Comentários do Espírito Heitor  –  Esclarecendo dúvidas (1)

CAPA-CIENCIA-E-REDENCAO

O monismo substancial do universo não é mera dedução particular do irmão Francisco ou de qualquer outro pensador de nossa instituição. Como o próprio palestrante informou, esse elevado conceito provém de esferas superiores, essencialmente jungidas ao pensamento de Jesus. Se entre nós parece novidade, é preciso considerar que, nos planos elevados do espírito, trata-se de conceito universalmente aceito, necessário a uma compreensão mais próxima da realidade da Criação divina.

Podemos considerar que a fonte original dessa informação seja a mente do Cristo, a irradiar-se sobre todos aqueles que buscam, com sinceridade de propósitos, subsídios para adentrar a Ciência Divina. Portanto, como nos prometeu o meigo Rabi, a verdade, que se oculta aos grandes e poderosos da Terra, revela-se facilmente àqueles que, com humildade, esforçam-se por aproximar-se de Seu pensamento.

A doutrina do Cristo é verdadeiramente para nós a introdução à Ciência do Absoluto. Seu Evangelho é o cântico de unificação plena entre a criatura e o Criador.

Sua famosa assertiva “Eu e o Pai somos um” é o certificado monista do universo, a comprovar-nos que, na obra divina, o aspecto “Filho” é de mesmíssima natureza do aspecto “Pai”. E ao ensinar-nos que Deus apenas em “espírito e verdade” deve ser adorado, Ele nos determinava que uma instância imponderável e espiritual, a dimensão divina, é o único sustento da realidade.

As lições do Evangelho são muito mais vastas do que imaginamos e tratam, em profundidade, de temas que sobrepairam a filosofia e a ciência dos homens. Suas singelas parábolas, entretecidas em linguagem aparentemente simples, anunciam verdades eternas e guardam ensinamentos surpreendentes, ainda inacessíveis à razão comum. Por isso, seguramente, chegará o dia em que a sabedoria humana curvar-se-á diante das peremptórias afirmativas do Messias, conferindo-lhes o valor de verdades científicas.

Questão 01:

Por que jamais recebera a notícia de que tudo no universo está formado de uma única e mesma substância. Por que não obtivemos essa informação antes, desde que agora ela nos parece tão fundamental?

Se examinarmos a história do pensamento humano, veremos que eminentes filósofos do passado alcançaram essa mesma compreensão. Sem nos estendermos desnecessariamente no assunto, recordemos apenas que grandes pensadores gregos, como Pitágoras e Anaxágoras, perceberam muito bem o monismo. Aristóteles, em sua enteléquia, intuíra que uma extraordinária potencialidade oculta-se na substância de todas as coisas. Plotino, já na Era Cristã, reencarnação do próprio Platão segundo rezam nossas tradições, foi igualmente fervoroso defensor dessa grande ideia. Santo Agostinho, nos primórdios da Idade Média, concebeu a existência de um monismo ternário na Santíssima Trindade. O famoso Santo de Hipona definiu muito bem a consubstanciação como a unidade mística da Trindade, através da qual as três pessoas da Divindade far-se-iam uma coesa entidade unitária.

No Renascimento, Giordano Bruno defendeu veementemente a ideia de um Deus infinito que se confundia com a própria Criação, sem se ater ao panteísmo de que era acusado. Segundo seu pensamento, o Criador, além de ser o Senhor do Universo, fundia-se também com a própria Obra, conferindo-se divindade e perfeita unicidade à natureza.

Avançando um pouco mais na história do monismo, encontrar-nos-emos com Baruch de Spinoza, o mais ardoroso defensor dessa grande ideia, a refletir a realidade do universo. De acordo com esse ínclito pensador, espírito e corpo seriam compostos de uma mesma substância, cuja natureza seria divina, fazendo de Deus e Sua Criação uma só e mesma coisa.

Na atualidade, encontra-se reencarnado na velha Itália importante emissário do Cristo, (Ubaldi) com a precípua tarefa de fecundar a humanidade ateísta de nossos dias com o evoluído pensamento monista, único capaz de restaurar devidamente o teísmo na ciência moderna. E, finalmente, os observadores mais atentos aos avanços científicos do mundo, no âmbito da chamada mecânica quântica, sabem que suas últimas descobertas já comprovaram que matéria e energia são uma só e mesma coisa.

Desse modo, foi dado, nos redutos da carne, o primeiro passo rumo ao monismo substancial. Agora, essa mesma ciência, no estudo das primeiras causas, prepara-se para descobrir que a energia tem sua origem no único manancial existente no Universo, a consciência, prenunciando o que se denominará monismo quântico em breve futuro.

Este será, seguramente, meus filhos, o enunciado científico mais importante do século XXI, que terminará por comprovar a veracidade do espírito. Embora essa certeza jamais tenha faltado ao homem em sua longa caminhada, ele precisa agora do aval de sua ciência para convencer-se dessa estupenda realidade.

 

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s