A GRANDE SÍNTESE (Resumo 001)

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  1. CIÊNCIA E RAZÃO

Aqui falo à inteligência, à razão cética, à ciência sem fé, a fim de vencê-la, superando-a com suas próprias armas. Indico-vos agora a mesma meta, mas por outros caminhos, feitos de ousadias e potência de pensamento, pois quem pede isso não saberia ver de outra forma, por faltar-lhe a fé ou incapacidade de orientação para compreender.

Em qualquer campo, a nova ideia vem sempre do Alto e é intuída pelo gênio. Depois, dela vos apo­derais, a observais, a decom­pondes, a viveis, passando, então, à vossa vida e às leis.

Vossa ciência lançou-se num beco escuro, sem saída, onde vossa mente não tem amanhã. Que vos deu o último século? Má­qui­nas como jamais o mundo as teve (mas que, no entanto, são apenas máqui­nas) e, em compensação, ressecou vossa alma. Essa ciência passou como um furacão destruidor de toda a fé e vos im­põe, com a máscara do ceti­cismo, um rosto sem alma.

Para que me possa fazer compreender, é mister que fale de acordo com vossa mentalidade e me coloque no momento psico­lógico que vosso século está vivendo.

A tarefa da ciência não pode ser apenas a de multi­pli­car vossas comodidades.  Não estranguleis, não sufoqueis a luz de vosso espí­rito, única alegria e centelha da vida, até o ponto de tornar a ciência, que nasce do vosso intelecto, uma fábrica de co­modidades. Esta é prosti­tuição do espírito, é vergonhosa venda de vós mesmos à matéria.

Vossa ciência tem um pecado original: dirigir-se ape­nas à conquista do bem-estar material. A verdadeira ciência deve ter como finalidade tornar melhores os homens. Eis a nova estrada que precisa ser palmilhada. Essa é a minha ciência.

Ensinar-vos-ei a vencer a morte, a superar a dor, a viver na grandiosi­dade imensa de vossa vida eterna. Vamos, pois, ho­mens de boa vontade, ouvi-me! Primeiro compreendei-me com o inte­lecto e quando este ficar iluminado e virdes claramente a nova es­trada que vos traço, palpitará também vosso coração e nele se acenderá a chama da paixão, para que a luz se transmude em vida e o conceito em ação.

Falarei do espí­rito e vos reabrirei aquela estrada para o infinito, que a razão e a ciência vos fecharam. Ouvi-me, pois. A razão que utilizais é um instrumento que pos­suís para prover os misteres, as necessidades mais externas da vida: con­servação do indivíduo e da espécie.

Para avançar ainda, é preciso despertar, educar, desenvol­ver uma faculdade mais profunda: a intuição. Partindo da negação e da dúvida, a ciência colocou a priori uma barreira intransponível entre o espírito do observador e o fenômeno.

O cientista jamais pen­sou que é preciso amar o fenômeno, tornar-se o fenômeno observado, vivê-lo; é indispensável transportar o próprio Eu, com sua sensibilidade, até o centro do fenô­meno, não apenas com uma comunhão, mas com uma verdadeira transfu­são de alma.

Para compreender a essência das coisas, tereis que abrir as portas de vossa alma e estabelecer, pelos caminhos do espírito, essa comunicação inte­rior, entre espírito e espírito; deveis sentir a unidade da vida que irmana todos os seres, desde o mineral até o homem, em trocas de inter­depen­dências, numa lei comum; deveis sentir esse liame de amor com todas as outras formas da vida, porque tudo, desde o fenômeno químico até o social, é vida, regida por um princípio espiritual.

Para compreen­der, é necessário que possuais uma alma pura e que um liame de simpa­tia vos una a todo o criado.

  1. INTUIÇÃO

Não vos espanteis com esta incompreensível intuição. Come­çai por não negá-la e ela aparecerá. A evolução estimula vosso sistema nervoso para uma sensibilidade cada vez mais delicada, que constitui o prelúdio dessa intuição.

Só com a psique interior que está na profun­deza de vosso ser, pode­reis compreender a realidade mais verdadeira, que se encontra na pro­fundeza das coisas.

Esta é a única estrada que conduz ao conheci­mento do Absoluto.

Só entre semelhantes é possível a comunica­ção; para com­pre­ender o mistério que existe nas coisas deveis saber descer no mistério que está em vós.

Aí está o vosso verdadeiro e eterno Eu. Não o Eu exterior, aquele que sentes mais quando estais no corpo, aquele Eu que é filho da matéria e que morre com ela. Esse Eu exterior, essa consciência clara, expande-se no contí­nuo evolver da vida, aprofunda-se para aquela consciência latente que tende a vir à tona e a revelar-se.

Quando a cons­ciência latente tiver se tornado clara e o Eu tiver pleno conhecimento de si mesmo, o ho­mem terá vencido a morte.

Se souberdes transferir o centro de vossa perso­nalidade para essas camadas profundas, sentireis revelar-se em vós novos sentidos, uma percepção anímica, uma facul­dade de visão direta; esta é a intuição da qual vos falei. Purificai-vos moral­mente e refinai a sensibilidade do instrumento de pesquisa, que sois vós, e só então podereis ver.

Aqueles que absolutamente não sentem essas coisas, os imatu­ros, ponham-se de lado; tornem-se a chafurdarem-se na lama de suas bai­xas aspirações e não peçam o conhecimento, precioso prêmio concedido apenas a quem duramente o mereceu.

3.  AS PROVAS

Vinde. Mostro-vos as grandes descobertas que fará a ciência, especialmente as das vibra­ções psíquicas, por meio das quais nos é permitido, a nós, espírito sem corpo, comu­nicar-nos com aquela parte de vós que é espírito, como nós. Segui-me.

O espírito está aí, à espera, e fará vibrar as civili­zações futuras.

As verdades filosóficas fundamentais, tão discutidas du­rante milênios, serão resolvidas racionalmente por meio da simples razão, por­que vossa inteligência terá progredido; o que dantes, por outras for­ças intelectivas, tinha que ser forçosamente dogma e mistério de fé, será ques­tão de puro raciocínio, será demonstrável e portanto, verdade obri­ga­tória para todo o ser pensante.

Não sabeis que todas as descobertas humanas nasceram da pro­fundidade do espírito que contatou com o além?

Não pode ser impossível para a razão e para a ciência, ad­mitir que alguns dentre vós tenham atingido, por evolução, uma tal sen­sibilidade nervosa de sentir o que não conseguis perceber: as ondas psí­quicas, que nós, os espíri­tos, transmitimos.

São eles os médiuns espi­ritu­ais, verdadeiros instrumentos receptores de correntes e de conceitos que podemos transmitir. Ouvem-nos com seu cérebro.

Sin­tonia quer dizer capacidade de ressonância.

Espiritualmente, sin­tonia é simpatia, isto é, capacidade de sentir em uníssono. Quer acústica, quer elétrica ou espi­ri­tualmente, o princípio vibratório de correspondência é o mesmo, por­que a lei é uma, em todos os campos.

As leis de Deus são imutáveis porque perfeitas; o que é perfeito não pode ser alterado nem corri­gido.

Acredi­tai: só em vossa psicologia sedenta de violações, pode existir esse pensa­mento atrasado de que uma violação seja prova de força. Isso pode ter ocorrido em vosso passado de homens sel­vagens, imbuídos de luta e rebelião; para nós, o poder está na or­dem, no equilíbrio, na coordenação das forças, e não na revolta, na desordem, no caos.

A verdadeira prova é apenas uma. É a mão de Deus que vos alcança em vossas próprias casas, é a dor que, superando as barreiras humanas, atinge-vos e vos sacode, é a crise do espírito, é a maturação do destino, é a tonitruante voz do mistério que vos sur­preende a cada es­quina da vida e vos diz: basta!

Eis o caminho!

Essa prova, vós a sentis; ela vos perturba, esmaga, espanta, mas é irresistível, transforma-vos, e vos con­vence.

Então vós, negadores irônicos, vos ajoelhais, tremeis e chorais.

Chegou o grande mo­mento. Deus vos tocou. Eis a prova!

Eu falo, ó homem, de vosso destino, de vossa vitória e de vossas dores de amanhã, não apenas naquele longínquo futuro sobre o qual não vos preo­cupais, mas de vosso futuro próximo. Minhas palavras dar-vos-ão novo e mais pro­fundo sentido da vida e do destino, de vossa vida e de vosso destino.

Minhas pala­vras são boas e sábias e visam a fazer de vós um ser melhor, para vós mesmos, para vossa família, para vossa pátria.

 

Livro: A Grande Síntese

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/AGrandeSintese.pdf

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