Perdeu o Sistema com a Queda?

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O Sistema sofreu prejuízo com a fuga de seus elementos?

Quem desempenhou a função dos que, com a queda, vieram a faltar no Sistema?

Na hierarquia das funções, essa ausência de alguns elementos devia trazer desequilíbrio, perturbando a ordem geral e as funções também de outros elementos.

A ordem e a perfeição de todo o Sistema ficaram alteradas?

Se a criatura tivesse possuído o poder de alterar, não apenas a sua própria posição, mas também o próprio Sistema, teria tido em mãos o poder de um anti-Deus, capaz de prejudicar a obra divina. É absurdo admitir que Deus houvesse introduzido no Sistema perfeito, saído de Suas mãos, uma possibilidade tão desastrosa.

Logicamente, pois, admitindo a impossibilidade de o Sistema ressentir qualquer prejuízo como a queda, focalizemos a observação, para ver o que ocorreu no Sistema depois da fuga dos elementos rebeldes.

Sendo infinito o número de elementos do Sistema, por maior que fosse o número dos rebeldes, sempre permaneceria no Sistema um número infinito. Nossas medidas, quantitativamente definidas, não podem esgotar uma entidade de natureza diferente, como é o infinito que permanece inesgotável, qualquer quantidade finita que se lhe tire. Por isso o Sistema permaneceu íntegro tal como era antes.

O conceito de numerabilidade e de medida nasceu, do lado dos rebeldes, que, pelo fato de sua divisão, tornaram-se uma parte, não podendo, portanto, existir no todo infinito. Tão logo aconteceu o afastamento, surgiram imediatamente na zona separada os conceitos próprios do Anti-Sistema, e neste caso, os de medida e numerabilidade. Neste sentido é concebível uma quantificação das criaturas rebeldes, ao menos enquanto permanecem no Anti-Sistema, e não as do Sistema.

Que unidades queremos contar?

Pela lei das unidades coletivas, as individuações do ser são diferentes em relação ao plano de evolução por elas atravessado. Vimos  como se realiza subida por meio de agrupamentos progressivos, cada vez maiores, dos fragmentos da unidade, pulverizados com a queda até seus últimos elementos.

Para poder se chegar a uma contagem, seria preciso fazê-la sempre em relação ao grau de evolução atingido pelos elementos enumeráveis. Só podemos dizer que seu número, por causa do processo de reunificação ao qual estão sujeitos com a subida, vai sempre diminuindo, devido a evolução os levar da multiplicidade à unidade do Sistema.

Quem quiser ter uma ideia do número, poderia contar a quantidade de elementos constitutivos do Anti-Sistema, por exemplo, no plano representado pela matéria, experimentando contar o número dos elementos componentes dos átomos existentes em todo o universo. Com se vê, se não encontramos o infinito, por nos acharmos no Anti-Sistema, encontramos sempre quantidades incomensuráveis, praticamente, equivalente ao infinito.

A estrutura do Sistema era hierárquica, não de um todo homogêneo, constituído de elementos equivalentes, mas de um organismo feito de funções diferentes e especializadas. Nesse caso, a falta de alguns elementos não pode perturbar o funcionamento de todo o organismo.

Tudo isso é verdade. Mas é também verdade que, qualquer nível, plano ou divisão da hierarquia era organizado, e cada função era desempenhada por elementos sintonizados, portanto, equivalentes (unificados pelo fato de possuírem o mesmo tipo de vibrações).

Destes permaneceu, pois, no Sistema o quanto era suficiente para seu funcionamento, o qual continuou regular como antes. Não se corromperam classes inteiras, mas apenas alguns dos seus elementos, permanecendo íntegras as classes, o grupo ou o plano em seu conjunto.

Sendo infinito o número de elementos do Sistema, a perda de alguns não pode alterar nada.

A perda de uma parte pode diminuir de um número finito, mas não de um número infinito. É inútil querer subtrair do infinito. Não se podem fazer operações aritméticas entre entidades de natureza diferente.

O conceito de infinito é completamente diferente do de indefinido, inumerável, incomensurável, com o qual muitas vezes se confunde. Uma quantidade finita, independente do tamanho, jamais poderá exaurir o infinito, que só poderá sentir qualquer subtração, quando dele se subtrai outro infinito. Assim, qualquer tivesse sido o número de elementos expulsos do Sistema, lá permaneceu um número infinito.

O Sistema é de natureza diferente do Anti-Sistema; o absoluto incomensurável permanece invulnerável, porque está além das quantidades mensuráveis que constituem o relativo.

O Sistema, apesar da subtração dos rebeldes, continuou completo, funcionando perfeitamente. Só houve prejuízo para os elementos que se afastaram acharam-se abandonados a si mesmos, à mercê da lei própria, tão inventada para substituir à Lei de Deus.

A vulnerabilidade não é uma qualidade do Sistema, do absoluto, de Deus. Só apareceu quando os seres se afastaram de tudo isto, para entrar na posição oposta do Anti-Sistema; apareceu tão logo saíram da ordem, da hierarquia, do estado orgânico, que constituía sua saúde e sua força.

O prejuízo não foi para o Sistema, mas todo para o Anti-Sistema.

Quem se achou defeituoso e fora do lugar foi este, que se inverteu em negativo e portanto, para sobreviver, foi forçado a existir apenas na forma de transformismo evolutivo.

Se ele quiser continuar a viver, só lhe resta subir ao estado de Sistema, tornando positivo o negativismo, ou seja, autodestruindo-se como Anti-Sistema. Só poder existir na forma de transformismo evolutivo significa só poder existir destruindo tudo o que constituiu a revolta, para reconstruir-se em tudo o que constitui a obediência.

Obediência a Deus, centro permanente e chefe de tudo.

Livro: O Sistema

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/OSistema.pdf

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