A desintegração da matéria

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O aspecto cinético da destruição e da reconstrução do Sistema revela-nos representar o período de involução, um fenômeno de curvatura, enquanto o período de evolução representa um fenômeno de distensão cinética.

O trajeto de ida ou descida, gerando a queda, significa um processo de curvatura do estado cinético que constitui o espírito, no estado cinético que constitui a matéria. O trajeto de regresso ou subida, produzindo a reconstrução, significa um processo de distensão ou endireitamento do estado cinético que constitui a matéria, no estado cinético que constitui o espírito.

Tanto no trajeto de ida para a plenitude do Anti-Sistema (involução), como no trajeto de regresso para a plenitude do Sistema (evolução), com a destruição do Anti-Sistema, encontramo-nos no âmago de um processo que, seja no sentido da curvatura como no do endireitamento cinético, o movimento se dá sempre em função do conceito de curva.

Representando a formação do Anti-Sistema um processo de curvatura, tudo nele só pode ser curvo e tanto mais curvo quanto mais nos aproximamos de seu estado de plenitude, que é representado pela matéria,  comprovando que o espaço é curvo em seu conjunto.

A revolta representa a vontade dos elementos rebeldes de fechar-se sobre si mesmos, separando-se do movimento dos outros elementos do Sistema que funcionam em relação ao centro Deus. Esta vontade contrária constitui o primeiro impulso da separação e, portanto, da expulsão do Sistema, daí ocorrendo o desmoronamento.

O Anti-Sistema, forte pelo impulso que tomou, procura reconstituir-se na posição invertida (emborcada) de Sistema desmoronado, ou seja, de Anti-Sistema. As forças do mal resistem. A matéria, seu reino, desejaria ser eterna como o espírito. Mas, em determinado ponto aparece a fraqueza congênita do Anti-Sistema, o impulso separatista se esgota, e a nova construção dos rebeldes desmorona por sua vez.

A ruína do destrucionismo porém, só pode ser reconstrução; a ruína do divisionismo só pode ser unificação; o contrário da contração só pode ser expansão e libertação. O caminho da descida só pode ser invertido tornando-se o caminho da subida. Na sucessão desses momentos há uma consequência lógica da qual não se pode escapar.

Dessa maneira, no próprio seio do Anti-Sistema é implantado um princípio oposto a ele: o princípio construtivo do Sistema. É introduzido no âmago do princípio destrutivo do Anti-Sistema um novo impulso, proveniente de Deus, o qual retoma tudo para regenerar, salvar e reconstruir o que estava destruído.

Entramos, assim, no período evolutivo, e é este o seu significado profundo. A matéria se desintegra, nasce a energia que depois se transforma em vida e esta, através do sistema nervoso e cerebral, em psiquismo e espírito. Assistimos ao fato evidente de uma reconstrução de valores, de potencial dinâmico, a uma abertura da contração do mal e da dor, a uma libertação da prisão da forma, à distensão da curvatura do eu rebelde sobre si mesmo, cujo egocentrismo é adorado em lugar de Deus, para tornar a adorar a Deus e a viver apenas em função Dele.

Desse modo, é gradativamente corrigida a curvatura cinética reabsorvida a oscilação lateral da onda e, com ela, a vibração genética da forma que, por sua vez, tende cada vez mais a desaparecer, desaparecendo o nosso mundo de aparências e ilusões. Assim, a fraqueza causada pela pulverização no separatismo é reabsorvida pelo poder da unificação.

Livro: O Sistema

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/OSistema.pdf

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