O Anseio pela Vida

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Em nosso Anti-Sistema, o Sistema não foi absolutamente destruído,  existindo em estado de germe, que com a evolução, alguns elementos do Sistema já apareceram por aqui. Algumas características do sistema já se vislumbram aqui em baixo, embora como exceção. Se é difícil conseguir concretizar-se na realidade, não há dúvida de que existem como anseio instintivo de nossa alma, porque a todos agradaria ser bons e perfeitos, se a evolução não requeresse tanto esforço.

Donde vem esse anseio?

Como é possível desejar algo que não se conhece?

Como é possível conhecê-lo sem havê-lo possuído?

Nada disso pode explicar-se senão como lembrança de um paraíso perdido, para o qual torna a impelir-nos uma infinita nostalgia, que vive a cada momento, em nosso insaciável anseio de felicidade.

Em última análise, o que impulsiona para a frente no caminho da evolução, é justamente esse anseio. Subir é árduo e o ser gostaria de furtar-se a esse esforço. Seu primeiro instinto é esse, que lhe vem do Anti-Sistema. Mas o ser é dominado, também, por outro instinto, que é o de subir, custe o custar.

O nosso mundo vive da luta entre esses dois instintos. São muitas as resistências contra o progresso, embora não consigam detê-lo. Não resta dúvida de que a evolução é realizada por obra deste impulso interior, sendo tão forte que chega à realização progressiva do Sistema até mesmo no seio do Anti-Sistema rebelde.

Podemos encontrar nisso, nova prova em favor da teoria da queda.

A evolução surge de dentro e não de fora. Trata-se de um impulso espiritual, ignorado pelo ambiente externo, material. Esse impulso funciona como uma semente depositada no ser ainda involuído, nele permanecendo latente com vontade de nascer e desenvolver-se, como um íntimo impulso contido, com tendência a explodir para expandir-se. Essa causa é interna e dela produz efeitos externos.

A existência consiste num caminhar do interior para o exterior, da substância para a forma.

Donde provém então esta causa imponderável, de cuja latência derivam tantos efeitos atuais?

Como se acha no seio do Anti-Sistema?

A esta pergunta só pode dar-se uma resposta: essa causa é dada pela presença do Sistema que, com a queda, não foi destruído, mas sobreviveu no estado latente dentro do Anti-Sistema.

 Há necessidade, então, de antepor-se a toda fenomenologia de nosso universo, a existência causal de outro universo espiritual, sem o qual não é possível de maneira nenhuma explicar a imensa floração realizada pela evolução, não podendo esta ter provindo do nada.

A evolução não é criação do nada, mas é um progresso; é o desenvolvimento de um germe, que é o Sistema e conduz tudo – como é lógico – à causa primeira de tudo, Sistema e Anti-Sistema, a Deus.

Se hoje com a evolução vemos da matéria desenvolver-se o espírito, isto é, a consciência provir da vida, isto significa ter caído o mesmo nas profundidades da matéria, aí permanecendo envolto, o princípio que agora, com a evolução, se está desenvolvendo. As raízes e a explicação da evolução só podem ser achadas na involução e na queda, não apenas para satisfazer à exigência lógica de dois períodos opostos que se equilibram, mas sobretudo para encontrar-se a causa de efeitos inexplicáveis de outro modo.

Livro: O Sistema

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/OSistema.pdf

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