Formas da Evolução

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Respondendo o item b)  “as formas da evolução”:

No plano evolutivo humano acontece um fato estranho. Não impera, como no plano vegetal e animal, uma só lei, bem determinada, seguida pelos seres, cegamente. Nesses planos biológicos, a vida domina o funcionamento dos seres deterministicamente e eles obedecem. Seguem seus instintos e não há aí luta de princípios sem escolha. A regra é única e fácil segui-la.

No plano biológico humano ocorre um fato novo: a ética, que luta contra a animalidade, para superá-la. O homem vive no meio do contraste nascido do encontro e do choque entre os princípios de dois planos biológicos diferentes. Estes o disputam, o inferior para mantê-lo no seio da animalidade e o superior para arrastá-lo ao seio da espiritualidade.

Para passar da planta ao animal a vida teve de conquistar o movimento. Para passar do animal ao super-homem, o homem deve conquistar a inteligência.

Observando, em sentido mais vasto, vemos em cada fenômeno um princípio de ordem que o protege, o mantém e quer melhorá-lo; e há um princípio de desordem que o agride, estraga-o, quer fazê-lo retroceder à destruição.

Verificamos a presença de uma lei de bem, lutando para agir contra uma lei de mal. Por isso, o progresso em todas as coisas, é dado pelo impulso de subida, contra o impulso contrário que quer a descida, ou pelo menos a paralisação.

A evolução, por fim, consegue vencer, mas emergindo dessa contínua luta. Assim, apesar de tudo, o progresso avança. Apesar de estar sempre minado pelo impulso contrário, consegue, finalmente, realizar-se.

Os dois impulsos provêm um do Sistema e outro do Anti-Sistema. A evolução representa a subida do segundo, que não quer morrer, para o primeiro, que deve nascer. E o Sistema só pode nascer matando o Anti-Sistema, o qual só pode sobreviver se deixando matar pelo Sistema. O seu terreno de luta é o domínio do ser.

A evolução representa o regresso ao Sistema e o extermínio definitivo do Anti-Sistema. No plano humano, o Sistema é representado pelas leis da ética e o Anti-Sistema pelos instintos da animalidade. Assim se explica esse contraste.

Grande parte da humanidade ainda está dominada pelos princípios do egoísmo separatista do Anti-Sistema. Por esta razão ainda vige no plano humano a lei da luta pela vida e da seleção do mais forte. Lei tipicamente animal, que, na prática, continua a resistir aos princípios diferentes da moral e dos ideais que, mesmo pregado aos quatro ventos, permanecem apenas como teoria.

Estamos ainda mais próximos do Anti-Sistema, no entanto, esta luta no plano humano é mais viva do que nos planos inferiores, porque tanto mais se sobe, tanto mais o Sistema, ao aproximarmo-nos dele, se mostra mais poderoso, enquanto nos níveis mais baixos o Anti-Sistema domina sem contrastes sensíveis.

Quanto mais um homem ou um povo se harmoniza com os princípios do Sistema, tanto mais é evoluído. Quanto mais se praticam os princípios do Anti-Sistema, tanto mais são involuídos. Em outros termos, o grau de civilização é dado pelo grau de evangelização atingido. Este é o verdadeiro critério para julgar e aqui mostramos as razões disso. Os critérios baseados sobre o domínio político ou econômico são produtos do Anti-Sistema e pertencem ao estado de involução.

 

Livro: O Sistema

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/OSistema.pdf

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