O Sistema de Deus

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Para nós, situados em nosso mundo, ou seja, na posição de Anti-Sistema, é possível fazer uma ideia do Sistema só com os meios comuns das vias racionais, sem ter de recorrer à inspiração?

Sem ter que recorrer à visão, o observador normal pode encontrar em nosso universo os elementos para reconstruir por via racional, a estrutura do Sistema, chegando a poder obter por si provas e confirmações da visão.

Isto é possível por não estarmos fora do Sistema, mas apenas numa sua posição invertida.

O nosso universo decaído continua a existir em função do Sistema não-decaído do mesmo centro de tudo, Deus.

O nosso Anti-Sistema não representa um modo independente, separado.

No todo só é possível a existência de um modelo único: o Sistema de Deus.

Não pode haver outros modelos e sistemas, porque não há outros criadores. Se existem outras formas, estas só podem ser derivadas do primeiro modelo, Deus. Isto significa ser o Sistema o único ponto de referência e ponto final da evolução, sendo o caminho desta preestabelecido e não pode ser outro.

Se então o Anti-Sistema é uma reprodução invertida do Sistema, não será difícil reconstruir-nos a sua imagem, endireitando essa reprodução invertida. A relação de filiação permite ver através dos traços do filho, os do pai. Se a derivação foi em descida, em sentido destrucionista, pode-se regressar à fonte subindo em sentido construcionista.

Representamos um estado patológico. A doença pode permitir-nos estabelecer o estado de saúde, porque a doença existe em função desta. O negativo indica-nos o positivo, o mal revela-nos o bem, a dor mostra-nos a alegria, o erro prova a verdade. Luz e sombra são conexos e a sombra serve para compreender e procurar a luz. Onde tudo é luz sem sombra, num todo homogêneo, não é possível nenhuma distinção.

Então, para conseguir ver a posição correta do Sistema, basta endireitar a posição invertida do Anti-Sistema, existente sob nossos olhos, contrapondo, ao processo de decomposição ocorrido na queda, o processo de recomposição que agora ocorre na evolução, unindo o ponto de partida da descida com o ponto de chegada da subida.

Um polo fala-nos do polo oposto, inverso e complementar. Assim, o Anti-Sistema nos mostra o Sistema. Podemos ver o segundo espelhado no primeiro, que é o nosso mundo, às avessas, da mesma forma como se vê um edifício espelhado num lago. Na imagem refletida, os primeiros planos aparecem como últimos e vice-versa.

Em nosso mundo os valores mais apreciados são os menos valiosos, os fictícios da matéria, e não os reais e eternos do espírito; quem é premiado na luta pela vida é o mais forte, que vence submetendo o próximo, e não o mais honesto, que trabalha a favor do próximo.

Assim, os valores do Sistema aparecem na Terra, mas frequentemente invertidos, na forma de ficção, para enganar melhor; exalta-se a bondade, mas de fato os bons são considerados como simplórios a serem explorados; faz-se muita questão de todas as virtudes, mas para os outros; defende-se o amor ao bem reparando os efeitos e o mal, mas no próximo, porque custa muito menos corrigir os outros do que a si mesmo. Louva-se a honestidade, mas, na verdade, a sociedade castiga severamente os honestos.

O móvel de toda essa humanidade é o egoísmo separatista, principal qualidade do Anti-Sistema, que nos indica a oposta, o altruísmo unificador, qualidade principal do Sistema.

A primeira coisa que fazem os involuídos, como todos os seres inferiores do Anti-Sistema, é agredir, para impedir a expansão vital e a própria vida. Para estes, como  para todos, a vida é o máximo dom e, por sua posição de egoísmo separatista, procuram agredi-la para infligir o máximo prejuízo.

Para os que vivem só no plano físico, esse é o maior prejuízo, mas para o evoluído que vive no plano espiritual, a perda da vida física pode ser, ao invés, uma libertação, para entrar numa forma de vida muito maior.

Assim, não só nosso mundo revela a natureza de outro mundo perfeito, oposto a ele, como este mesmo nosso mundo humano, não é compreensível senão em função de outro mundo mais perfeito. Então, Sistema e Anti-Sistema, pelo fato de se condicionarem, justificam-se e se explicam reciprocamente.

Se bem observarmos, veremos que, apesar da queda, eles permanecem indissoluvelmente ligados. Coloquemos no positivo tudo o que há de negativo em nosso mundo, e teremos o Sistema.

Como poderia além do mal, ter o homem consciência do bem e compreender o conceito de perfeição, se não existissem essas qualidades no estado puro e completo em outro lugar?

O nosso Anti-Sistema demonstrando o Sistema, constitui uma prova de sua existência, mostrando as qualidades que deve ter.

Os dois permaneceram tão ligados que a maior estrada da vida, representada pela evolução, os liga, desembocando no Sistema, sua meta final que orienta e justifica, pois se destina a transportar todo o Anti-Sistema, depois de verticalizá-lo na posição do Sistema, para o seio deste, ou seja, para Deus.

Aí se torna realidade o que em nosso mundo aparece apenas sob a forma de ideal, e os homens “práticos” julgam ser sonho.

Aí tem existência real o que em nosso mundo é apenas aspiração, por pertencer ao futuro da evolução. Aí se acham realizados os valores do Sistema, opostos ao do Anti-Sistema.

Aí se realiza a reinversão do invertido, ou seja, o seu endireitamento; são revalorizados os verdadeiros valores, agora desvalorizados.

Aí, finalmente, o altruísmo, motor de tudo, funde todos num estado orgânico unitário.

Livro: O Sistema

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/OSistema.pdf

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