OBJEÇÃO X RESPOSTA (6)

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Quanto mais de perto observamos o fenômeno, procurando a imperfeição, tanto mais acharemos a perfeição. O maravilhoso é que o Sistema permaneceu com as suas divinas perfeições no mais profundo do Anti-Sistema, em última análise, representando apenas uma corrupção exterior do Sistema de Deus.

A queda reduz-se a uma doença em convalescença, a um estado transitório e excepcional de uma parte do Sistema. A desordem não é geral, não mata a ordem, mas permanece circunscrita e enquadrada. O Anti-Sistema continua a ser dirigido pelo Sistema, isto é, por Deus.

A ordem permanece sempre a mais forte e domina a desordem, a dor, o mal, deixando-os subsistir só enquanto e até quando estiverem realizando o trabalho da cura. Assim, a punição reduz-se ao esforço de reconquistar a felicidade e a imperfeição serve para achar a perfeição.

Desta forma, quanto mais se sobe, quanto mais se esforça e merece, tanto mais o ser se aproxima daquela felicidade. Em sua posição invertida, em última análise, o Anti-Sistema apenas nos indica a posição correta do Sistema.

Dessa maneira, a perfeição de Deus transparece no fundo, através de tantas imperfeições de nosso mundo. Da profundidade onde se encontra o Sistema, tudo volta à superfície e tanto mais quanto mais se evolui. Deus permaneceu no centro de tudo e a sua obra foi feita de tal modo, que o Anti-Sistema só pode trabalhar pela sua própria destruição.

Por isso nós, seres decaídos, continuamos apesar de tudo a viver no Sistema. Com a revolta procuramos afastar-nos de Deus e só conseguimos arrancar-nos os olhos para não O ver e, sem sabê-lo, permanecemos Nele. Quanto mais subimos, mais nos apercebemos disso.

Em Sua sabedoria e bondade, Deus previu tudo e de modo que a revolta não pudesse produzir uma ruina definitiva do Sistema. A certo ponto, a queda para e inverte-se na direção oposta, na subida.

Que maior previdência e providência que esta intrínseca capacidade de salvação, inserida no próprio fenômeno? E a ferida é não só curável, como há uma vontade precisa de cura, que impõe à evolução o seu telefinalismo, pelo qual, o ser tem de evoluir na direção desejada por Deus; acossado pela dor, atraído pela ânsia de felicidade, é constrangido a subir para voltar a Deus.

A nossa resposta à objeção confirma cada vez mais a teoria da queda. Vista mais de perto, reduz-se apenas a um parêntese de imperfeição na perfeição, de dor na felicidade; parêntese que no fim desaparece sem deixar resíduos de prejuízo.

Assim foi deixada aos espíritos a liberdade de possuir a perfeição e felicidade, de dois modos: 1) obedecendo a Deus, funcionando harmonicamente segundo a Lei em seu organismo; 2) desobedecendo a Deus, errando, mas para depois corrigir-se; caindo, mas para levantar-se; destruindo a perfeição, mas para depois ter de reconstruí-la fatalmente em sua integridade.

O maravilhoso é que, em ambos os casos, qualquer opção na escolha, pela criatura, o resultado é sempre o mesmo: a perfeição própria do sistema é inatacável e permanece íntegra. Pode imaginar-se obra mais perfeita?

Que resta da acusação de imperfeição, feita à obra de Deus?

Qual o resultado final de todo o processo?

A queda terá conseguido vários resultados importantes:

1) A parte caída terá tido tão dura experiência que não mais repetirá. Voltou à felicidade e aí permanece. O mal foi curado sem resíduos, sem traço de prejuízo. Não significa não ter deixado recordação, pois é necessária para guardar o fruto da lição, tão rudemente aprendida. É a lembrança da dor, a qual desapareceu totalmente. Mas a lembrança de haver sofrido não é para nós dolorosa, ao contrário, tanto mais se sente a alegria da libertação quanto maior foi a dor e quanto maior é a felicidade atual. A recordação ensina e aumenta a felicidade novamente encontrada.

2) A parte não derrocada terá assistido à queda, vendo-lhe as consequências. Aprendeu, pois, o seu significado; conhece agora o perigo e, com todas as forças, evitará cair. Assim, cada elemento sabe o que acontece quando se sai dos limites da própria posição e conhecimento, para invadir zonas desconhecidas, além da própria competência.

3) Nos dois casos a posição final é igualmente a da perfeição e felicidade, tanto para quem ficou, como para quem saiu e voltou. Não somente tudo volta a seu lugar, mas a queda é como um sangue que, ao coagular-se, impede por si mesmo a saída de novo sangue da ferida. Então, como último resultado, a queda encerra para sempre a possibilidade de novas quedas.

Livro: O Sistema

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/OSistema.pdf

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