar-se do impulso contrário lho permite.

Vemos então que a negatividade que quer continuar a ser negativa e a positividade que quer continuar a ser positiva, de fato colaboram no mesmo sentido da reconstrução: a negatividade, por que quer ser negatividade, a positividade, porque quer ser positividade. Maravilhosa sabedoria da Lei que providencia tratamento e cura, prevendo tudo isto de antemão, pré-ordenando esse jogo de forças que automaticamente levam à salvação.

Técnica estupenda pela qual vemos que bem e mal trabalham juntos: o bem, impulso positivo; o mal, negativo; para chegar ao mesmo resultado, que é triunfo do bem.

Continuemos observando.

O processo vai-se assim desenvolvendo na segunda parte do ciclo até que a linha ZZ1 da negatividade do AS fica reduzida a um ponto, X; e o ponto Y da positividade do S se torna ampliado até chegar à linha WW1.

Estes deslocamentos significam que o campo de forças do S, que antes se foi apertando sempre mais até à sua anulação, agora vai se dilatando cada vez mais, ganhando em superfície, isto é, potencializando-se até voltar à sua plenitude; e que o campo de forças negativas do AS, que anteriormente se havia dilatado e potencializado sempre mais, até chegar à sua plenitude, sempre mais se apertando agora até chegar à sua anulação.

Neste ponto o ciclo fica completo e fecha-se sobre si mesmo, porque atingiu o seu ponto de partida. Nesta altura o emborcamento foi endireitado, a negatividade do AS reabsorvida na positividade do S, o caminho involutivo-evolutivo está todo percorrido, e tudo voltou reconstruído e saneado ao seio do S.

Assim os opostos se compensam e, em perfeita correspondência e proporção de impulsos e movimentos, os dois caminhos da queda e salvação se equilibram e se resolvem na perfeita ordem da Lei.

A construção do triângulo verde do AS, e a destruição do vermelho do S, que o processo de involução ou descida XY gera; a destruição do triângulo verde do AS, e a reconstrução do vermelho do S, que o processo da evolução ou subida YX gera; tudo isto está graficamente expresso na figura e salta à vista ao primeiro olhar.

Livro: Queda e Salvação

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/QuedaeSalvacao.pdf

Faça seu comentário e participe de nosso grupo de estudos

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s