A GRANDE SÍNTESE A REVELAÇÃO DE “SUA VOZ” RESUMO 006

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  1. CONSTITUIÇÃO DA MATÉRIA UNIDADES MÚLTIPLAS

Comecemos, pois, por analisar o fenômeno matéria, ϒ, de um ponto de vista estático, em suas características típicas de determinada individuação da Substância e, também, de um ponto de vista dinâmico, como o devenir da corrente do transformismo da Substância, que vindo da fase ϒ regresse à fase ß. Na realidade, os dois aspectos fundem-se. O contínuo frêmito de movimento com o qual a Substância vibra, leva-a a individuar-se diversamente.

O estudo dessa construção vos revelou, na Terra, a presença de 92 elementos ou corpos simples, que vão do Hidrogênio (H) ao Urânio (U). São indivíduos químicos indecompostos em simples unidade atômica, que formam toda a vossa matéria, reagrupando-se nas unidades moleculares, organismos ainda mais complexos, produzidos pela fusão de vários sistemas atômicos (por exemplo, o sistema atômico H, na unidade molecular H2O), organizando-se afinal naquelas coletividades moleculares, verdadeiras sociedades de moléculas, que são os cristais.  É um crescendo, no organizar-se em unidades coletivas cada vez mais vastas, semelhante ao de vossa consciência individual, que se coordena na mais vasta consciência coletiva nacional e, depois, na mundial.

Procedendo no sentido inverso, o átomo é uma coletividade decomponível em unidades menores. O átomo é composto de um ou mais elétrons, que giram em redor de um núcleo central; o que individualiza o átomo e o distingue é justamente o número desses elétrons que giram em torno do núcleo. Tendes, assim, 92 espécies de átomos, desde o hidrogênio (H), com 1 elétron e até o Urânio (U), com 92 elétrons. Sobre essa base, construiremos uma série estequiogenética.

É tendência constante, à proporção que a diferenciação multiplica tipos (a pulverização do absoluto no relativo), o seu reagrupamento em unidades mais vastas, que reconstroem a unidade fragmentada no particular.

O impulso centrífugo equilibra-se, pois, invertendo-se em tendência centrípeta; na dispersão e concentração, no multiplicar-se dividindo-se, no reagrupar-se reunindo-se, a substância se reencontra sempre, completa em si mesma. A imensa respiração de w é, também, completa em si mesma, voltando sobre si. Assim, o universo contempla seu próprio processo de autocriação.

 

  1. NASCIMENTO E MORTE DA MATÉRIA CONCENTRAÇÃO DINÂMICA E DESAGREGAÇÃO ATÔMICA

 

Aprofundemos, pois, o problema do nascimento e da morte da matéria, depois (entre esses dois extremos) o da evolução de suas individuações, isto é, o de sua vida.

Pode definir-se a matéria como uma forma de energia, isto é, um modo de ser da substância, que nasce da energia por condensação ou por concentração e regressa à energia por desagregação, após haver percorrido uma série evolutiva de formas cada vez mais complexas e diferenciadas, que reencontram a unidade em reagrupamentos coletivos.

A matéria nasce, vive e morre, para renascer, reviver e tornar a morrer, tal como o homem, eternamente, descendo de ß a ϒe voltando a ß, quando o vórtice interior, por ter atingido o máximo de condensação dinâmica, não mais pode suportá-la e se quebra. Assistamos, então ao fenômeno da desagregação da matéria, a que chamais radioatividade, própria dos corpos velhos, com peso atômico maior, seu máximo de condensação.

O significado da palavra condensação só pode ser compreendido se reduzirmos a energia à sua expressão mais simples: o movimento. Condensação de energia é concentração de energia, pois isso significa aceleração de movimento, de velocidade.

O conceito sensório de solidez e de concreto desaparece diante do conceito de elétrons que giram, velocíssimos, em espaços ilimitados, proporcionalmente a seu volume, em redor de um núcleo incomensurávelmente menor. Eis a matéria reduzida à sua última expressão.

Da mesma forma que o movimento é a essência da substância w, assim também é o de cada um de seus aspectos: α, ß, ϒ. Velocidade é energia , velocidade é matéria, velocidade é idêntica em sua substância, é o denominador comum que vos permite a passagem de uma à outra forma.

Coloquemos lado a lado estas duas formas da substância, matéria e energia. Aquecendo um corpo, transmitimos energia à matéria, isto é outra modalidade de energia. Somamos energia. O calor significa aumento de velocidade nos sistemas atômicosmoleculares.

Quando dizemos que um corpo está mais quente, isto significa que seu movimento íntimo sofre um rápido aumento de velocidade. Então o calor infunde na matéria, como em todas as demais formas de vida, um ritmo mais intenso; é verdadeiro aumento de potência, um acréscimo de individualidade que, no mundo da matéria, expressa-se com a dilatação do volume.

De imensa distância, o sol acende essa dança dos átomos e toda a matéria do planeta responde. A dança propaga-se de corpo em corpo, tudo o que lhe está perto o sente, participa, exulta. Os corpos condutores de energia são aqueles cujas moléculas são mais ágeis a realizar a corrida. O movimento, essência do universo, vai de uma coisa à outra, ávido de comunicar-se, como as ondas do mar, ávido de expandir-se. Dá-se sempre, pelo universal princípio do amor; fecunda e se dispersa depois de haver dado a vida, para reencontrar-se, recondensar-se ao longe, em todos os novos vórtices de criação.

O fornecimento do sol renova-se continuamente; ele dá o que tem e em formas sempre novas, reconquistará tudo o que dá. Isso porque o movimento, substância do universo, é um ciclo que sempre volta e está fechado e completo em si mesmo.

  1. DO ÉTER AOS CORPOS RADIOATIVOS

As nebulosas nascem por condensação de energia, a qual, após a imensa dispersão e difusão devida à contínua irradiação de seus centros, concentra-se, seguindo correntes, que guiam sua eterna circulação, em determinados pontos do universo.

Aí, obedecendo ao impulso que lhe é imposto pela grande lei do equilíbrio, instala-se, acumula-se, retorna e se dobra sobre si mesma, compensando e equilibrando o ciclo inverso, já esgotado, da difusão que a guiara de uma coisa à outra, para animar e mover tudo no universo.

De todas as partes deste, as correntes trazem sempre nova energia, o movimento torna-se cada vez mais intenso, o vórtice fecha-se em si mesmo, o turbilhão transforma-se em um verdadeiro núcleo de atração dinâmica. Quando ele não pode suportar mais em seu âmbito todo o ímpeto da energia acumulada, chega a um momento de máxima saturação dinâmica, a um momento crítico em que a velocidade torna-se massa, estabiliza-se nos infinitos sistemas planetários íntimos, do qual nascerá o núcleo, depois o átomo, a molécula, o cristal, o mineral, os amontoados solares, planetários, siderais.

Da imensa tempestade nasceu a matéria. Deus criou.

Vedes que, em realidade, nenhuma das três formas, α, ß, ϒ, conseguem isolar-se completamente; trazem em si sempre traços de suas fases precedentes. Assim, vedes que o pensamento apóia-se num suporte nervoso-cerebral, e que a matéria em si nos exprime sempre a ideia que a anima. A energia na fase de ida ou na de retorno, é sempre o traço-de-união entre α e ϒ; reveste todas as formas, tanto que em vosso baixo mundo, o pensamento só sabe existir com o apoio da energia e a energia permeia toda a matéria, agitando-a em formas infinitas; sobretudo, naquela fundamental, mãe de todas as outras, de energia gravífica ou gravitação universal.

O éter, forma de transição entre ß e ϒ, é, por sua vez, pai do Hidrogênio. É o filho das formas dinâmicas puras: calor, luz, eletricidade, gravitação, para a qual regressará a matéria por desagregação e radioatividade. As nebulosas condensam-se da fase éter, através das fases gás, líquido, sólido. Entre os sólidos, existem os corpos de peso atômico máximo, os mais radioativos, os mais velhos, como disse, aqueles que, por desagregação atômica, regressam à fase ß.

Livro: A Grande Síntese

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/AGrandeSintese.pdf

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