Os dois centros de atração

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O homem comum está no meio, oscilando entre o impulso divino e o satânico. O primeiro o impulsiona para o alto, o segundo o atrai e retém em baixo.

O homem está suspenso entre dois centros de atração, o do Sistema e o do Anti-Sistema, um ajudando-o a subir em direção evolutiva e o outro tentando-o para descer em direção involutiva. Dividindo no meio desse dualismo, o homem escolhe o seu caminho, obedecendo a este ou aquele impulso, segundo as suas preferências.

Esse contraste entre os dois impulsos contrários nos dá as razões profundas ao verificar  o desenvolvimento da trajetória típica dos motos fenomênicos na evolução do cosmos. Na espiral que os exprime, um retorno de impulsos ascensionais, continuadamente se invertem, abrem-se para fechar-se sobre si mesmos, desenvolvem-se para reenvolver-se, como se fossem freados por um impulso contrário.

Pode-se notar nisso o contraste entre o ímpeto da subida evolutiva e o impulso de uma força contrária que o detém. Por isso, o caminho da evolução não é representado por um desenvolvimento constante da espiral, mas esta avança continuadamente recomeçando atrás, em direção retrógrada.

Parece ver-se um homem a subir uma montanha. Dirige-se para o alto, onde está Deus esperando-o, atraindo-o ao Sistema. Mas, a cada três passos para a frente, esse homem escorrega dois passos para trás, para depois retornar o ímpeto por três passos avante e assim por diante.

Quais as causas desse escorregar?

O escorregamento é devido à atração exercida em direção oposta, pelo anti-centro, para trazer tudo a ele e manter em sua zona de influência.

Apesar do freio imposto pela atração satânica à evolução; esta, mesmo retrocedendo, periodicamente, avança em seu conjunto. Se a cada três passos à frente se dão dois para trás, isto significa ser o centro do Anti-Sistema, Satanás, por ser invertido no negativo, menos poderoso que o centro do sistema, Deus, todo positivo.

Esta é a razão profunda do fenômeno, provando ser o bem mais forte que o mal e assegurando-nos, no fim, a vitória do primeiro em tudo, não prevalecendo verdadeiramente, as forças do mal.

Assim se explica por que a vida não progride em movimento uniforme, o seu ímpeto na subida se cansa e termina logo, esgotando-se na velhice e na morte.

Desta forma, para poder continuar a evoluir, a vida deve sempre ser recomeçada no início, com os renascimentos. Isto acontece também no desenvolvimento das aristocracias, das classes dominantes e das civilizações.

A evolução não é um fenômeno simples e pacífico.

Existimos em regime de dualismo e a coexistência de duas forças contrárias conduz forçosamente a contrastes e atritos. O progresso ascensional do ser é o resultado de uma luta entre o impulso do Sistema que quer reconstruir-se o impulso do Anti-Sistema que não quer morrer.

Os dois disputam o campo, e a vida de um significa a morte de outro.

Enquanto o impulso de Deus consiste em fazer tudo subir para salvar, o de Satanás consiste em deter a evolução e fazer tudo retroceder, involuindo. Deus quer reconstruir e Satanás quer destruir. Este se defende, porque sabe que a evolução o destrói e, na reconstrução do Sistema, ficará desfeito o Anti-Sistema, seu reino. Isto explica porque a subida é tão penosa e ser pertinaz a resistência encontrada por toda tentativa de progresso, em nosso mundo.

Cada passo para o alto deve ser conquistado e é o resultado de uma luta.

Temos exemplo disto nestes livros. Eles deslocam antigas posições, lançando luz sobre muitos mistérios e resolvendo problemas ainda não resolvidos, mas perturba-o resolvê-los. Por isso, foram condenados igualmente pelo catolicismo de Roma e por algumas correntes espiritistas brasileiras.

Nas reações a estas teorias achamos uma prova das próprias teorias, pois explicam justamente como funcionou o fenômeno de sua condenação. A prova maior dessa verdade é dada pela reação que provocam. Contra elas rebelou-se o passado que não quer morrer e condena as verdades mais evoluídas, porque sabe que elas o matam.

Livro: O Sistema

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/OSistema.pdf

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