A técnica da criação

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Podemos compreender como na sua fase de espaço-dinâmico, na fase em que a Substância se pôs em estado cinético, pode ter-se originado qualquer fenômeno, quer como energia, quer como matéria, apenas pela diversa aceleração desse espaço.

É sempre o estado cinético que constitui a gênese de qualquer forma na matéria. Assim os sistemas galácticos, planetários ou atômicos, vêm a ser constituídos por campos de espaço fluido-dinâmico girando em torno a um centro, isto é, por vórtices de energia, cuja rotação é determinada pelo estado cinético, segundo o esquema universal, pelo qual tudo, em qualquer nível do ser, tanto no espiritual como no dinâmico, roda em torno ao centro – Deus.

Todo o sistema material, do atômico ao planetário, deste ao galáctico, é gerado como campo centro-giratório, repetindo, assim, o esquema da gênese do universo, que se pode conceber como máximo centro-giratório, porquanto tem por centro – Deus.

Se, para o universo, no seu aspecto espiritual, Deus é o sol do sistema, que tudo gerou tudo irradia – como o sol em nosso sistema planetário – assim na formação da matéria, a esfera central do espaço centro-giratório, forma o núcleo central, que gera e rege todo o sistema.

Eis, pois, de como α, por sua exteriorização cinética, pondo-se em ação, pode gerar β, ou seja, o espaço fluido-dinâmico, contendo em si os elementos para determinar em seu seio os vórtices de que nasceu a matéria.

É este o sentido em que se pode dizer: do nada nasceu o nosso universo.

Este, embora existisse o Todo, como substância em Deus, não existia na forma de matéria, porque a Substância estava no estado de pura ideia, em quietação, não cinético, não fenômeno, não forma, não ser, como nós o concebemos de nosso relativo feito de matéria. Para o homem, o que não é perceptível sob a forma de qualquer sensação ou registro, não existe.

A criação do plano físico, a partir do nada, ocorreu quando a Ideia, dinamizando-se, gerou centro-movimentos de potência variada, ou seja, vórtices ou condensações físicas de várias densidades, segundo a grandeza dos impulsos transmitidos.

Eis no que consiste o processo criador.

As suas três fases são conexas por filiação, são três momentos de um mesmo fenômeno, três aspectos de um único princípio, indissolúveis, sem sentido se isolados, três modos de ser do Todo-Uno, que não se podem cindir sem destruir todo o ser, como no homem não se pode separar o pensamento idealizador da atividade operante e da obra executada.

Cada momento está no outro e é o outro. Os três momentos são iguais e distintos. Cada um é o Todo e o Todo está em cada um. Um descende do outro por gênese, como o filho do pai. Somos assim chegados, talvez, à solução do problema máximo do conhecimento, isto é, à compreensão do mistério da Trindade.

Livro: Deus e Universo

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/DeuseUniverso.pdf

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