A Substância-pensamento

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Podemos chegar ao conceito de espaço-substância, derivando-o do conceito de energia-substância, e este do de pensamento-substância.

Temos, pois, uma eterna e indestrutível substância que do estado de puro pensamento (espírito, α) pode passar ao de energia, (β), e deste, finalmente, ao de matéria, (γ), involutivamente e evolutivamente, permanecendo ela sempre a substância do Todo, o último irredutível elemento da realidade, que só pode ser Deus, centro do ser, princípio e fim de todas as suas transformações.

Podemos, assim, compreender como a Substância que agora escrevemos com S maiúsculo de sua fase ou aspecto de puro pensamento, conceito abstrato, α, pode mudar-se na sua segunda fase ou aspecto de energia, β , e como desta transformação resulta o espaço-cinético (A Substância-pensamento que se põe em movimento, encaminhando-se para a ação), de que deriva o espaço-matéria, fase conclusiva do processo criador.

Só assim podemos abranger tudo o que existe, em um só princípio unitário, máxima aspiração instintiva da alma. Somente assim podemos conjugar em um e único ciclo os dois antagonistas – espírito e matéria – em oposição apenas porque situados nos dois polos do mesmo sistema.

A necessidade de contrapô-los com finalidade evolutiva, na luta pela nossa ascensão, não deve infringir a concepção unitária do Todo, e precipitar-se no dualismo de um universo despedaçado, feito de fragmentos. Isto seria satânico.

Assim, a Substância pensante pode transformar-se em espaço fluido-dinâmico, quando, para manifestar-se, a ideia entra no estado cinético da ação, involvendo da dimensão superconsciência e consciência (α), na de tempo (β) e, finalmente, na de espaço (γ). Este último deriva da Substância pensante, que assumiu a posição cinética, a fim de que depois, no seio do espaço, assim formado, fluido-dinâmico, surja a matéria. E não só esta, mas todos os fenômenos que derivam do movimento deste espaço, isto é, deste fundamental estado cinético da Substância.

Todos eles podem ser, desta maneira, reconduzidos a um fenômeno único, enveredando para o monismo universal de A Grande Síntese, vindo a reencontrar finalmente, mesmo na ciência, além das infinitas, modalidades do contingente, a fundamental unidade do Todo.

Podem-se, pois, coligar em um único princípio tanto os fenômenos físicos, como os biológicos e psíquicos, porque tudo nasce desse espaço-cinético, que não é mais do que o estado cinético da originária Substância-pensamento, com a criação, posta em movimento na incessante marcha universal do transformismo, essência de todo o fenômeno e de toda existência.

Livro: Deus e Universo

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/DeuseUniverso.pdf

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