A genética da matéria

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Esta concepção da estrutura do Todo e do processo criador encontra confirmação em algumas das mais recentes teorias científicas, como a do espaço-dinâmico, em que se concebe o espaço, não como uma extensão geométrica, mas substanciado de uma densidade própria e dotado de uma mobilidade, como um fluido.

O homem atribuiu ao espaço, de forma inteiramente arbitrária, os dois atributos de vacuidade e imobilidade, sem saber se eles efetivamente correspondem à realidade física. Há, entretanto, uma única realidade constitutiva do universo físico: o espaço fluido e móvel e o seu movimento.

Os movimentos circulares desta substância conformam os sistemas atômicos e astronômicos, de que resulta a matéria. Os seus movimentos ondulatórios constituem a energia. Assim todos os fenômenos se reduzem a uma mecânica universal, dada pelo movimento do espaço, redutível deste fenômeno fundamental único e básico de que tudo emana no universo – o estado cinético do ser, em que vimos sempre a gênese de todas as coisas.

Eis, pois, um espaço – substância que não é vazio nem inerte, mas por sua natureza é genético da matéria, isto é, possui as qualidades aptas à formação, no seu seio, das condensações ou concentrações de substância que se denominam matéria, que se dissolve em energia, perdendo-se, por fim, no campo abstrato do pensamento puro.

O elétron, último elemento a que se chegou até hoje na decomposição da matéria, não possui mais nenhum conteúdo físico, representando apenas um feixe de ondas. O último termo da realidade não passa, pois, de uma concentração de energia ondulatória, tanto mais fácil e exatamente localizável, quanto mais diferem entre si as frequências componentes do diminuto feixe de ondas. Eis, pois, que o extremo corpuscular da matéria, o elétron, se desfaz em ondas.

A substância fundamental, material de construção do edifício das coisas, é um puro campo eletromagnético, desaparecendo toda ideia de substrato material. Cai, assim, qualquer significado físico real e resta apenas o lógico de representar a probabilidade matemática de que o elétron se encontre, em dado instante, em um determinado ponto do espaço, onde sua última realidade é a de ser uma substância pensante.

O universo, com efeito, não é explicável senão reconduzido ao seu termo extremo e entendido este termo como um puro conceito, único capaz de nos exprimir a essência das coisas. Assim a indagação científica percorreu o caminho inverso ao que Deus seguiu para, com a criação, chegar à manifestação do Seu pensamento. Desta maneira, a ciência da matéria retornou a Deus e no fundo desta encontrou o Seu pensamento animador, isto é, a presença de Deus imanente.

Tudo isso corrobora o processo acima exposto da criação e, ademais, nos auxilia a compreender, confirmando-a, a concepção de um espaço – substância por si mesma genética da matéria, concepção que assim se enquadra em um sistema cósmico.

Eis, pois, de como pelo físico-dínamo-psiquismo, concepção fundamental de A Grande Síntese, podem ser orientadas, em um plano mais vasto, acessível apenas pela intuição, as últimas conclusões parciais da ciência moderna, que da dispersão, analítica são reconduzidas à unidade, em estreito monismo.

Livro: Deus e Universo

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/DeuseUniverso.pdf

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